A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para baixo sua projeção de demanda mundial de petróleo em 2026. O novo relatório, divulgado em 17 de junho, aponta que o consumo global deverá cair 1,1 milhão de barris por dia em comparação com 2025. A revisão reflete os efeitos da recente crise no Oriente Médio e das oscilações no fornecimento global de energia.
Além disso, a AIE reduziu em 700 mil barris por dia sua estimativa em relação ao relatório divulgado em maio. Segundo a agência, os preços mais altos dos combustíveis e as interrupções no abastecimento afetaram diretamente o consumo em diversas regiões do mundo.
Consumo global desacelera em 2026
De acordo com a Agência Internacional de Energia, a demanda por petróleo sofreu forte impacto ao longo do segundo trimestre de 2026. Os dados preliminares mostram que as entregas globais caíram cerca de 5% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A agência atribui parte dessa retração ao aumento dos preços da energia e às dificuldades enfrentadas pelo mercado internacional durante os meses mais críticos da crise no Oriente Médio.
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Estoques atingem menor nível em décadas
Outro dado que chamou atenção no relatório foi a queda dos estoques de petróleo dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Segundo a AIE, as reservas atingiram o menor nível desde 1990. Desde o início da crise energética, os estoques dos países membros recuaram mais de 160 milhões de barris.
Além disso, a redução dos estoques ocorreu em ritmo acelerado nos últimos meses, aumentando as preocupações sobre a capacidade de resposta do mercado diante de novas interrupções no fornecimento.
Oriente Médio continua influenciando o mercado
A revisão das projeções ocorre mesmo após avanços diplomáticos recentes envolvendo Estados Unidos e Irã.
No relatório divulgado em 17 de junho, a AIE afirmou que a retomada plena das exportações de petróleo da região não deve acontecer imediatamente. A agência destacou que questões operacionais e logísticas ainda podem limitar a recuperação da oferta global nos próximos meses.
Por isso, a organização mantém cautela em relação à velocidade de normalização do mercado internacional de energia.

Recuperação pode ocorrer em 2027
Apesar da revisão para baixo em 2026, a AIE projeta uma melhora para os anos seguintes.
O relatório indica que a demanda global poderá voltar a crescer em 2027, impulsionada pela normalização dos fluxos comerciais, pela redução dos preços do petróleo e pela recuperação gradual da atividade econômica em diversos países.
A expectativa é que o mercado encontre maior equilíbrio à medida que a oferta internacional se estabilize e as rotas estratégicas de transporte energético retomem operações em condições normais.
O que muda para consumidores e empresas?
A redução na demanda global não significa necessariamente queda imediata nos preços dos combustíveis.
Especialistas da AIE destacam que o comportamento do mercado continuará dependente do ritmo de recuperação da oferta e da situação geopolítica internacional. Estoques baixos e incertezas logísticas ainda podem provocar volatilidade nas cotações.
Por isso, governos, empresas e investidores seguem acompanhando de perto os próximos relatórios da agência para avaliar os impactos sobre a economia global e o setor energético.


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