Com 112 milhões de clientes, Nubank supera o Bradesco, com 110 milhões, e vira a segunda maior instituição financeira do Brasil, atrás apenas da Caixa, com 158 milhões. Num país de 213,4 milhões de habitantes, mais da metade já tem conta no aplicativo, criado em 2013 sem agências e tarifas
A fintech Nubank ultrapassou a marca de 112 milhões de clientes e passou a ocupar a segunda posição entre as instituições financeiras do Brasil em número de clientes, superando o Bradesco, que soma 110 milhões. A liderança permanece com a Caixa, que registra 158 milhões.
O salto reforça uma disputa bancária cada vez mais digital e baseada em escala, com crescimento sustentado por operação sem agências, política de redução de taxas e adesão acelerada via aplicativo, incluindo usuários que buscavam acesso rápido a serviços como Pix.
Nubank supera metade do país e redefine o peso de uma fintech no sistema

Com a população brasileira estimada em 213,4 milhões de habitantes, o patamar de 112 milhões indica que mais da metade dos brasileiros tem conta no Nubank. O dado acentua o contraste entre uma fintech fundada em 2013 e os bancos tradicionais que historicamente dominaram a relação com clientes via rede física.
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A evolução recente também aparece na comparação temporal informada pela própria instituição. Em setembro de 2025, o Nubank registrava 105 milhões de clientes. Em poucos meses, a base avançou para 112 milhões, o que reposicionou a fintech no ranking nacional e empurrou o Bradesco para a terceira colocação por clientes.
Crescimento sem agências e com menos taxas virou tração estrutural

O Nubank, descrito como uma instituição que não possui agências bancárias, ampliou sua base ao longo do tempo por não cobrar diversas taxas bancárias. Essa combinação de estrutura enxuta e menor fricção de custos aparece como um vetor direto para atrair usuários, sobretudo em comparação com modelos de atendimento e tarifação mais tradicionais.
Outro ponto destacado é a experiência do usuário. A interface intuitiva do aplicativo contribuiu para a adesão de pessoas não bancarizadas que precisavam de uma chave de Pix, reforçando o papel do app como porta de entrada para o sistema financeiro para parte do público.
Reclamações no Banco Central: posição 14ª e comparação com PicPay
No recorte de qualidade percebida pelo regulador, o Nubank aparece na lista de reclamações divulgada pelo Banco Central em 14º lugar, com 1.350 queixas registradas no quarto trimestre. A referência comparativa apresentada é o PicPay, que lidera a lista com 3.718 reclamações, tendo 33,4 milhões de clientes.
A leitura prática desses números é que volume de reclamações e tamanho de base caminham juntos, mas não de forma linear. Um banco com dezenas de milhões de clientes passa a ter visibilidade regulatória permanente, e rankings de reclamações viram termômetro público da experiência do usuário em grande escala.
O que muda na disputa com Bradesco e no ranking nacional de clientes
A virada do Nubank sobre o Bradesco ocorre em um contexto de concorrência por massa crítica de clientes, em que a segunda posição tem efeito simbólico e estratégico. O ranking informado fica assim: Caixa com 158 milhões, Nubank com 112 milhões e Bradesco com 110 milhões.
Com esse desenho, a disputa tende a se concentrar em três frentes já explicitadas pelos dados: capacidade de aquisição de clientes sem agências, oferta percebida de custos menores e conversão via aplicativo, especialmente para quem busca funcionalidades essenciais como Pix. O resultado é um mapa bancário mais sensível a escala digital do que a presença física, com impacto direto na forma como instituições competem por relacionamento.
Na sua avaliação, o que explica melhor esse avanço do Nubank: menos taxas, ausência de agências ou a necessidade de Pix que acelerou a abertura de contas?

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