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Mineração em águas profundas: nova espécie prospera a 4.000 metros abaixo da superfície da água durante teste de mineração

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 07/12/2025 às 16:47
Os nódulos estão densamente agrupados no fundo do mar na área pesquisada. Aqui está um robô subaquático coletando uma amostra de um animal esponja de águas profundas com uma estrela-do-mar. Foto: ROV Odysseus, Pelagic Research Services
Os nódulos estão densamente agrupados no fundo do mar na área pesquisada. Aqui está um robô subaquático coletando uma amostra de um animal esponja de águas profundas com uma estrela-do-mar. Foto: ROV Odysseus, Pelagic Research Services
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O levantamento internacional mapeou 4.350 animais, identificou 788 espécies e registrou redução de 32% na diversidade a 4.000 metros, revelando impactos diretos do teste de mineração na Zona Clarion-Clipperton, entre México e Havaí

Pesquisadores registraram 788 espécies e queda de 32% na diversidade a 4.000 metros no Pacífico durante teste de mineração, mostrando impactos relevantes enquanto avaliam riscos ambientais e a presença de metais críticos em área internacional.

Declínio registrado e alta concentração de espécies desconhecidas

Cientistas relataram que um teste de mineração em águas profundas revelou grande número de espécies inéditas vivendo a 4.000 metros abaixo da superfície, onde o impacto ecológico observado foi mais brando do que temido inicialmente, segundo o grupo.

A equipe identificou queda de cerca de um terço na riqueza de espécies ao longo dos rastros deixados pelo veículo de mineração, reforçando que a atividade provocou perturbações claras no ambiente imediato analisado durante o projeto de pesquisa.

O estudo integra uma iniciativa internacional voltada a documentar ecossistemas pouco conhecidos do fundo do Oceano Pacífico, destacando a necessidade de avaliações ambientais rigorosas antes de autorizações para mineração em larga escala nessas áreas.

Metais críticos e pressões da transição energética

Segundo Thomas Dahlgren, da Universidade de Gotemburgo, a demanda global por metais críticos aumenta com o avanço da transição verde, já que muitos desses recursos estão em falta e ocorrem em quantidades consideráveis no fundo do mar.

Dahlgren afirmou que ainda não há clareza sobre métodos responsáveis de extração ou sobre consequências ambientais, ressaltando que este projeto representa passo inicial para entender riscos e oportunidades na exploração de recursos em águas profundas.

O trabalho segue normas da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos para estudos de linha de base, compondo uma das pesquisas mais abrangentes sobre ecossistemas profundos e impactos associados à mineração na região analisada.

Efeitos medidos após cinco anos de levantamento

Durante cinco anos, pesquisadores catalogaram organismos e avaliaram efeitos de um projeto piloto na Zona Clarion-Clipperton, que se estende entre México e Havaí, constatando queda de 37% no número de animais e redução de 32% na diversidade de espécies.

A avaliação mostrou perturbação ecológica evidente nas áreas com passagem da máquina coletora de metal, reforçando a necessidade de parâmetros ambientais claros para orientar decisões em projetos futuros.

Biodiversidade ampla apesar de condições extremas

O levantamento feito a 4.000 metros, em área sem luz solar e limitada em nutrientes, mostrou que a vida marinha pode ser escassa nessas profundezas, com amostras contendo cerca de 200 espécimes reais apesar de diversidade equivalente à do Mar do Norte.

A equipe coletou 4.350 animais acima de 0,3 milímetros e identificou 788 espécies, majoritariamente poliquetas, crustáceos e moluscos como caracóis e mexilhões, indicando variedade significativa mesmo em ambiente de baixa produtividade.

Identificação e relevância das espécies catalogadas

Após mais de uma década de estudos na região, os pesquisadores avançaram na identificação de vermes poliquetas marinhos, utilizando dados de DNA molecular essenciais para entender a biodiversidade e a dinâmica ecológica no fundo do mar.

O grupo destaca que prever riscos de perda de biodiversidade envolvendo mineração em águas profundas exige compreender os 30% da Zona Clarion-Clipperton atualmente protegidos, já que pouco se sabe sobre espécies que ocupam esses locais.

Esse entendimento será crucial para orientar a gestão responsável dos recursos e avaliar impactos potenciais em áreas destinadas à conservação, segundo a equipe responsável pelo levantamento cientifco.

Informações complementares apontam que a descoberta reforça como ecossistemas profundos permanecem pouco documentados e precisam de estudos contínuos, algo que, conform

Mais infromações em gu.se.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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