Governo da Noruega busca indenização bilionária por perdas com a fragata KNM Helge Ingstad, alegando falhas de construção do estaleiro espanhol Navantia.
O governo da Noruega formalizou uma ação judicial contra o estaleiro espanhol Navantia, exigindo uma indenização superior a 1 bilhão de euros em razão do naufrágio da fragata KNM Helge Ingstad, ocorrido em 2018.
A embarcação, que fazia parte de uma frota de cinco fragatas da classe “Fridtjof Nansen” fornecidas pela Navantia, colidiu com o petroleiro Sola TS próximo à costa norueguesa, resultando em danos irreversíveis e no desmantelamento da fragata.
Embora investigações apontem falha humana como causa principal, o governo norueguês argumenta que defeitos de construção foram determinantes para a tragédia.
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Acidente marítimo expõe falhas operacionais e técnicas
A colisão ocorreu durante uma manobra noturna, quando a fragata KNM Helge Ingstad retornava de um exercício militar.
Segundo a Autoridade Norueguesa de Investigação de Segurança (NSIA), o acidente foi causado majoritariamente por falhas operacionais da tripulação, incluindo erros de comunicação e má interpretação de sinais de navegação.
Apesar disso, o Ministério da Defesa da Noruega sustenta que falhas técnicas no projeto da embarcação agravaram a situação.
O foco da acusação está na vedação dos eixos de hélice, que, segundo os noruegueses, apresentou falhas críticas que aceleraram o alagamento do navio.
Estaleiro Navantia foi isentada por investigação anterior
O Estaleiro Navantia, responsável pela construção das fragatas entre 2006 e 2011, foi isentada de responsabilidade pela NSIA em 2021.
O relatório da agência concluiu que os danos sofridos pelo casco da fragata superaram os parâmetros previstos em projeto e que o naufrágio poderia ter sido evitado com uma evacuação mais eficiente.
Contudo, a nova ação judicial apresentada em agosto de 2024 reabre o debate sobre a responsabilidade da construtora naval.
A Noruega busca compensações que englobam os custos de substituição da fragata, operações de resgate e o processo de desmantelamento da embarcação.
Governo da Noruega e estaleiro: Possível mediação antes do julgamento
O governo norueguês expressou interesse em resolver a disputa por meio de mediação, mas, caso não haja acordo, o julgamento está agendado para iniciar em 23 de setembro de 2025.
Especialistas do setor apontam que o processo poderá estabelecer um precedente importante para casos de responsabilidade compartilhada entre operadoras navais e estaleiros.
Poder Naval
