Receita líquida da Natura deve ficar entre R$ 5,1 bilhões e R$ 5,2 bilhões, pressionada por vendas mais fracas no Brasil.
A Natura informou, nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, que espera uma queda relevante na receita líquida do segundo trimestre.
Segundo a companhia, o faturamento consolidado deve ficar entre R$ 5,1 bilhões e R$ 5,2 bilhões.
Esse resultado representa uma retração entre 9% e 10% na comparação com o mesmo período de 2025.
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A estimativa foi divulgada pela empresa em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários.
De acordo com a Natura, os números ainda são preliminares e serão detalhados no balanço completo de 10 de agosto de 2026.
Consumo fraco no Brasil pressionou a receita
O principal fator apontado pela Natura foi o consumo desaquecido no Brasil.
Além disso, a empresa citou desafios internos e ajustes operacionais que afetaram diretamente o desempenho no país.
Conforme a companhia, a receita líquida brasileira foi pressionada em uma magnitude maior do que a prevista inicialmente.
Esse cenário, portanto, teve impacto direto no resultado consolidado do segundo trimestre.
Escassez de produtos afetou o canal de venda por relações
Entre os problemas operacionais, a Natura destacou uma severa escassez de produtos.
Essa falta ocorreu durante a estabilização do novo sistema de Planejamento Integrado.
Além disso, a empresa passou por atualização do sistema SAP.
Ao mesmo tempo, houve relocação de volumes da fábrica de Interlagos, na zona sul de São Paulo, recentemente fechada.
Como consequência, a escassez de produtos reduziu o volume no canal de venda por relações.
Esse impacto foi ampliado pelo cenário macroeconômico mais difícil.
Canal online e franquias também desaceleraram
A Natura também informou que novas políticas de preços afetaram o canal online.
Além disso, regras comerciais entre canais provocaram uma desaceleração de curto prazo nas vendas digitais.
Outro ponto destacado foi a transição de 100% dos contratos de franquia para um novo modelo.
Com isso, houve uma redução momentânea dos estoques nas lojas franqueadas.
Consequentemente, as vendas para franquias, conhecidas como sell-in, também perderam ritmo no período.
Mudanças tributárias tiveram efeito temporário
A companhia ainda apontou um descasamento temporário de tributos.
Segundo a Natura, esse efeito ficou concentrado no segundo trimestre de 2026.
A causa foi relacionada a mudanças no imposto sobre consumo no Estado de São Paulo, o ICMS-ST.
Portanto, esse fator também contribuiu para pressionar a receita no intervalo analisado.
Região Hispânica avançou, mas não compensou o Brasil
Apesar da queda no Brasil, a Natura registrou crescimento anual positivo em moeda constante na região Hispânica.
Segundo a empresa, todos os mercados dessa região tiveram mais um trimestre de avanço consistente.
Ainda assim, esse crescimento não foi suficiente para compensar a pressão sobre a receita líquida brasileira.
Margem Ebitda deve crescer no trimestre
Por outro lado, a Natura estima expansão trimestral da margem Ebitda reportada.
Esse avanço ocorre, principalmente, por menores despesas sequenciais com rescisões.
Além disso, a empresa citou ganhos de eficiência com o novo modelo operacional.
Esses fatores, portanto, compensam parcialmente o impacto negativo da menor alavancagem operacional.
Resultado completo será divulgado em agosto
As informações completas do segundo trimestre de 2026 serão apresentadas em 10 de agosto de 2026.
Até lá, a Natura trata os dados como preliminares.
Mesmo assim, o comunicado já mostra que o Brasil teve peso central na queda estimada da receita.
A combinação entre consumo fraco, falta de produtos, ajustes internos, mudanças comerciais e efeitos tributários explica a revisão do desempenho no período.
Na sua opinião, a Natura conseguirá recuperar o ritmo de vendas nos próximos trimestres com os ajustes operacionais em andamento? Deixe seu comentário!
