Nome tradicional da Mitsubishi volta ao planejamento global da fabricante, com proposta 4×4, ligação técnica com a Triton e posicionamento voltado a mercados onde SUVs com capacidade fora de estrada ainda têm espaço comercial relevante.
A Mitsubishi confirmou o retorno do Pajero, SUV lançado originalmente em 1982 e vendido também como Montero em alguns mercados, como os Estados Unidos.
A nova geração será apresentada no atual ano fiscal da fabricante japonesa e aparece no plano global que prevê 13 novos modelos nos próximos seis anos, com foco em SUVs, picapes, veículos eletrificados e produtos voltados ao uso fora de estrada.
O anúncio integra a nova visão de médio e longo prazo da Mitsubishi para a década de 2030, divulgada pela própria empresa.
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Nesse planejamento, o novo Pajero será uma das representações da identidade da marca, segundo a fabricante, em uma estratégia que prioriza segmentos nos quais a Mitsubishi afirma ter maior experiência competitiva.
Retorno do Pajero ganha espaço no plano global da Mitsubishi
No novo ciclo de produtos, a volta do Pajero ocorre em meio a uma tentativa da Mitsubishi de reforçar modelos associados à sua atuação histórica em utilitários esportivos e veículos 4×4.
De acordo com a empresa, os investimentos serão direcionados a produtos estratégicos para a região da Asean e a modelos off-road, áreas consideradas prioritárias dentro do planejamento global anunciado para os próximos anos.
Além do novo SUV, a Mitsubishi informou que pretende ampliar presença em países como Filipinas, Vietnã e Japão, apontados pela marca como mercados prioritários.
Regiões como Oriente Médio e América Latina também foram citadas pela fabricante como áreas de alto potencial, o que mantém o Pajero no contexto de mercados onde utilitários robustos ainda têm demanda.
Outro ponto do plano envolve atividades que vão além da venda de veículos novos, incluindo seminovos, financiamento, pós-venda, peças e acessórios.

Com essas frentes, a Mitsubishi busca ampliar rentabilidade e aproveitar melhor plataformas, componentes e parcerias globais, segundo as diretrizes apresentadas pela empresa em sua nova estratégia corporativa.
Base da Triton reforça proposta fora de estrada
A nova geração do Pajero terá estrutura do tipo chassi sobre longarinas, derivada da picape média Triton, conforme informações divulgadas pela imprensa especializada internacional.
Essa arquitetura costuma ser usada em picapes e utilitários voltados a maior resistência estrutural, o que coloca o modelo em uma proposta distinta da adotada por crossovers urbanos.
Mesmo com a base compartilhada com a Triton, o Pajero não deve ser apenas uma adaptação direta da picape, de acordo com reportagens especializadas sobre o projeto.
As informações publicadas indicam cabine própria e suspensão desenvolvida para o SUV, solução que permitiria ajuste específico para transporte de passageiros e uso familiar, sem afastar o modelo da proposta 4×4.
No teaser divulgado pela Mitsubishi, o veículo aparece com porte elevado, carroceria de linhas retas e assinatura luminosa dianteira em LED.
A imagem oficial ainda não mostra o desenho completo do utilitário, mas antecipa parte da linguagem visual escolhida para reposicionar o Pajero dentro da futura linha global da marca.
Estratégia aproxima Pajero da lógica do Toyota Land Cruiser
A Mitsubishi ainda não detalhou todos os desdobramentos comerciais do novo Pajero, mas a imprensa internacional aponta que o nome pode ser expandido para mais de um produto.
Essa estratégia é comparada por publicações especializadas à usada pela Toyota com a família Land Cruiser, na qual versões e propostas diferentes convivem sob uma mesma denominação global.
Na prática, a ampliação do nome Pajero permitiria à Mitsubishi organizar uma linha de veículos com foco fora de estrada, caso essa interpretação se confirme nos próximos anúncios oficiais.
Até o momento, porém, a fabricante confirmou o retorno do modelo, mas não detalhou quantas versões ou carrocerias poderão usar a denominação Pajero ou Montero.
O primeiro Pajero chegou ao mercado em 1982 e passou a ser um dos modelos mais conhecidos da Mitsubishi em vários países.
A trajetória do SUV também teve ligação com competições como o rali Dakar e com mercados nos quais veículos de tração integral mantêm relevância comercial.
A geração anterior saiu de linha em 2021, depois de quase quatro décadas de produção.
Nos Estados Unidos, onde o modelo recebeu o nome Montero, a comercialização havia terminado antes, embora a denominação continue ligada ao histórico de SUVs da Mitsubishi.
Motorização do novo Pajero ainda não foi confirmada
A ficha técnica definitiva do novo Pajero ainda não foi divulgada pela Mitsubishi.
A relação com a Triton indica uma base apta a receber sistemas 4×4 e conjuntos mecânicos usados em mercados globais, mas a fabricante não confirmou motores, transmissões ou versões para a nova geração.
Em mercados internacionais, a atual Triton utiliza versões com motor 2.4 turbodiesel.
A adoção desse conjunto no Pajero ainda não foi confirmada, já que a escolha da motorização pode variar conforme regras ambientais, estratégia comercial e disponibilidade técnica em cada região.
A Mitsubishi também prevê ampliar a presença de híbridos, híbridos plug-in e elétricos dentro do novo ciclo global de produtos.
Por isso, uma configuração eletrificada para o Pajero não foi descartada pela imprensa especializada, embora a fabricante ainda não tenha anunciado oficialmente esse tipo de motorização para o SUV.
Dentro do plano de 13 lançamentos até o fim de março de 2032, publicações internacionais apontam que haverá cinco modelos híbridos e cinco totalmente elétricos.
O mesmo ciclo também deve reunir veículos de perfis diferentes, como SUVs, picapes, minivans e compactos voltados a mercados específicos.
Pajero mira mercados onde veículos 4×4 ainda têm demanda
A inclusão da América Latina entre as regiões de alto potencial citadas pela Mitsubishi torna o anúncio relevante para consumidores brasileiros.
Apesar disso, a marca ainda não confirmou se a nova geração do Pajero será vendida no Brasil, nem divulgou prazo, versões, motorização ou preços para o mercado nacional.
No Brasil, o nome Pajero foi associado a SUVs 4×4, utilitários de maior porte e versões derivadas da família L200/Triton.
Esse histórico ajuda a contextualizar a repercussão do retorno do modelo, especialmente em um mercado no qual picapes médias e SUVs de sete lugares seguem presentes nas estratégias de diferentes fabricantes.
A utilização de uma plataforma já existente também se encaixa na lógica industrial adotada por marcas globais.
Ao aproveitar elementos técnicos da Triton, a Mitsubishi pode reduzir custos de desenvolvimento e encurtar etapas do projeto, prática comum em SUVs derivados de picapes médias.
A empresa também apresentou metas financeiras relacionadas à renovação da linha.
Segundo o planejamento divulgado, a Mitsubishi mira lucro operacional de 160 bilhões de ienes no ano fiscal de 2029 e, a partir do ano fiscal de 2030, pretende alcançar entre 200 bilhões e 250 bilhões de ienes.
A margem operacional projetada pela fabricante é igual ou superior a 5,5% nesse período.
Esses números fazem parte da estratégia de médio e longo prazo da empresa e foram apresentados junto ao plano de novos produtos para os próximos anos.
Novo SUV ainda tem informações pendentes
Mesmo com o retorno confirmado, vários detalhes do novo Pajero ainda não foram divulgados publicamente.
A Mitsubishi não informou dimensões, capacidade de passageiros, motores, transmissões, versões, lista de equipamentos, países de venda ou previsão específica para chegada do SUV a mercados da América Latina.
Também não há confirmação oficial de que o nome Montero será usado em todos os mercados nos quais o Pajero tiver presença.
Nos Estados Unidos, a imprensa especializada informou que a Mitsubishi registrou a marca Montero em 2024, mas a fabricante ainda não confirmou uma versão norte-americana do novo SUV.
O retorno do Pajero recoloca a Mitsubishi em um segmento ligado ao histórico da marca com veículos 4×4.
A nova geração aparece vinculada ao chassi da Triton, ao plano de 13 lançamentos e à possibilidade de ampliar o uso de um nome tradicional em uma família global de utilitários fora de estrada.

