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Movimentação em vários portos do Brasil cai com Lockdown na China

17 de junho de 2022 às 13:35
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China, Brasil, portos
foto: Reprodução Adobe Stocker

Os primeiros quatro meses de 2022 mostraram queda nas movimentações dos portos do Brasil, devido ao Lockdown na China

O fluxo nos portos, para fretes, do Brasil caiu 3% entre os meses de janeiro e abril de 2022 quando comparado ao mesmo período em 2021. A escassez de movimentação nos portos do Brasil, é consequência das medidas de lockdown adotadas pela China, desde o início de março.

Essas informações são do levantamento mais atual da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), do governo federal.

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De acordo ainda com essas informações, a importação de produtos por frete marítimo catalogou um caimento de 7,92%, ao passo que a exportação decresceu aproximadamente 3% no Brasil.

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Ainda no Brasil, a cabotagem, que constitui a navegação na costa, também registrou uma queda. No que diz respeito ao ano de 2021, esse serviço de transporte apresentou uma diminuição de 2,5%.

Embora tenha acontecido uma queda na movimentação dos portos no Brasil, o volume da carga conduzida teve um aumento de 26% no mesmo período. Ao todo, foram mais de 23 milhões de toneladas carregadas via mar entre janeiro e abril de 2022. A carga geral é uma modalidade marítima que difere de containers.

O transporte desse bloco habitualmente é feito por sacas, caixas, fardos, tambores e engradados e não observou nenhum efeito do lockdown na China. Ao contrário do que aconteceu nos portos do Brasil, a categoria foi beneficiada pela paralisação nos portos da China e também pelo crescimento do valor dos containers, que tiveram uma alta devido ao lockdown.

Custo dos fretes é um dos problemas causados pelo surto de COVID-19 na China

Uma das dificuldades atuais enfrentadas no Brasil, motivado pelo surto do vírus na China, é o aumento no custo do frete de navios cargueiros no país, tanto aqueles que querem atracar em portos brasileiros, quanto os que possuem como destino final os portos da China.

De acordo com Jesualdo Silva, presidente da ABTP, Associação Brasileira dos Terminais, a paralisação dos navios cargueiros na China originou uma escassez de oferta global gerando, consequentemente, um aumento no preço dos fretes.

Contudo, apesar das restrições impostas pelo lockdown na China, com foco em conter o avanço da Covid-19 no país, os portos da China tiveram um aumento de 1,7% nos volumes de contêineres movimentados no período de janeiro a abril de 2022, de acordo com o Centronave Centro Nacional de Navegação Transatlântica.

Movimentação de cargas nos portos da China aumentou em maio

No mês de maio, até o dia 24, a movimentação de carga nos principais portos do país asiático cresceu cerca de 4,2% em relação ao mesmo período do mês de abril. O Centronave informa, no entanto, que o aumento foi menor do que o esperado.

Na cidade de Xangai, o lockdown foi selado no primeiro dia de junho, após dois meses. O porto seguiu em funcionamento com capacidade reduzida e algumas operações foram redirecionadas ou adiantadas.

Mesmo com uma previsão para o retorno das movimentações de contêineres nas próximas semanas, o Centronave ainda supõe que é cedo prever a normalização de 100% da cadeia logística na China e das cadeias globais de produção e suprimento nos meses futuros.

“Embora a economia chinesa tenha sofrido com o lockdown, não houve fechamento integral em algumas áreas produtivas do país. O resultado positivo podia ser maior, mas precisamos levar em consideração que parte das fábricas do país ficam fora da área urbana, onde as medidas foram mais rígidas. Os portos principais da China fecharam sim, mas outros alternativos continuaram funcionando”, explicou Coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV, Ricardo Teixeira.

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