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Indonésia aposta US$ 75 bilhões para enfrentar crise: país constrói muro de US$ 40 bilhões e ergue nova capital Nusantara de US$ 35 bilhões no meio da selva de Bornéu para fugir do afundamento da cidade

Publicado em 04/03/2026 às 20:56
Atualizado em 04/03/2026 às 20:57
Muro, Jacarta, Indonésia
Imagem: Ilustração
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Capital Nusantara e muro marítimo de US$ 40 bilhões marcam estratégia da Indonésia para enfrentar afundamento de Jacarta que chega a 25 cm por ano e reorganizar a sede do governo até 2045

A capital Nusantara é o centro de um plano nacional da Indonésia para enfrentar o afundamento de Jacarta, que chega a 25 cm por ano. O projeto combina a construção de uma nova capital na ilha de Bornéu e um muro marítimo de US$ 40 bilhões para proteger a metrópole atual.

Por que a capital Nusantara foi planejada em Bornéu

O projeto da capital Nusantara foi concebido como uma resposta estrutural à crise urbana e ambiental que atinge Jacarta.

A nova cidade está sendo planejada em Bornéu com o objetivo de descentralizar a economia e reduzir a pressão populacional sobre a ilha de Java.

Segundo o planejamento oficial, a nova localização oferece solo firme e maior disponibilidade de recursos hídricos.

Essas condições contrastam com o cenário de Jacarta, que enfrenta problemas constantes de inundação e instabilidade geológica nas áreas costeiras.

A proposta do governo indonésio é transformar a região em uma “cidade inteligente e verde”. O plano prevê que, até 2045, a infraestrutura urbana seja integrada ao ambiente natural da selva, criando um novo centro político e tecnológico no sudeste asiático.

O muro marítimo de US$ 40 bilhões planejado para Jacarta

Enquanto a construção da capital Nusantara avança em Bornéu, Jacarta passa por um projeto paralelo de engenharia de grande escala.

O país está erguendo o chamado Grande Garuda, um muro marítimo monumental voltado a conter o avanço das marés.

A estrutura terá também a função de formar reservatórios de água doce. Essa medida busca reduzir a extração ilegal de água subterrânea, um dos fatores apontados para o afundamento acelerado de áreas da capital atual.

Esse conjunto de obras representa uma tentativa de manter a cidade habitável enquanto a transferência administrativa ocorre gradualmente para a capital Nusantara.

Diferenças estruturais entre Jacarta e a nova capital

A comparação entre as duas cidades revela contrastes significativos em termos geológicos e urbanísticos.

Jacarta enfrenta um processo de afundamento que pode chegar a 25 cm por ano em zonas costeiras. A cidade também convive com superpopulação, poluição e recorrentes inundações.

Já a capital Nusantara foi planejada sobre solo firme em Bornéu. O modelo urbano proposto prioriza uma cidade verde e inteligente, com infraestrutura moderna e integração com os ecossistemas naturais.

Apesar dessa proposta, o principal desafio da nova capital será garantir a preservação ambiental durante a expansão urbana.

Críticas ambientais ao projeto da nova capital

Ambientalistas têm levantado preocupações sobre o impacto ambiental da construção da capital Nusantara.

O principal alerta envolve possíveis ameaças ao habitat de orangotangos e a comunidades indígenas que vivem na região de Bornéu.

Especialistas afirmam que o risco está ligado à possibilidade de desmatamento e perda de biodiversidade caso a expansão urbana não seja controlada.

O governo indonésio afirma que apenas áreas de plantação degradadas serão utilizadas para o projeto. Mesmo assim, o monitoramento internacional permanece constante devido à sensibilidade ambiental da região.

Indicadores da crise que levou à criação da capital Nusantara

Diversos indicadores monitorados por geólogos e órgãos de infraestrutura ajudam a dimensionar a gravidade da situação em Jacarta.

Entre os dados apresentados pelo governo da Indonésia e relatórios de geociências estão:

  • Taxa de afundamento de até 25 cm por ano em zonas costeiras.
  • Custo estimado do muro marítimo de US$ 40 bilhões.
  • Investimento previsto na capital Nusantara de US$ 35 bilhões.
  • Meta de expansão e consolidação urbana até o ano de 2045.

Esses números sustentam a decisão estratégica de transferir progressivamente parte da estrutura administrativa do país.

Como ocorrerá a mudança para a nova capital

O processo de transferência para a capital Nusantara começará pelos ministérios e funcionários públicos. A estratégia busca aliviar a densidade populacional da ilha de Java e reorganizar a estrutura administrativa do país.

Mesmo com a mudança da sede do governo, Jacarta continuará funcionando como centro financeiro nacional.

A capital atual deverá passar por reformas de infraestrutura para lidar com o avanço do nível do mar, enquanto a capital Nusantara se consolida como o novo núcleo político da Indonésia.

Com informações de BMC News.

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Romário Pereira de Carvalho

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