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Concorrente da Starlink? Empresa testa balão gigante de 60 metros para levar internet 5G a milhões de pessoas sem a necessidade de satélites e se prepara para uma missão inédita no Japão

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Escrito por Ruth Rodrigues Publicado em 25/06/2026 às 20:06 Atualizado em 25/06/2026 às 20:10
Conheça os detalhes de engenharia do balão da Sceye, projetado para enfrentar ventos fortes na estratosfera e distribuir internet 5G no Japão.
Conheça os detalhes de engenharia do balão da Sceye, projetado para enfrentar ventos fortes na estratosfera e distribuir internet 5G no Japão. (Imagem meramente ilustrativa gerada por IA)
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Conheça os detalhes de engenharia do balão da Sceye, projetado para enfrentar ventos fortes na estratosfera e distribuir internet 5G no Japão.

Um balão estratosférico de 60 metros de comprimento desenvolvido pela empresa norte-americana Sceye pode se tornar uma das alternativas mais promissoras para expandir a cobertura de internet 5G no mundo.

O equipamento realizou um teste de 12 dias próximo ao litoral brasileiro e agora se prepara para uma missão no Japão, onde deverá transmitir sinal diretamente aos usuários a partir de 18 quilômetros de altitude. A proposta da tecnologia é funcionar como uma estação aérea de telecomunicações, ampliando o acesso à internet em regiões remotas ou densamente povoadas.

Desafio de engenharia e funcionamento do balão

O principal desafio do projeto é manter o balão estável e operando continuamente em uma posição fixa na estratosfera. Para isso, a estrutura foi projetada com um equilíbrio entre leveza e resistência, permitindo sustentar sistemas de transmissão de dados e antenas personalizadas.

O funcionamento depende de um sistema energético e de controle composto por:

  • painéis solares, que captam energia durante o dia
  • ventiladores elétricos, alimentados pela energia armazenada
  • sistema de correção de posição, que ajusta o balão contra ventos fortes

Esse conjunto permite que o balão se mantenha em posição estratégica para transmissão constante de sinal. A tecnologia foi testada em um voo experimental próximo ao litoral brasileiro, onde permaneceu em operação por 12 dias consecutivos.

Conheça os detalhes de engenharia do balão da Sceye, projetado para enfrentar ventos fortes na estratosfera e distribuir internet 5G no Japão.
Conheça os detalhes de engenharia do balão da Sceye, projetado para enfrentar ventos fortes na estratosfera e distribuir internet 5G no Japão. Fonte: Sceye.

Durante esse período, o balão conseguiu manter estabilidade por mais de 88 horas em pontos geográficos específicos, demonstrando capacidade de controle em condições reais de vento e altitude. O sucesso do teste serviu como validação técnica para a próxima fase do projeto, que inclui uma missão rumo ao Japão.

Missão no Japão e operação com 5G

A próxima etapa prevê que o balão seja posicionado a cerca de 18 quilômetros de altitude no espaço aéreo japonês. A operação será realizada em parceria com a operadora SoftBank, com o objetivo de fornecer conexão 5G diretamente para dispositivos na superfície.

A proposta é complementar redes terrestres e oferecer cobertura mais eficiente em áreas de difícil acesso ou alta demanda de tráfego. A tecnologia é conhecida como HAPS (High Altitude Platform Station), um modelo de conectividade aérea que opera na estratosfera.

Conheça os detalhes de engenharia do balão da Sceye, projetado para enfrentar ventos fortes na estratosfera e distribuir internet 5G no Japão.
Conheça os detalhes de engenharia do balão da Sceye, projetado para enfrentar ventos fortes na estratosfera e distribuir internet 5G no Japão. Fonte: Sceye.

Por estar muito mais próxima da superfície do que satélites de baixa órbita, essa solução permite transmissão de sinal com menor consumo de energia e menor latência.

Dessa forma, as plataformas HAPS são vistas como uma alternativa complementar às constelações de satélites, como as utilizadas em serviços globais de internet via espaço.

Com informações do CanalTech

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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