A Portaria Conjunta nº 18, de 2026, oficializou a teleperícia como procedimento regular da perícia do INSS, permitindo avaliações médicas por videoconferência para reduzir filas e agilizar a concessão de benefícios como BPC, especialmente em regiões com escassez de peritos.
Uma mudança que milhões de brasileiros esperavam acaba de se tornar oficial. A perícia do INSS agora pode ser realizada por videoconferência graças à Portaria Conjunta nº 18, de 2026, que oficializou a teleperícia como procedimento regular da Perícia Médica Federal. A medida transforma o que era um projeto experimental em parte definitiva da estrutura do INSS, com o objetivo de reduzir o represamento de pedidos e tornar o sistema mais eficiente. Para quem já enfrentou meses de espera por um agendamento presencial, a mudança na perícia do INSS representa o fim de um dos gargalos mais criticados do sistema previdenciário.
Com a nova regulamentação, a telemedicina passa a integrar de forma permanente os procedimentos da Perícia Médica Federal. A proposta é ampliar a capacidade de atendimento da perícia do INSS, especialmente em regiões onde a escassez de médicos peritos transforma o agendamento em uma espera que pode ultrapassar meses. A portaria estabelece regras padronizadas para o uso da tecnologia, garantindo segurança jurídica tanto para os profissionais que conduzem a avaliação quanto para os segurados que dependem do resultado para acessar benefícios.
Como funciona a nova perícia do INSS por videoconferência na prática
Apesar de a consulta ser feita à distância, o modelo não elimina totalmente a presença física do segurado. Para realizar a perícia do INSS por videoconferência, a pessoa deverá comparecer à Agência da Previdência Social (APS) no dia agendado, onde será direcionada a uma sala equipada com computador, câmera e conexão à internet. O médico perito, que pode estar em qualquer lugar do país, conduz a avaliação remotamente pela tela.
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Antes da consulta, o segurado passa por uma triagem presencial na própria agência. Nessa etapa, os documentos médicos e pessoais são entregues e digitalizados, e o segurado assina um termo autorizando a realização da perícia do INSS por vídeo. Depois da avaliação remota, o processo segue o fluxo tradicional de análise do benefício. O formato combina a praticidade da tecnologia com a necessidade de verificação documental presencial, criando um modelo híbrido que resolve o principal problema sem eliminar as garantias do processo.
Quais benefícios são contemplados pela nova forma de perícia do INSS
Inicialmente, a teleperícia será utilizada em perícias médicas iniciais e em avaliações e reavaliações do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Outros serviços poderão ser incluídos futuramente à medida que o sistema for testado e aprimorado. O BPC, que atende pessoas com deficiência e idosos de baixa renda, é um dos benefícios com maior volume de pedidos represados, o que torna a inclusão na teleperícia especialmente relevante para a redução das filas.
Os atendimentos da perícia do INSS por videoconferência deverão ser agendados previamente pelos canais oficiais, como o site e o aplicativo do INSS. O processo de agendamento segue o mesmo formato já conhecido pelos segurados, com a diferença de que a consulta será conduzida remotamente. Para os médicos peritos, o acesso ao sistema ocorre por meio de protocolos de segurança que incluem uso de VPN e autenticação em dois fatores, garantindo que as informações dos segurados permaneçam protegidas.
Por que a perícia do INSS precisava dessa mudança com urgência
O represamento de pedidos de perícia médica no INSS é um problema crônico que afeta milhões de brasileiros. A escassez de médicos peritos em diversas regiões do país criou filas que obrigavam segurados a esperar meses por um atendimento presencial, muitas vezes viajando centenas de quilômetros até a agência mais próxima com perito disponível. Para pessoas com deficiência, idosos com dificuldade de locomoção e trabalhadores afastados que dependem do benefício para sobreviver, cada mês de espera representa um mês sem renda.
A teleperícia resolve o problema da distribuição geográfica dos peritos porque permite que um médico em uma capital atenda segurados em cidades do interior sem que nenhum dos dois precise se deslocar. A perícia do INSS deixa de depender da presença física do perito na mesma cidade do segurado, o que multiplica a capacidade de atendimento sem exigir contratação imediata de novos profissionais. É uma solução que usa tecnologia existente para resolver um problema logístico que persistia há anos.
O que muda para quem precisa agendar a perícia do INSS a partir de agora
Para o segurado, o processo muda pouco na parte prática. O agendamento continua sendo feito pelo site ou aplicativo do INSS, e no dia marcado a pessoa comparece à agência normalmente. A diferença é que, em vez de ser atendida por um perito presencial, ela será direcionada a uma sala de videoconferência onde a avaliação acontecerá de forma remota. Os documentos continuam sendo exigidos e verificados presencialmente antes da consulta.
A expectativa é que o tempo entre o agendamento e a realização da perícia do INSS diminua significativamente porque a disponibilidade de peritos deixa de ser limitada pela localização geográfica. Um segurado em uma cidade do interior que antes esperava quatro meses por um perito que visitava a região uma vez por semana agora pode ser atendido em semanas por um profissional conectado de qualquer ponto do país. A redução do tempo de espera beneficia especialmente pessoas com condições de saúde que exigem acesso rápido ao benefício.
O que a teleperícia significa para o futuro da perícia do INSS
A Portaria Conjunta nº 18 faz parte de uma estratégia mais ampla do governo para modernizar o sistema previdenciário. A oficialização da teleperícia como procedimento permanente da perícia do INSS sinaliza que a telemedicina será expandida para outros serviços à medida que a infraestrutura tecnológica das agências for atualizada e os protocolos de segurança forem validados em escala nacional.
Para os segurados, a mudança representa acesso mais rápido a benefícios que muitas vezes são a única fonte de renda da família. Para o sistema previdenciário, representa eficiência operacional que reduz custos e melhora a distribuição de recursos humanos. A perícia do INSS por videoconferência não substitui a medicina presencial. Complementa-a em um contexto onde a demanda sempre superou a capacidade de atendimento físico.
O que você acha da nova perícia do INSS por videoconferência? Acredita que vai funcionar bem ou prefere o atendimento presencial com o perito na sala? Conta nos comentários. Mudanças no INSS afetam milhões de brasileiros, e a opinião de quem usa o sistema é a que mais importa nesse debate.

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