O governo dos Estados Unidos prevê que as vendas de petróleo venezuelano poderão gerar mais de US$ 10 bilhões por ano, em um acordo que visa reconstruir a Venezuela e dinamizar refinarias americanas.
Os Estados Unidos estimam que as vendas de petróleo da Venezuela administradas por Washington podem ultrapassar US$ 10 bilhões por ano.
A projeção foi feita pelo secretário de Energia, Chris Wright, em entrevista recente à Fox News.
Esses recursos, segundo ele, seriam uma chave para ajudar na reconstrução econômica e social do país sul-americano, após mudanças políticas recentes.
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A notícia sacudiu mercados e debates políticos, pois levanta questões sobre soberania, influência dos EUA na região e o papel do petróleo como ativo geopolítico.
Como os números foram alcançados
Wright explicou que, até agora, cerca de US$ 1 bilhão em vendas já foi contabilizado. Além disso, novos acordos somam outros US$ 5 bilhões em transações previstas para os próximos meses.
Juntos, esses valores projetam um fluxo anual que pode superar os US$ 10 bilhões em receitas para a Venezuela sob gestão americana.
Esse cálculo mostra que o petróleo segue sendo um recurso estratégico e valioso — mesmo depois de anos de queda na produção e de infraestrutura deteriorada no país.
Reunião em Caracas e pacto energético descrito como “histórico”
O secretário de Energia se reuniu na semana passada em Caracas com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para consolidar o que foi descrito como um acordo energético “histórico”.
Essa cooperação inclui a comercialização do petróleo sob controle do governo americano e a previsão de que as receitas ajudem a “começar a reconstruir um país e uma sociedade”, segundo Wright.
Wright reafirmou à Fox News que, apesar de o controle comercial do petróleo estar sob os EUA, não há presença militar direta nem uso de recursos dos contribuintes americanos para bancar o processo.
Petróleo como ferramenta econômica e política
A estratégia americana também tem um pano de fundo político e econômico mais amplo. O secretário afirmou que, além de impulsionar a reconstrução local, o pacto garante acesso de refinarias americanas a um tipo específico de petróleo que elas foram construídas para processar, beneficiando diretamente o setor industrial dos EUA.
Além disso, Wright mencionou que parte da receita poderia baratear a produção de asfalto nos Estados Unidos, impactando o setor de construção de estradas.
A administração de Delcy Rodríguez, que agora governa a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, recebeu a visita do secretário americano como um símbolo de cooperação bilateral.
Rodríguez teria aceitado papel de interlocutora junto a Washington durante a fase de transição.
Esse movimento, no entanto, suscita críticas de opositores e analistas que alertam sobre a perda de controle sobre um dos maiores bens naturais do país — o petróleo — e sobre os impactos sociais dessa dependência econômica.

