Presidente destaca reabertura da Fafen-BA com investimento de R$ 100 milhões, defende soberania econômica nacional e afirma que o país precisa produzir seus próprios fertilizantes para fortalecer agronegócio, indústria e geração de empregos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o fortalecimento da Petrobras e da indústria nacional durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), localizada em Camaçari. A unidade retomou oficialmente as operações em janeiro deste ano após receber investimentos de R$ 100 milhões e atualmente já trabalha com cerca de 90% de sua capacidade operacional.
A informação foi divulgada por “Brasil 247”, com detalhes sobre a visita presidencial à unidade industrial baiana e os planos do governo federal para ampliar a produção nacional de fertilizantes, reduzir a dependência de importações e reforçar a soberania econômica brasileira em setores considerados estratégicos.
Além disso, Lula aproveitou o evento para criticar privatizações realizadas em governos anteriores, defender maior presença do Estado na economia e destacar a importância da Petrobras para o desenvolvimento tecnológico, industrial e energético do país.
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Fafen-BA volta a operar com 90% da capacidade e atende 5% da demanda nacional

A retomada da Fafen-BA representa um movimento importante dentro da estratégia do governo federal de reconstrução da indústria nacional de fertilizantes. Segundo informações apresentadas durante o evento, a unidade possui capacidade para produzir diariamente:
- 1.300 toneladas de ureia;
- 1.300 toneladas de amônia;
- 178 toneladas de ARLA 32, o Agente Redutor Líquido Automotivo.
Atualmente, a fábrica já atende aproximadamente 5% da demanda brasileira por fertilizantes, um setor considerado essencial para o agronegócio e para a segurança alimentar nacional.
Além disso, a reativação da planta industrial fortalece diretamente a cadeia produtiva nacional, reduzindo parte da dependência brasileira de fertilizantes importados, principalmente em um cenário internacional marcado por instabilidade geopolítica e alta volatilidade dos preços.
Durante o discurso, Lula afirmou que o Brasil não pode continuar importando cerca de 90% dos fertilizantes utilizados na agricultura nacional.
“O Brasil é um país agrícola. O Brasil é o segundo maior produtor de alimento. E o Brasil precisa de fertilizante. O Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a nossa agricultura precisa”, declarou o presidente.
Segundo Lula, produzir fertilizantes internamente gera desenvolvimento tecnológico, empregos qualificados, fortalecimento industrial e crescimento econômico sustentável.
Lula critica privatizações e defende Petrobras mais forte
Ao longo do evento em Camaçari, Lula também voltou a criticar o processo de venda de ativos da Petrobras realizado em gestões anteriores. O presidente afirmou que a fragmentação da estatal retirou instrumentos importantes de atuação econômica e estratégica do país.
Entre os exemplos citados, Lula mencionou a venda da antiga BR Distribuidora. Segundo ele, a operação reduziu a capacidade da Petrobras de influenciar preços e distribuição de combustíveis no mercado nacional.
“Você acha que eu me conformei algum dia com a venda da BR? Ao vender a BR, eles tiraram da Petrobras o direito de influir nos preços e na distribuição”, afirmou.
Além disso, o presidente declarou que deseja ver novamente uma distribuidora ligada à Petrobras atuando no setor de combustíveis.
Lula também reforçou que o Brasil abandonou áreas estratégicas da economia ao longo dos últimos anos ao priorizar importações em vez da produção interna.
Segundo ele, mesmo que produzir no Brasil tenha um custo inicial maior, os benefícios econômicos e sociais compensam o investimento.
“Produzir aqui poderia ser um pouco mais caro. Mas a gente estaria trazendo conhecimento tecnológico, mão de obra qualificada, desenvolvimento interno e geração de empregos”, destacou.
Governo quer fortalecer indústria nacional e ampliar soberania econômica
Outro ponto central do discurso presidencial foi a defesa da soberania econômica brasileira. Lula afirmou que o país precisa recuperar sua capacidade de decisão em áreas estratégicas como energia, fertilizantes, petróleo e indústria pesada.
Além disso, o presidente voltou a defender uma política industrial forte, associada ao crescimento econômico e à inclusão social.
Segundo Lula, o fortalecimento da Petrobras também pode ampliar a presença internacional do Brasil em setores estratégicos. Ele mencionou, inclusive, possíveis projetos de cooperação envolvendo a estatal brasileira e a Pemex, empresa mexicana de petróleo.
“A gente quer prospectar petróleo em águas profundas em sociedade com a Pemex mexicana no Golfo do México”, afirmou.
O presidente também declarou que a Petrobras possui conhecimento técnico suficiente para ampliar operações em países africanos, principalmente na exploração em águas profundas.
Além disso, Lula relacionou crescimento econômico ao aumento do poder de consumo das famílias mais pobres.
Segundo ele, quando trabalhadores passam a ter salário, acesso ao crédito, educação e consumo, toda a economia brasileira cresce de forma mais acelerada.
“A nossa sorte é incluir o povo pobre na economia brasileira. A hora que ele puder consumir, esse país vai crescer”, declarou.
Lula defende educação pública e igualdade de oportunidades
Na parte final do discurso, o presidente também destacou programas sociais e educacionais como peças fundamentais para o desenvolvimento econômico do Brasil.
Lula citou iniciativas como:
- ProUni;
- Fies;
- Institutos Federais;
- Escola em tempo integral;
- Programa Pé-de-Meia.
Segundo ele, ampliar o acesso à educação permite que filhos de trabalhadores disputem espaço em igualdade de condições.
“Eu não quero tirar nada de ninguém. Mas quero que o filho de uma empregada doméstica dispute a mesma vaga que o filho da patroa numa universidade”, afirmou.
Além disso, Lula voltou a defender uma política externa independente, afirmando que o Brasil deve manter diálogo com grandes potências sem abrir mão da soberania nacional.
Durante o evento, o presidente revelou ainda que já afirmou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que democracia e soberania são assuntos internos do Brasil.
A retomada da Fafen-BA surge justamente em um momento em que o governo federal tenta reconstruir setores industriais estratégicos e reduzir vulnerabilidades econômicas ligadas à dependência externa.
A informação foi divulgada por “Brasil 247”, com base no discurso oficial do presidente Lula durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia, em Camaçari.
Você acredita que o Brasil deveria investir ainda mais na produção nacional de fertilizantes e fortalecer empresas estratégicas como a Petrobras?

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