A empresa de faxina Limpezaca nasceu em Santa Catarina e opera limpeza residencial, comercial e passadoria no modelo home based. Segundo o UOL, em cerca de 17 meses a rede chegou a 40 unidades, 37 franqueados, mais de 1.500 prestadores autônomos e mira R$ 50 milhões em 2026 no Brasil.
A empresa de faxina Limpezaca entrou no mercado em janeiro de 2025, em Faxinal dos Guedes, Santa Catarina, com serviços de limpeza residencial, comercial e passadoria. Segundo reportagem do UOL publicada em 15 de junho de 2026, a rede chegou a 40 unidades em operação em cerca de 17 meses.
A reportagem informa ainda que a operação reúne 37 franqueados e mais de 1.500 prestadores autônomos. Como unidades e franqueados são métricas diferentes, os números devem ser apresentados separadamente para evitar a leitura de que cada franqueado corresponde necessariamente a uma única unidade.
Modelo home based reduziu dependência de loja física
A Limpezaca foi estruturada como uma franquia home based. Nesse formato, o franqueado compra uma unidade para atuar em determinada cidade, mas administra o negócio de casa, sem necessidade de ponto comercial aberto ao público.
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Esse desenho operacional reduz custos fixos ligados a aluguel, vitrine, recepção e estrutura física tradicional. Em serviços de limpeza, a entrega ocorre no endereço do cliente, o que permite concentrar a gestão em atendimento, agenda, captação de demanda e controle da mão de obra.
O centro do modelo não é a loja, mas a capacidade de organizar serviços em diferentes cidades. Essa lógica ajuda a explicar por que a Limpezaca conseguiu ampliar unidades em curto prazo, mantendo uma estrutura mais enxuta para cada franqueado.
Segundo o UOL, a primeira operação começou em Chapecó, Santa Catarina, e a primeira franquia foi aberta em Erechim, no Rio Grande do Sul, ambas em 2025. Depois, a rede passou a se expandir para outras praças.
Rede cresceu com franqueados em várias cidades
A expansão da empresa de faxina ocorreu por meio de franqueados distribuídos em diferentes municípios. Segundo a reportagem, a Limpezaca tem 37 franqueados e 40 unidades em operação, todas dentro do modelo home based.
Parte dos franqueados veio da rede de contatos inicial do fundador, incluindo antigos colegas de escola. O dado mais importante, do ponto de vista de negócio, é que essa primeira base ajudou a validar o modelo e acelerar a entrada em novas cidades.
Em franquias jovens, os primeiros operadores costumam ser decisivos para testar padronização, suporte e capacidade de replicação. Se a operação funciona fora da cidade de origem, a marca ganha mais argumentos para atrair novos interessados.
O UOL cita unidades em cidades como Passo Fundo, Joinville, Ponta Grossa, Goiânia, Ribeirão Preto e Campo Grande. Essa distribuição mostra que a Limpezaca avançou além do eixo catarinense e passou a atuar em diferentes mercados regionais.
Prestadores autônomos sustentam a operação
A base de execução da Limpezaca é formada por prestadores de serviços autônomos. De acordo com o UOL, a rede conta com mais de 1.500 prestadores e não possui vínculo empregatício com esses profissionais, segundo o modelo informado pela empresa.
A remuneração varia conforme cidade, estado e região. Felipe Bringhenti informou ao UOL que, em uma faxina de R$ 160 por quatro horas, R$ 100 são pagos ao prestador. O tíquete médio por serviço é de R$ 170.
A operação depende diretamente de escala e qualidade na ponta do atendimento. Em uma empresa de faxina, o cliente avalia pontualidade, execução, confiança, postura profissional e resultado final do serviço.
Por isso, a rede não cresce apenas com a venda de novas franquias. Ela também precisa formar uma base consistente de prestadores capazes de atender clientes residenciais, empresas e demandas de passadoria com padrão semelhante em diferentes localidades.
Mão de obra qualificada é o principal gargalo
O UOL informa que, para a Limpezaca, a maior dificuldade está em encontrar profissionais qualificados. Esse ponto é central porque o serviço de limpeza depende de execução manual, confiança e repetição de qualidade.
Segundo Felipe Bringhenti, os candidatos passam por processo de seleção, checagem e treinamento. A empresa afirma que analisa antecedentes, verifica processos trabalhistas e realiza treinamento online sobre limpeza e comportamento durante o atendimento ao cliente.
O gargalo de mão de obra pode limitar a velocidade de expansão de qualquer franquia de serviços. Mesmo com demanda, marca e franqueados, a operação só se sustenta se houver prestadores preparados para executar bem cada atendimento.
O treinamento ocorre primeiro com franqueados e depois com os prestadores ligados a cada unidade. A empresa também realiza encontros e apresentações para reforçar orientações operacionais, segundo a reportagem.
Franquia custa cerca de R$ 78 mil
A reportagem do UOL informa que uma franquia da Limpezaca custa em torno de R$ 78 mil. O modelo é voltado a franqueados que desejam operar uma cidade sem manter estrutura física tradicional.
Segundo os dados apresentados, a média de faturamento nos três primeiros meses de uma unidade é de R$ 45 mil. Depois, a empresa informa avanço médio de R$ 10 mil por mês nos meses seguintes.
A atratividade do modelo está na combinação entre serviço recorrente, operação enxuta e demanda urbana. Limpeza residencial, limpeza comercial e passadoria são serviços que podem gerar repetição de compra quando há confiança e qualidade.
O UOL também informa que, após seis meses de operação, o lucro médio fica entre R$ 8 mil e R$ 10 mil. Em um ano, pode chegar à faixa de R$ 15 mil a R$ 20 mil, conforme os dados apresentados pela empresa.
Meta de faturamento exige controle de escala
Em 2025, a Limpezaca faturou R$ 2,5 milhões, segundo o UOL. Para 2026, a meta informada é alcançar 150 unidades em operação e faturar R$ 50 milhões. O lucro total da empresa não foi divulgado na reportagem.
A projeção mostra uma mudança de fase. A Limpezaca deixa de ser apenas uma operação inicial de limpeza e passa a trabalhar com objetivo de rede nacional, exigindo mais controle sobre franqueados, atendimento, prestadores, agenda, suporte e qualidade.
O desafio de chegar a R$ 50 milhões está menos na ideia e mais na execução. Em franquias de serviços, crescimento acelerado pode gerar problemas se a empresa não acompanhar treinamento, suporte, reputação e retenção de bons profissionais.
Além de Felipe Bringhenti, a empresa tem Macálister Funini como sócio. Ele é diretor de operações e foi o primeiro franqueado da rede, de acordo com a reportagem do UOL.
Mercado de limpeza ganhou novas fontes de demanda
O consultor de negócios Thiago Rodrigues, do Sebrae-SP, afirmou ao UOL que o segmento de limpeza está em crescimento. Segundo ele, uma das razões é a expansão de plataformas de aluguel por demanda, como Airbnb, que exigem limpeza frequente entre entrada e saída de hóspedes.
Outra demanda vem do consumidor final. Com rotinas mais apertadas, parte das famílias terceiriza serviços domésticos, o que amplia espaço para empresas que organizam agenda, atendimento e mão de obra de forma profissionalizada.
O mercado favorece empresas capazes de entregar confiança em um serviço sensível. Limpeza residencial envolve entrada na casa do cliente; limpeza comercial envolve rotina de empresas; passadoria exige cuidado com peças e prazos.
Rodrigues também apontou que reter bons profissionais será um desafio relevante. Para ele, bonificações, premiações e planos de remuneração podem ajudar a manter prestadores qualificados dentro da operação.
O que a Limpezaca mostra sobre franquias de serviço
A Limpezaca mostra como uma empresa de faxina pode ganhar escala quando combina operação home based, franquias, demanda recorrente e uma rede de prestadores autônomos. O caso é menos sobre idade do fundador e mais sobre modelo de negócio, replicação e controle operacional.
A rede chegou a 40 unidades em pouco mais de um ano, mas a meta de 150 unidades em 2026 exige estrutura. Quanto maior a operação, maior a necessidade de padronizar treinamento, atendimento, qualidade, suporte ao franqueado e relacionamento com prestadores.
O principal teste da Limpezaca será transformar expansão rápida em operação consistente. Para isso, a empresa precisará manter a qualidade do serviço enquanto cresce em cidades, franqueados e volume de atendimentos.
Você acha que uma empresa de faxina no modelo home based consegue manter padrão nacional de qualidade ou a mão de obra ainda será o maior limite para esse tipo de franquia? Deixe sua opinião nos comentários e conte se você contrataria uma rede desse modelo para casa ou empresa.

