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Prédio abandonado há 30 anos em Minas vai virar unidade de biotecnologia da Funed com investimento de R$ 10 milhões e promessa de aproximar ciência, indústria e saúde pública

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 07/07/2026 às 17:57 Atualizado em 07/07/2026 às 17:59
Prédio abandonado há 30 anos em Minas vai virar unidade de biotecnologia da Funed com investimento de R$ 10 milhões e promessa de aproximar ciência, indústria e saúde pública
Prédio abandonado há 30 anos em Minas vai virar unidade de biotecnologia da Funed com investimento de R$ 10 milhões e promessa de aproximar ciência, indústria e saúde pública
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Um prédio parado há mais de três décadas em Belo Horizonte vai ganhar nova vida com a Funed. O projeto de R$ 10 milhões promete acelerar pesquisas, desenvolver medicamentos biotecnológicos e levar inovação mais perto do SUS.

Um prédio da Fundação Ezequiel Dias, a Funed, que ficou inacabado por mais de 30 anos em Belo Horizonte, vai finalmente ganhar uso. A estrutura na Gameleira, na região Oeste da capital mineira, será transformada em uma unidade de biotecnologia com investimento previsto de cerca de R$ 10 milhões.

A mudança abre espaço para um projeto que quer encurtar a distância entre pesquisa, desenvolvimento industrial e saúde pública. A ideia é reunir no mesmo local atividades voltadas à criação de medicamentos biotecnológicos e acelerar a chegada de soluções ao Sistema Único de Saúde.

Segundo otempo, a nova unidade será chamada de Unidade de Biotecnologia Computacional e Prototipagem e vai ocupar justamente a estrutura que teve a obra interrompida décadas atrás.

Do esqueleto abandonado à nova aposta da Funed

O prédio começou a ser erguido ainda no governo Hélio Garcia, com a proposta de ampliar a produção de medicamentos da fundação por meio do sistema de produção por gravidade. A ideia, porém, ficou para trás.

Com a evolução da indústria farmacêutica, a tecnologia prevista para a obra acabou se tornando obsoleta antes da conclusão. O resultado foi um prédio parado, sem função, por mais de três décadas.

Agora, o governo de Minas decidiu recuperar a estrutura e dar a ela uma finalidade ligada ao que há de mais atual na pesquisa biomédica. Em vez de um espaço esquecido, o local deve virar peça importante da estratégia da Funed.

Nova unidade quer ligar pesquisa e produção de medicamentos

A proposta da Unidade de Biotecnologia Computacional e Prototipagem é funcionar como elo entre a pesquisa científica e a área industrial da fundação. Na prática, a expectativa é reunir plataformas voltadas ao desenvolvimento de medicamentos inovadores em um mesmo ambiente.

O objetivo principal é acelerar a transformação de pesquisas em produtos destinados ao SUS. Isso significa levar mais rápido para a fase prática o que nasce nos laboratórios e ampliar a capacidade da instituição de desenvolver soluções estratégicas para a saúde pública.

O presidente da Funed, Felipe Attiê, afirmou que parte dos projetos já tocados em outras áreas da fundação será concentrada no novo espaço. Além disso, a unidade deve receber iniciativas novas, de alta complexidade e maior valor agregado.

Investimento de R$ 10 milhões e previsão de início no segundo semestre

O investimento estimado para a recuperação e adaptação do prédio é de cerca de R$ 10 milhões. O valor dá a medida da aposta do governo mineiro em um espaço que estava parado e agora passa a ser visto como ativo para pesquisa e inovação.

Segundo Attiê, a previsão é que a unidade entre em operação no fim do segundo semestre deste ano. O comunicado não detalha todas as etapas da obra nem os prazos de cada fase, mas o plano já coloca a retomada do imóvel em andamento.

Para a Funed, a transformação da estrutura deve ampliar a capacidade de identificar, desenvolver e incorporar produtos inovadores com mais rapidez. É uma tentativa de dar novo uso a um prédio marcado pela interrupção e, ao mesmo tempo, reforçar o papel da instituição no avanço científico em Minas.

O que muda para a saúde pública em Minas

Ao concentrar pesquisa, desenvolvimento e prototipagem em um único espaço, a Funed aposta em ganhar velocidade em áreas que normalmente dependem de etapas longas e complexas. A expectativa é que isso ajude a instituição a responder melhor a demandas ligadas ao SUS e a projetos considerados estratégicos.

A decisão também tem peso simbólico: um imóvel abandonado por mais de 30 anos deixa de representar obra parada para virar endereço de ciência aplicada. Em Belo Horizonte, a mudança recoloca a Gameleira no mapa de um projeto que mira inovação, produção e impacto público.

Se a previsão for cumprida, a nova unidade deve marcar uma virada importante para a Funed e para o uso da antiga estrutura. Acompanhe as próximas atualizações e conte nos comentários o que achou dessa transformação em Minas.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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