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5 comentários 3 min de leitura

IOF é imposto de rico ou de pobre? Quem será atingido se o STF acatar à Lula e manter decreto?

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 01/07/2025 às 15:08 Atualizado em 01/07/2025 às 16:17
Assista o vídeoArte dramática com fundo escuro mostra rostos preocupados, cédula de 100 reais, cartão, calculadora e gráfico sobre o impacto do IOF
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Especialista explica o impacto do IOF no bolso dos brasileiros e revela quem pode pagar mais se o Supremo Tribunal Federal mantiver o decreto do governo Lula

Você já se perguntou se o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) atinge mais os ricos ou os pobres? Essa dúvida voltou com força depois que o Congresso Nacional derrubou o decreto do governo Lula que aumentava a alíquota do imposto em diversas operações financeiras. Agora, com a possibilidade do STF restaurar o decreto, muitos se perguntam: quem vai realmente pagar essa conta?

Para esclarecer o assunto, o economista Tsai Chiu, CEO da empresa de investimentos STI, explicou à CNN que o impacto do IOF vai muito além do que parece. Segundo ele, apesar de muitos enxergarem o imposto como uma medida que atinge apenas a elite financeira, as camadas mais pobres da população também são afetadas diretamente, especialmente nas operações de crédito.

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Especialista explica mudanças com a derrubada do IOF | AGORA CNN

O IOF incide sobre operações como câmbio, empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e previdência privada. Em cada uma dessas modalidades, os efeitos são sentidos por diferentes grupos. Quem faz remessas ao exterior, investe em dólar ou viaja com frequência, por exemplo, realmente sente o IOF no bolso — e esse é um grupo mais rico. Porém, quem parcela compras, pega empréstimos bancários ou recorre a financiamentos também arca com o imposto, e esse é o perfil do brasileiro de classe média e baixa.

A diferença entre o IOF cambial e o IOF sobre crédito

Tsai Chiu deixa claro que o IOF sobre o câmbio atinge principalmente os mais ricos, já que envolve transações com moedas estrangeiras e viagens internacionais. No entanto, o impacto mais amplo e mais pesado acontece no IOF sobre o crédito, porque é nesse tipo de operação que a maioria da população está envolvida. Milhões de brasileiros utilizam crédito rotativo, parcelam faturas ou buscam empréstimos para pagar contas — e é aí que o imposto pesa de verdade.

No caso da previdência privada, o IOF teve menor repercussão, mas ainda causou incertezas no mercado. Tsai lembra que houve dificuldade até para definir quem seria responsável por recolher o imposto, o que só aumentou o desconforto entre instituições e investidores.

Se o STF aceitar o recurso do governo, o que muda?

Com a derrubada do decreto no Congresso, o cenário atual voltou ao que era antes, ou seja, sem a ampliação do IOF proposta pelo Executivo. Porém, como explicou Tsai à CNN, o governo deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar restabelecer as medidas. Se o STF der razão a Lula, o decreto volta a valer, e a arrecadação sobre essas operações financeiras volta a subir — com impacto direto no bolso da população.

Tsai também alerta que o debate em torno do IOF é mais político do que econômico. O governo precisa de receita para fechar o orçamento e, se não conseguir arrecadar por meio desse imposto, precisará cortar gastos ou encontrar outra fonte de arrecadação. A questão é que, ao chegar no Congresso, qualquer tentativa de reduzir benefícios fiscais ou cortar subsídios acaba esbarrando em interesses políticos.

A conta final: quem sai perdendo?

No fim das contas, o rico sente no câmbio, mas o pobre sofre no crédito. E isso muda tudo. Quando o governo aumenta o IOF, a arrecadação cresce, mas o custo recai sobre quem mais precisa. O imposto se torna, assim, uma ferramenta de arrecadação silenciosa, que passa despercebida por muitos, mas que pesa mais no bolso de quem tem menos margem para negociar com o sistema financeiro.

E você, o que acha disso tudo? O IOF é mais injusto para os pobres ou necessário para equilibrar as contas públicas? Concorda com a tentativa do governo de manter o decreto ou acredita que o STF deve priorizar o alívio ao contribuinte? Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate.

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Elaine
Elaine
03/07/2025 17:56

Classe média pagará mais imposto sim, mas prefiro a ter que ver programas sociais serem cortados. A miséria neste país é desonrosa. Estou com o presidente como milhares de brasileiros.

Vanderlei
Vanderlei
Em resposta a  Elaine
04/07/2025 10:59

Total falta de conhecimento sua , se informe direito , estude e aprenda a interpretar textos.

Última edição em 1 ano atrás por Vanderlei
José Alfredo
José Alfredo
03/07/2025 00:20

Vale manter o decreto do lula

José
José
02/07/2025 14:31

Sustentar as mordomias governamentais, classe media e o pobres sofrerão mais pelo aumento para sobreviver miseravelmente

Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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