A incorporação da membrana amniótica redefine o tratamento no sus, amplia opções terapêuticas e melhora a recuperação de pacientes com lesões e alterações oculares
Uma atualização relevante na saúde pública foi anunciada pelo Ministério da Saúde, gerando impacto direto no atendimento da rede pública. A ampliação do uso da membrana amniótica foi oficializada na quarta-feira (15), após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), e, com isso, uma série de aplicações passou a integrar o Sistema Único de Saúde. As Portarias nº 20 e nº 22, publicadas pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), formalizaram a medida e reorganizaram o uso da tecnologia. Esse movimento demonstra que o sistema público busca ampliar o acesso a tratamentos mais eficazes e modernos.
Revisão técnica amplia uso da tecnologia no sus
A mudança decorre de avaliação técnica conduzida pela Conitec e, por isso, afeta diretamente a forma como determinados tratamentos são realizados no SUS. Afinal, a membrana amniótica passa a ser indicada para feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares, ampliando o alcance da tecnologia. Além disso, a expectativa oficial aponta que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados anualmente, o que reforça o impacto da medida. Esse avanço demonstra que a incorporação de novas tecnologias pode reorganizar o atendimento e ampliar a eficiência dos tratamentos.
Tecnologia regenerativa acelera cicatrização e reduz complicações
A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e, por isso, se destaca na medicina regenerativa como alternativa terapêutica relevante. O material possui ação anti-inflamatória e cicatrizante, o que reduz complicações no tratamento de diversas doenças e melhora a recuperação dos pacientes. No caso do pé diabético, por exemplo, a cicatrização pode ocorrer até duas vezes mais rápido em comparação aos curativos convencionais, o que evidencia a eficácia da tecnologia. Esse resultado demonstra que o uso do tecido contribui para tratamentos mais eficientes e seguros.
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Impacto clínico reduz internações e melhora qualidade de vida
Segundo a secretária Fernanda De Negri, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, a incorporação de tecnologias inovadoras fortalece o SUS e amplia o acesso a terapias modernas. A medida garante mais opções terapêuticas e, ao mesmo tempo, proporciona recuperação mais ágil aos pacientes, reduzindo complicações e infecções. Esse cenário contribui para a diminuição de internações prolongadas e para a redução dos custos hospitalares, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade de vida. O posicionamento reforça que o Brasil passa a ocupar destaque no uso de tecnologias regenerativas.
Aplicação em doenças oculares amplia recuperação da visão
A tecnologia também é aplicada no tratamento de alterações oculares que afetam pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, ampliando seu uso clínico. Nesses casos, o tecido auxilia na cicatrização de lesões e contribui para a redução da dor durante o tratamento, favorecendo a recuperação. Além disso, a membrana amniótica ajuda a restaurar a superfície ocular e melhora a qualidade da visão, o que otimiza os resultados clínicos. O material também reduz o risco de novas lesões e se mostra eficaz em casos mais complexos, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.
Uso consolidado e expansão no sus
O uso da membrana amniótica já vinha sendo aplicado no SUS desde 2025, especialmente no tratamento de queimaduras extensas, o que demonstra sua eficácia clínica. A ampliação oficial agora integra a tecnologia a um conjunto maior de terapias disponíveis, fortalecendo o sistema público. Esse movimento evidencia como a adoção de soluções inovadoras contribui para melhorar o atendimento e ampliar o alcance dos tratamentos.
Como a ampliação de tecnologias regenerativas pode influenciar o futuro do atendimento no SUS e a recuperação de milhões de pacientes?

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