A anticola do 3I/ATLAS exibiu comportamento incomum perto do Sol e levantou novas hipóteses sobre o que impulsiona esse jato.
O cometa interestelar 3I/ATLAS foi o objeto espacial mais comentado de 2025 e segue no centro das atenções. O interesse aumentou após a passagem mais próxima da Terra em 19 de dezembro.
O ponto que mais chama atenção é a anticola, um jato que aparece em direção ao Sol. Esse padrão foge do esperado para uma cauda cometária comum e mantém o debate sobre o que sustenta esse comportamento.

A anticola do 3I/ATLAS cresceu em direção ao Sol após o periélio
O período mais observado ocorreu nos dois meses após o periélio, quando o cometa fica mais perto do Sol. Nesse intervalo, a anticola teria se estendido por várias centenas de milhares de quilômetros apontando para o Sol.
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Essa direção é o oposto do que costuma aparecer em cometas. A situação levantou dúvidas sobre a composição do objeto e sobre a forma como poeira e gás se distribuem.
O tema ganhou força porque a anticola não parece depender apenas de um tipo de material. A comparação entre poeira e gás virou o centro da análise.
Poeira e gás não reagem do mesmo jeito no espaço
A poeira pode ser empurrada pelo gás que sai do núcleo do cometa. Ela consegue alcançar grandes distâncias e depois perde velocidade com a pressão da radiação solar.
Esse efeito ajuda a explicar por que um jato pode crescer tanto mesmo quando o gás não aparece com clareza. A poeira segue uma dinâmica própria e pode permanecer visível por muito tempo.
O gás tem outro tipo de obstáculo. A interação mais forte ocorre com o vento solar, que influencia o caminho do material liberado pelo núcleo.
O papel do gelo e a sublimação no núcleo do cometa
Em um cometa natural, a liberação de gás costuma ocorrer por sublimação de gelos. Esse processo transforma gelo em gás quando o objeto se aquece ao se aproximar do Sol.
Um exemplo citado para esse mecanismo é o dióxido de carbono CO2. A presença desse tipo de gelo ajuda a sustentar a formação de jatos de gás em cometas.
A discussão passa a ser a capacidade desse processo de sustentar o padrão observado na anticola. A dúvida se concentra na energia necessária para manter o movimento do gás.
O que o Hubble mostrou sobre o jato de anticola
Observações do Telescópio Espacial Hubble indicaram que a anticola inclui gás em movimento a mais de 5.000 quilômetros do núcleo do 3I/ATLAS. Esse detalhe foi tratado como algo incomum.
A presença de gás tão longe do núcleo muda o peso da análise. Não se trata apenas de poeira arrastada para formar um rastro visível.
Esse comportamento abre espaço para discutir se a velocidade de ejeção seria maior do que a esperada para sublimação comum. O foco passa a ser a velocidade do material expelido.
A hipótese de propulsor tecnológico e o tamanho do efeito
Avi Loeb associou a anticola à possibilidade de um propulsor tecnológico. A ideia liga a velocidade de lançamento do jato a um mecanismo artificial.
Nessa hipótese, o gás poderia fluir em direção ao Sol em escalas ainda maiores. A base é que um propulsor sustentaria um padrão mais intenso do que processos naturais.
O tema permanece controverso, mas a anticola do 3I/ATLAS continua alimentando perguntas sobre o que está por trás desse jato. A consequência direta é manter o cometa como alvo prioritário de observação.
O que pode acontecer a partir de agora e por que o 3I/ATLAS ainda pode surpreender
O cometa 3I/ATLAS deve seguir como referência nos próximos anos por causa do comportamento da anticola. O fenômeno coloca em destaque o desafio de explicar jatos em direção ao Sol com os modelos mais comuns.
A partir daqui, o caminho mais provável é a ampliação das análises sobre poeira, gás e a interação com o vento solar. Cada novo dado tende a pesar no debate sobre a origem do objeto.
O cometa interestelar 3I/ATLAS manteve a atenção mesmo após o pico de proximidade com a Terra em 19 de dezembro. A anticola em direção ao Sol segue como o ponto mais difícil de encaixar em um comportamento típico.
Com indícios de gás a mais de 5.000 quilômetros do núcleo, o debate ganha um novo nível de complexidade. O impacto prático é claro, o cometa continua no radar e pode influenciar como fenômenos cometários são interpretados daqui para frente.

Eu acho que ele usa energia solar, que é o que existe bastante no Universo. Quem sabe, foi por isso que ele passou do lado contrário à Terra, por ela ser habitada. Se forem seres com tecnologia, devem ter uma consciência cósmica bem avançada para chegar até aqui. Eu pensei nisso, pois quando vi falei em casa, ele deve carregando, abastecendo.
Isso n faz sentido algum,já foi provado que ele tem vulcões de gelo no núcleo
Anticola? Não teria ficado melhor “anticauda”
O núcleo do 3i Atlas segundo a analilese do Espectrógrafo de Infravermelho Próximo (NIRSpec) do JW, detectou que em sua maior parte é composto por (Níquel), um metal ainda encontrado em terras raras. Ele não é formado por nenhum tipo de Cristal.