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Microsoft faz algo que nunca tinha feito em mais de 50 anos e lança plano de demissão voluntária que pode atingir milhares de funcionários nos Estados Unidos enquanto Meta corta 10% da equipe e elimina vagas em um movimento que levanta dúvidas sobre o futuro do setor

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 24/04/2026 às 14:49
Fachada da Microsoft em prédio corporativo moderno e placa da Meta em campus empresarial nos Estados Unidos, representando demissões e reestruturação no setor de tecnologia
Microsoft lança plano inédito de demissão voluntária enquanto Meta anuncia cortes e reduz equipe nos EUA
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Plano inédito da Microsoft e novas demissões da Meta mostram mudanças estratégicas no setor de tecnologia em abril de 2026

A Microsoft anunciou, em abril de 2026, seu primeiro plano de demissão voluntária (PDV) desde sua fundação em 1975.

A medida atinge cerca de 7% dos funcionários nos Estados Unidos, conforme informações divulgadas pelo Financial Times .

Ao mesmo tempo, a empresa optou por não comentar oficialmente o assunto.

Ainda assim, o movimento marca um momento histórico para a companhia, que completa mais de cinco décadas de operação.

Foco em funcionários mais experientes

O programa foi estruturado para atingir profissionais mais antigos da empresa.

Ou seja, conforme detalhado, são elegíveis aqueles cuja soma entre idade e tempo de serviço atinge ao menos 70 anos .

Além disso, a Microsoft possui aproximadamente 125 mil funcionários nos Estados Unidos.

Portanto, cerca de 8 mil trabalhadores podem aderir ao programa voluntário.

Por outro lado, a diretora de recursos humanos, Amy Coleman, destacou o papel desses profissionais.

Segundo ela, em memorando interno obtido pelo Financial Times, muitos colaboradores passaram anos ou até décadas contribuindo para o crescimento da empresa .

Além disso, ela afirmou que o objetivo é oferecer uma transição estruturada.

Assim, os funcionários recebem a opção de “dar o próximo passo” com apoio considerado generoso pela companhia.

Estratégia de transição e decisão voluntária

Nesse contexto, o plano foi desenhado como uma iniciativa voluntária, e não obrigatória. Os profissionais podem avaliar suas trajetórias e decidir sobre a continuidade na empresa.

Além disso, a proposta está alinhada a uma gestão estratégica de pessoas, acompanhando mudanças internas na organização.

Meta anuncia nova rodada de cortes

Em abril de 2026, a Meta comunicou internamente uma nova rodada de demissões.

Segundo a agência AFP, a empresa pretende demitir cerca de 8 mil funcionários, o equivalente a 10% da sua força de trabalho .

Além disso, a companhia decidiu eliminar aproximadamente 6 mil vagas que ainda não haviam sido preenchidas.

De acordo com a diretora de recursos humanos, Janelle Gale, a decisão faz parte de uma estratégia maior.

Nesse sentido, o objetivo é tornar a empresa mais eficiente e compensar investimentos, especialmente na área de inteligência artificial .

Logo da Meta, empresa dona do Instagram e Facebook

Histórico recente de demissões na Meta

Anteriormente, conforme documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a Meta encerrou dezembro de 2025 com 78.865 funcionários .

Assim, os novos cortes seguem uma tendência já observada nos últimos anos.

Em retrospecto, em novembro de 2022, a empresa realizou sua primeira grande rodada de demissões, com 11 mil cortes.

Logo depois, em março de 2023, uma segunda fase eliminou outros 10 mil postos de trabalho .

Ajustes refletem mudanças no setor de tecnologia

Tanto o plano de demissão voluntária da Microsoft quanto os cortes da Meta indicam movimentos estratégicos relevantes. Essas decisões mostram como grandes empresas estão ajustando suas estruturas internas.

Além disso, as ações refletem mudanças no setor de tecnologia, especialmente diante de novos investimentos e prioridades corporativas.

Diante desse cenário, surge uma questão importante: como essas mudanças vão impactar o futuro das grandes empresas de tecnologia e seus profissionais?

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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