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Novo navio russo de propulsão nuclear terá capacidade de quebrar gelo com até 3 metros no Oceano Ártico

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 27/12/2025 às 15:03
Atualizado em 27/12/2025 às 15:04
Novo navio russo Stalingrado terá capacidade de quebrar gelo com até 3 metros no Oceano Ártico
A construção do sétimo quebra gelo nuclear do Projeto 22220 avança e o navio deve reforçar a frota com operação em gelo espesso
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A construção do sétimo quebra gelo nuclear do Projeto 22220 avança e o navio deve reforçar a frota com operação em gelo espesso.

A quilha do Stalingrado foi assentada no Estaleiro do Báltico, marcando mais uma etapa na construção do sétimo quebra gelo de propulsão nuclear do Projeto 22220. A série é conhecida por operar em condições extremas e por abrir rotas em áreas de gelo pesado.

Quando entrar em serviço, o Stalingrado passará a integrar a frota nuclear russa e será o nono navio desse grupo. O destaque do projeto está no desempenho, com capacidade de romper gelo com até 3 metros de espessura.

O que aconteceu e por que isso chamou atenção

O assentamento da quilha sinaliza o avanço do programa de quebra gelo nucleares do Projeto 22220. Trata se de uma linha de navios que ganhou espaço por combinar potência, autonomia e atuação em regiões de difícil navegação.

A meta central é garantir operação contínua em áreas do Ártico, onde o gelo impõe restrições severas a embarcações convencionais. A capacidade de quebrar gelo de até 3 metros coloca o modelo em um patamar elevado de desempenho.

O nome Stalingrado foi escolhido em referência à cidade que hoje é Volgogrado, como homenagem à Batalha de Stalingrado. O confronto ocorreu entre 17 de julho de 1942 e 2 de fevereiro de 1943, com vitória do Exército Vermelho.

Quebra gelo nuclear russo do Projeto 22220 em operação no Ártico, com propulsão turbo elétrica e potência total de 60 MW em três eixos, alimentado por dois reatores RITM 200 de 175 MW térmicos cada; velocidade de até 22 nós, autonomia de combustível do reator de 7 anos e provisões para 6 meses, com tripulação de 75 pessoas

Por que o navio recebeu o nome Stalingrado

A escolha do nome remete a um marco histórico da Segunda Guerra Mundial. A homenagem cita a Batalha de Stalingrado como uma das mais decisivas do conflito.

A cerimônia do assentamento da quilha foi programada para coincidir com o início da Operação Urano, em novembro de 1942. Esse momento marcou a contraofensiva soviética na região de Stalingrado.

Durante a cerimônia por videoconferência, Vladimir Putin afirmou que o novo quebra gelo deve atuar no Ártico abrindo caminho entre o gelo e se tornar símbolo de força e criatividade do povo russo. O foco da fala foi o trabalho em condições duras e a capacidade de realizar planos ambiciosos.

Corredor de Transporte Transártico e a Rota Marítima do Norte

Um dos pontos citados no evento foi a criação do Corredor de Transporte Transártico, que incorpora a Rota Marítima do Norte. A proposta foi tratada como uma tarefa de escala ampla, ligada a logística e presença em altas latitudes.

Alexey Likhachev, diretor geral da Rosatom, declarou que a conclusão dessa meta deve fortalecer o papel do país e apoiar projetos nacionais no Ártico. Também foi mencionada a ideia de soberania logística da Federação Russa.

No mesmo evento, o veterano da Batalha de Stalingrado Pavel Vinokurov, que completou 103 anos em novembro, entregou a Likhachev uma cápsula com terra de Volgogrado. O material será mantido a bordo do quebra gelo.

Visual do Stalingrado e o que muda na prática

O projeto visual do Stalingrado utiliza cores vermelho e branco. As laterais da superestrutura são brancas, enquanto a parte frontal exibe um mural com uma estrela branca da cidade homenageada sobre fundo vermelho, com referência à escultura A Pátria Chama.

Além do aspecto simbólico, o esquema tem função operacional. A identidade visual ajuda a distinguir o Stalingrado do Leningrado, outro quebra gelo da mesma série em construção, que tem superestrutura azul e branca.

O autor do projeto e chefe do Departamento de Arte e Design do Centro de Comunicações da Rosatom, Vladimir Ruzhnikov, afirmou que definir o visual de um quebra gelo nuclear é uma tarefa significativa. Ele também citou o contexto do 80º aniversário da Vitória e do setor nuclear como elemento que amplia o peso simbólico da criação.

Quais são as regras, prazos e condições do projeto

No momento do assentamento da quilha, o Stalingrado estava 4% concluído, com três primeiras seções já montadas. O avanço indica o início da montagem estrutural do casco, etapa crítica no cronograma de construção naval.

O navio apresenta diferenças pontuais em relação aos antecessores, já que melhorias são incorporadas a cada embarcação com base na experiência acumulada. Mesmo assim, as características centrais do Projeto 22220 permanecem.

Entre elas estão o projeto de calado duplo, dois reatores RITM 200 e um sistema de propulsão elétrica de corrente alternada com motores assíncronos. Esse conjunto sustenta a capacidade de operação em gelo de até 3 metros.

O que pode acontecer a partir de agora

O programa do Projeto 22220 segue com outras unidades em andamento. No Estaleiro do Báltico, também estão em construção os quebra gelo nucleares Chukotka e Leningrado.

Com a entrada futura do Stalingrado em serviço, a frota nuclear russa tende a ganhar mais um navio voltado para atuação no Ártico. A capacidade de enfrentar gelo espesso reforça a operação em rotas de alta latitude e sustenta planos de transporte e logística na região.

O movimento indica continuidade na ampliação de meios navais especializados e na consolidação de presença em áreas onde o gelo ainda é o principal obstáculo para a navegação.

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Cggc
Cggc
31/12/2025 15:56

Estados Unidos debería ocupar Groenlandia aprovechando que ningun país europeo la defendería, y que tiene solo 50 mil habitantes , como un mini pueblo. Esra vacía.
Se haría de grandes recursos.
Canada ya es más difícil, pero también la puede ocupar tiene un gran potencial.
Entonces sí sería grande america

Jose Farias
Jose Farias
30/12/2025 16:03

Ué, mas para que Navio Quebra Gelo, pois todo dia os pessimistas de plantão dizem que o Gelo do planeta está derretendo elevando o nível do mar.

Cggc
Cggc
Em resposta a  Jose Farias
31/12/2025 15:57

Precisamente, se hace más delgado y ya se puede romper

Zeno E. S. Munhoz
Zeno E. S. Munhoz
28/12/2025 18:03

Os países que usarem a energia nuclear em motores para transportes de carga pesada e contínua como navios e trens e idem para o transportes de massa de populações urbanas como metrôs, avançarão para um alto nível de desenvolvimento ou à fronteira final reduzindo os problemas de superpopulação com economia efetiva e quem sabe a rota final da questão energética…

Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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