Um prédio parado há mais de três décadas em Belo Horizonte vai ganhar nova vida com a Funed. O projeto de R$ 10 milhões promete acelerar pesquisas, desenvolver medicamentos biotecnológicos e levar inovação mais perto do SUS.
Um prédio da Fundação Ezequiel Dias, a Funed, que ficou inacabado por mais de 30 anos em Belo Horizonte, vai finalmente ganhar uso. A estrutura na Gameleira, na região Oeste da capital mineira, será transformada em uma unidade de biotecnologia com investimento previsto de cerca de R$ 10 milhões.
A mudança abre espaço para um projeto que quer encurtar a distância entre pesquisa, desenvolvimento industrial e saúde pública. A ideia é reunir no mesmo local atividades voltadas à criação de medicamentos biotecnológicos e acelerar a chegada de soluções ao Sistema Único de Saúde.
Segundo otempo, a nova unidade será chamada de Unidade de Biotecnologia Computacional e Prototipagem e vai ocupar justamente a estrutura que teve a obra interrompida décadas atrás.
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Do esqueleto abandonado à nova aposta da Funed
O prédio começou a ser erguido ainda no governo Hélio Garcia, com a proposta de ampliar a produção de medicamentos da fundação por meio do sistema de produção por gravidade. A ideia, porém, ficou para trás.
Com a evolução da indústria farmacêutica, a tecnologia prevista para a obra acabou se tornando obsoleta antes da conclusão. O resultado foi um prédio parado, sem função, por mais de três décadas.
Agora, o governo de Minas decidiu recuperar a estrutura e dar a ela uma finalidade ligada ao que há de mais atual na pesquisa biomédica. Em vez de um espaço esquecido, o local deve virar peça importante da estratégia da Funed.
Nova unidade quer ligar pesquisa e produção de medicamentos
A proposta da Unidade de Biotecnologia Computacional e Prototipagem é funcionar como elo entre a pesquisa científica e a área industrial da fundação. Na prática, a expectativa é reunir plataformas voltadas ao desenvolvimento de medicamentos inovadores em um mesmo ambiente.
O objetivo principal é acelerar a transformação de pesquisas em produtos destinados ao SUS. Isso significa levar mais rápido para a fase prática o que nasce nos laboratórios e ampliar a capacidade da instituição de desenvolver soluções estratégicas para a saúde pública.
O presidente da Funed, Felipe Attiê, afirmou que parte dos projetos já tocados em outras áreas da fundação será concentrada no novo espaço. Além disso, a unidade deve receber iniciativas novas, de alta complexidade e maior valor agregado.
Investimento de R$ 10 milhões e previsão de início no segundo semestre
O investimento estimado para a recuperação e adaptação do prédio é de cerca de R$ 10 milhões. O valor dá a medida da aposta do governo mineiro em um espaço que estava parado e agora passa a ser visto como ativo para pesquisa e inovação.
Segundo Attiê, a previsão é que a unidade entre em operação no fim do segundo semestre deste ano. O comunicado não detalha todas as etapas da obra nem os prazos de cada fase, mas o plano já coloca a retomada do imóvel em andamento.
Para a Funed, a transformação da estrutura deve ampliar a capacidade de identificar, desenvolver e incorporar produtos inovadores com mais rapidez. É uma tentativa de dar novo uso a um prédio marcado pela interrupção e, ao mesmo tempo, reforçar o papel da instituição no avanço científico em Minas.
O que muda para a saúde pública em Minas
Ao concentrar pesquisa, desenvolvimento e prototipagem em um único espaço, a Funed aposta em ganhar velocidade em áreas que normalmente dependem de etapas longas e complexas. A expectativa é que isso ajude a instituição a responder melhor a demandas ligadas ao SUS e a projetos considerados estratégicos.
A decisão também tem peso simbólico: um imóvel abandonado por mais de 30 anos deixa de representar obra parada para virar endereço de ciência aplicada. Em Belo Horizonte, a mudança recoloca a Gameleira no mapa de um projeto que mira inovação, produção e impacto público.
Se a previsão for cumprida, a nova unidade deve marcar uma virada importante para a Funed e para o uso da antiga estrutura. Acompanhe as próximas atualizações e conte nos comentários o que achou dessa transformação em Minas.
