Brasil fica entre os 10 maiores produtores mundiais na indústria offshore de petróleo e gás
O Brasil subiu três posições no ranking global de produção de petróleo e gás natural na indústria offshore nos últimos dez anos, chegando a setembro deste ano entre os dez maiores produtores mundiais, informa a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em levantamento publicado nesta quinta-feira para comemorar os 10 anos do início da divulgação da produção nacional da commodity.
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Nos últimos 10 anos a indústria offshore brasileira foi alavancada agressivamente
Em dez anos, a produção do pré-sal subiu quase 60 vezes, superando a marca de 2 milhões de barris/dia. Entre os marcos destacados pela agência está a comemoração, em 2011, dos primeiros 100 mil barris produzidos por dia pela nova região.
Em novembro de 2018, o então campo de Lula, hoje Tupi, superou a marca de 1 bilhão de barris por dia, depois de ter ultrapassado em abril de 2017 a produção da região acima da camada de sal do oceano, até então única região explorada no País.
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Nem mesmo o fim da ‘montanha russa’ descrita pelo preço do petróleo tipo Brent (principal referência global) – que saltou de uma cotação de US$ 72 para US$ 120, até baixar ao patamar de US$ 76 o barril – devido ao acordo de paz recente firmado entre os EUA e o Irã, foi suficiente para aliviar a economia brasileira de pressões inflacionárias.
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Novos regulamentos marítimos influenciaram para o impulsionamento no mercado de petróleo e gás
Os novos regulamentos marítimos também desencadearam um aumento na demanda por óleos crus médios doces do Brasil a partir de Cingapura, que é um centro marítimo regional. Essa demanda crescente por tipos de petróleo bruto médio doce do pré-sal do Brasil será atendida pela oferta crescente.
Apesar da pandemia de COVID-19 e dos preços do petróleo mais fracos após a queda dos preços de março de 2020, a produção do pré-sal no Brasil está se expandindo.
Dados do órgão regulador nacional do petróleo, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mostram em setembro de 2020 uma produção de petróleo do pré-sal de quase 2,6 milhões de barris diários, 13% superior a ano antes. Com isso, a produção de petróleo do pré-sal foi responsável por 89% da produção total de petróleo do Brasil no período, ante 78% no mês equivalente em 2019.
O maior boom da indústria offshore está se aproximando
Mesmo em meio a varias privatizações, especialistas afirmam que o brasil está prestes a presenciar um dos maiores boom da indústria offshore de petróleo e gás do mundo.
Uma combinação de vasto potencial de petróleo, misturas de petróleo bruto leve e médio com teor de enxofre extremamente baixo e a crescente demanda dos refinadores por petróleo bruto mais leve e doce, juntamente com baixos custos de equilíbrio, torna-a uma jurisdição altamente atraente para investimentos de grandes empresas globais de energia.
Por essas razões, os investimentos continuarão fluindo para as bacias de petróleo do pré-sal do Brasil, reforçando as reservas comprovadas e a produção de petróleo do país latino-americano, apesar dos ventos contrários impostos pela pandemia COVID-19, preços do petróleo mais fracos e o surgimento do pico da demanda por petróleo.

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