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Liderança do Ceará na área das energia limpas é inegável: a energia eólica, sozinha, já corresponde a 71% da eletricidade do estado, servindo de inspiração para o Brasil inteiro, além de países que buscam diminuir sua dependência de fontes fósseis

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Escrito por Rannyson Moura Publicado em 13/02/2026 às 10:48 Atualizado em 13/02/2026 às 10:50
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A energia eólica já responde por 71% da eletricidade do Ceará, supera fontes fósseis e coloca o Estado no centro da transição energética do Brasil.
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A energia eólica já responde por 71% da eletricidade do Ceará, supera fontes fósseis e coloca o Estado no centro da transição energética do Brasil.

O Ceará passou por uma mudança silenciosa, porém profunda, no setor elétrico. Hoje, a energia eólica domina a geração de eletricidade no Estado, deixando para trás fontes poluentes e reposicionando o Nordeste no mapa da energia limpa do Brasil.

Dados do Balanço Energético Nacional, reunidos no Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Ceará, mostram que nada menos que 71% de toda a eletricidade cearense já vem do vento. A apresentação oficial ocorreu na Assembleia Legislativa do Ceará, a Assembleia Legislativa do Ceará, reforçando o peso político e ambiental desses números.

Energia eólica e solar transformam a matriz elétrica

Enquanto a energia eólica ocupa a liderança, a energia solar aparece logo atrás, com 25% da geração no Estado. Isso significa que, somadas, as fontes renováveis praticamente tomaram conta do sistema elétrico cearense.

Além disso, o crescimento é acelerado. Em apenas um ano, de 2020 para 2021, a geração total de energia no Ceará avançou 60%. Desde então, o volume continua alto, consolidando um novo padrão energético.

No Nordeste como um todo, o vento também manda. A energia eólica responde por 55% da eletricidade regional, superando a hidrelétrica, que ficou com 22%, e a solar, com 11%. 

Já no cenário nacional, o Brasil ainda depende principalmente das hidrelétricas, que somam 57%, enquanto a eólica alcança 13% e a solar, 7%.

O colapso do carvão e o avanço das renováveis

Outro dado que chama atenção é a queda brusca do carvão mineral no Ceará. Em 2021, essa fonte ainda gerava 5.880 GWh. Porém, no ano seguinte, despencou para apenas 12 GWh. 

Em 2023, subiu um pouco, mas ficou em apenas 169 GWh, tornando-se quase irrelevante.

Esse movimento acompanha o que acontece no país. Em 2022, pela primeira vez, a energia eólica superou a geração térmica no Brasil. 

O resultado foi uma redução de cerca de 68% nas emissões ligadas à produção de eletricidade, segundo dados do setor ambiental.

Na prática, o vento e o sol passaram a empurrar para fora as fontes mais poluentes.

Quem mais consome energia no Ceará

Mesmo com a explosão da energia eólica, o consumo também cresce. Em 2023, o Ceará utilizou 13.027.256 MWh de eletricidade. O setor residencial liderou, com 41,5% do total. Em seguida vieram comércio, com 18%, indústria, com 17,8%, e setor público, com 13,3%.

O número de consumidores também disparou. Entre 2018 e 2023, passou de 3,54 milhões para 4,4 milhões, um aumento de cerca de 24%. Após uma leve queda em 2020, o consumo voltou a subir forte a partir de 2021.

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Petróleo, gás e o contraste com a energia eólica

Apesar do avanço da energia eólica, o Ceará ainda consome grandes volumes de combustíveis fósseis. Em 2023, o uso de óleo diesel chegou a cerca de 1,14 bilhão de litros, sendo mais de 90% destinado ao transporte.

O óleo combustível somou 2,14 milhões de litros, com a indústria como principal usuária. Já o gás de cozinha, o GLP, atingiu quase 289 milhões de quilos, dos quais 87,5% foram usados em residências.

O gás natural também teve papel importante, com mais de 21 milhões de metros cúbicos, principalmente na indústria.

Esse contraste mostra que, enquanto a energia eólica cresce na geração elétrica, o desafio de reduzir o uso de petróleo e derivados ainda é grande.

A partir desse cenário de rápido avanço, você acha que o Ceará pode se tornar o primeiro estado 100% movido pelo vento?

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Rogério
Rogério
18/02/2026 21:04

técnico mecânico de manutenção

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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