Energia solar ganha força na Bahia com a operação do Complexo Solar Irecê, que soma 133,40 MW e integra a carteira de projetos do Novo PAC.
A energia solar segue avançando na matriz elétrica brasileira e consolida a Bahia como um dos principais polos do setor no país. A entrada em operação comercial do Complexo Solar Irecê – Fase 1 representa mais um passo nessa trajetória, ao reforçar a geração de energia renovável no Nordeste e impulsionar o desenvolvimento regional.
Localizado no município de João Dourado, o empreendimento começou a operar no dia 9 de dezembro e passa a contribuir de forma direta para o Sistema Interligado Nacional (SIN).
O projeto reúne duas usinas fotovoltaicas e reflete o movimento de expansão dos investimentos em fontes limpas, alinhado às diretrizes de transição energética e sustentabilidade adotadas pelo Brasil.
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Capacidade instalada fortalece geração fotovoltaica no estado
O Complexo Solar Irecê – Fase 1 é composto pelas usinas Solar Irecê e Solar Irecê 3, que juntas totalizam 133,40 megawatts (MW) de capacidade instalada. A estrutura foi planejada para otimizar a produção de energia solar em uma região com elevado potencial de irradiação, fator estratégico para a eficiência dos sistemas fotovoltaicos.
A usina Solar Irecê conta com 23 unidades geradoras. Cada uma possui potência de 3,20 MW, o que resulta em um total de 73,60 MW instalados. Já a usina Solar Irecê 3 é formada por 19 unidades geradoras, com capacidade individual de 3,14 MW, alcançando 59,80 MW.
Somadas, as 42 unidades geradoras garantem escala ao empreendimento e ampliam a participação da fonte solar na matriz elétrica baiana.
Investimento impulsiona economia e geração de empregos
Com investimento estimado em R$ 647 milhões, o Complexo Solar Irecê também exerce papel relevante no desenvolvimento econômico regional. A implantação do projeto movimentou a cadeia produtiva local, gerou empregos diretos e indiretos e estimulou a prestação de serviços na região de João Dourado e municípios vizinhos.
Além disso, a operação do complexo fortalece a arrecadação local e contribui para a diversificação da economia, historicamente ligada a atividades agropecuárias. Nesse contexto, a energia solar surge como um vetor de transformação econômica no interior da Bahia.
Integração ao Sistema Interligado Nacional amplia segurança energética
A conexão do empreendimento à rede básica do Sistema Interligado Nacional ocorre por meio do barramento de 138 kV da Subestação Irecê 230/138 kV. Essa infraestrutura permite o escoamento da energia gerada e sua distribuição para diferentes regiões do país.
A integração ao SIN reforça a segurança do abastecimento elétrico, especialmente em períodos de maior demanda, além de reduzir a dependência de fontes fósseis e hidrelétricas em momentos de escassez hídrica.
Licenciamento ambiental garante conformidade do projeto
O licenciamento ambiental do Complexo Solar Irecê foi conduzido pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (INEMA). O órgão é responsável por avaliar a conformidade ambiental do projeto, assegurando que a implantação e a operação atendam às normas vigentes.
Esse processo reforça o compromisso do setor de energia solar com práticas sustentáveis, mitigação de impactos ambientais e uso responsável dos recursos naturais.
Empreendimento integra carteira do Novo PAC
O Complexo Solar Irecê – Fase 1 integra a carteira de empreendimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). O programa reúne investimentos coordenados pelo Governo do Brasil em parceria com o setor privado, estados, municípios e movimentos sociais.
No eixo de Transição Energética, subeixo de Geração de Energia, o Novo PAC conta atualmente com 584 usinas cadastradas. Desse total, 368 já estão concluídas, evidenciando o avanço dos projetos voltados à ampliação da capacidade instalada de fontes renováveis no país.
Nesse cenário, a entrada em operação do complexo baiano reforça o papel da energia solar como uma das principais apostas para o crescimento sustentável do setor elétrico brasileiro.

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