Impostos do Brasil assustam! Dados mostram que 50% dos gastos das empresas são com tributos do setor elétrico

Impostos do Brasil assustam! Dados mostram que 50% dos gastos das empresas são com tributos do setor elétrico - Fonte: Canvas Impostos do Brasil assustam! Dados mostram que 50% dos gastos das empresas são com tributos do setor elétrico – Fonte: Canvas




Um relatório que foi levantado no ano de 2021 pela pesquisa de Estatísticas do Caribe mostra que os impostos do Brasil estão em até cinco vezes mais altos que os de países vizinhos que possuem o mesmo índice de desenvolvimento e inflação. Brasileiros reclamam porque não estão vendo os resultados de tantos tributos. Em nosso país, paga-se sobre os alimentos, salários, bebidas, combustíveis e até mesmo a compra de um carro. E, segundo especialistas, é o excesso de tributação vinda da Receita Federal que torna ainda mais complexa a situação do setor elétrico no Brasil. 

De acordo com uma pesquisa que foi compartilhada através de assessoria de imprensa, e levantada pela PwC e o Instituto Acende Brasil, é estimado que os tributos que são cobrados no setor elétrico em nosso país cheguem a ao menos 50% de todo o gasto que as marcas possuem para a produção de seus produtos.

 Esse excesso de tributação faz com que a entrada de automóveis deste tipo de tecnologia seja ainda mais retardada: não há incentivo pela Receita para que haja maior sustentabilidade e praticidade no trânsito, assim como também a redução de emissão de dióxido de carbono, um dos principais causadores do efeito estufa. 

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IMDT tem um vídeo que aborda mais sobre as contradições da tributação no setor elétrico, veja o material logo abaixo 

Setor de carros elétricos são uma forma de conseguir retomar a economia, mas está sendo barrado por todos os lados 

Dados que são compartilhados pelo próprio Ministério de Minas e Energia mostram que é estimado que, a cada ano, haja uma movimentação de ao menos R$ 400 bilhões no setor elétrico. Ou seja, as empresas estariam pagando elevados tributos para a produção apenas por causa da energia usada, o que impacta diferentemente no bolso do consumidor como com o aumento da inflação. 

Dessa forma, uma redução / revisão tributária poderia ser crucial para que houvesse uma retomada da economia brasileira no ano de 2022. Ainda mais neste cenário de recuperação pós pandemia em que a ANIP estima que as empresas tenham crescimento de apenas 1,4%. 

Desde o ano passado até o mês de abril de 2022, em sua quinzena, havia sido decretado que haveria a imposição da tarifa de escassez, que cobraria um valor adicional ao final do mês sobre a quantidade gasta. Enquanto isso, a energia solar, que é sustentável, ainda está cara para o bolso de muitas famílias: é estimado que o investimento para uma casa de quatro pessoas saia por volta de R $30 mil. 

Preço da energia elétrica é assustador – e impostos estão em grande parte nesta fatia

Lucas Ribeiro, CEO da ROIT, afirma que o valor que está sendo cobrado pela energia elétrica  é um dos fatores que faz com que os preços cheguem mais caros aos consumidores, que variam desde a  fabricação de roupas até a conservação dos alimentos dentro dos mercados.  De acordo com ele, hoje em dia existem vários impostos que acabam incidindo sobre a transmissão de energia até que produtos considerados básicos cheguem em nossa casa. 

Segundo o especialista Ribeiro, é estimado que existam mais de 2 bilhões de cenários de tributações possíveis para o Brasil. Por isso, pode ser praticamente inviável que haja uma discussão mais aprofundada sobre cada um deles. Outro aspecto é que estudar cada um dos pontos de arrecadação de impostos que temos em nosso país demanda tempo e investimento, sendo um caminho longo a ser percorrido. 

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Daiane Souza
Em formação em jornalismo pela Uniasselvi. Amante, desde o ano de 2017, pela produção de conteúdos, notícias e redação em geral. Atualmente, trabalha como redatora da agência jornalística Visão Confiável (http://visaoconfiavel.com/).