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Holanda registra primeiro caso de eutanásia em criança desde ampliação das regras para menores

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Escrito por Keila Andrade Publicado em 24/06/2026 às 09:46 Atualizado 24/06/2026 às 09:51
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Holanda registra primeiro caso de eutanásia em criança após mudança na legislação
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As autoridades de saúde da Holanda confirmaram, em junho de 2026, o primeiro caso de eutanásia realizado em uma criança com menos de 12 anos desde a ampliação das regras que passaram a permitir o procedimento para essa faixa etária.

O caso ocorreu no fim de 2025 e marcou a primeira aplicação prática da nova regulamentação adotada pelo governo holandês. A medida autoriza a eutanásia em situações consideradas excepcionais, quando uma criança enfrenta sofrimento intenso, uma doença incurável e não possui perspectiva de melhora.

O Ministério da Saúde não divulgou a identidade da criança nem detalhes que possam identificar a família. As autoridades justificaram o sigilo para preservar a privacidade dos envolvidos.

A confirmação do caso reacendeu o debate sobre os limites éticos da medicina, os direitos dos pacientes em situação terminal e o papel dos responsáveis legais em decisões relacionadas ao fim da vida.

O que aconteceu

A ministra da Saúde da Holanda, Sophie Hermans, informou que médicos realizaram o procedimento após seguirem todos os critérios previstos na legislação do país.

De acordo com o governo holandês, a criança sofria de uma condição considerada incurável. Além disso, os profissionais de saúde concluíram que nenhum tratamento disponível conseguiria aliviar adequadamente o sofrimento enfrentado pelo paciente.

Os médicos também avaliaram que não existia possibilidade de recuperação. Diante desse cenário, a equipe médica iniciou o processo previsto pela legislação.

Antes da autorização, especialistas independentes analisaram o caso. Os responsáveis pela criança também participaram da decisão, conforme exige a regulamentação holandesa.

Holanda tem primeiro caso de eutanásia permitida para criança — Foto: Tima Miroshnichenko/Pexels
Holanda tem primeiro caso de eutanásia permitida para criança — Foto: Tima Miroshnichenko/Pexels

Quando a Holanda permitiu a eutanásia infantil

A Holanda ocupa uma posição singular nesse debate internacional. Em 2002, o país se tornou a primeira nação do mundo a legalizar a eutanásia sob determinadas condições.

Desde então, a legislação permitia o procedimento para adultos e adolescentes a partir dos 12 anos. Entretanto, crianças entre 1 e 12 anos permaneciam fora das regras gerais.

Essa situação mudou em abril de 2024. Naquele momento, o governo holandês decidiu ampliar a regulamentação para incluir menores dessa faixa etária em circunstâncias extremamente restritas.

A mudança ocorreu após anos de discussões entre médicos, especialistas em bioética, organizações de saúde e representantes do governo.

Segundo as autoridades holandesas, alguns casos não encontravam respaldo legal adequado, apesar do sofrimento severo enfrentado pelas crianças e de prognósticos irreversíveis.

Quais regras precisam ser cumpridas

A legislação holandesa estabelece uma série de exigências rigorosas para que a eutanásia possa ocorrer.

Primeiramente, a criança deve apresentar uma doença grave e incurável.

Além disso, os médicos precisam comprovar que o sofrimento é intenso e não pode ser aliviado de forma aceitável por outros tratamentos.

Outro requisito importante envolve a ausência de perspectivas de melhora. Os profissionais também devem concluir que a morte ocorrerá inevitavelmente em um período relativamente curto.

Além disso, especialistas independentes precisam revisar o caso antes da realização do procedimento.

Os pais ou responsáveis legais também participam da decisão. Sem esse consentimento, os médicos não podem seguir adiante.

Quantos casos podem ocorrer por ano

O governo holandês não espera um aumento significativo no número de procedimentos.

Quando aprovou a ampliação das regras em 2024, o Ministério da Saúde estimou que apenas entre cinco e dez crianças por ano poderiam atender aos critérios exigidos pela legislação.

Por isso, especialistas consideram que os casos continuarão extremamente raros.

As autoridades defendem que a medida busca atender situações excepcionais e não criar uma prática comum dentro do sistema de saúde.

Caso passa por revisão obrigatória

Mesmo após a realização da eutanásia, o processo não termina automaticamente.

A legislação determina que órgãos de fiscalização revisem cada caso individualmente.

Por esse motivo, uma comissão especializada analisará toda a documentação relacionada ao procedimento realizado em 2025.

Os integrantes verificam se médicos, responsáveis e autoridades seguiram corretamente todos os protocolos previstos na lei.

Caso encontrem irregularidades, os órgãos competentes podem encaminhar o caso para investigação adicional.

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Debate divide opiniões no mundo

A decisão holandesa continua gerando discussões em diferentes países.

Entidades favoráveis argumentam que a legislação oferece uma alternativa para famílias que enfrentam situações extremas e sem possibilidade de cura.

Por outro lado, organizações contrárias afirmam que a prática levanta questões éticas profundas sobre o papel da medicina e a capacidade de tomar decisões relacionadas ao fim da vida de menores de idade.

O tema também mobiliza profissionais da saúde, juristas, pesquisadores e grupos religiosos.

Enquanto alguns países ampliam debates sobre morte assistida, outros mantêm proibições rigorosas para qualquer forma de eutanásia.

Caso marca momento histórico

A confirmação do primeiro procedimento realizado em uma criança após a mudança da legislação representa um marco na política de saúde holandesa.

Além disso, o caso deve continuar alimentando discussões internacionais sobre bioética, cuidados paliativos e direitos dos pacientes em situações terminais.

Embora a Holanda mantenha critérios extremamente rigorosos para autorizar a prática, a ocorrência demonstra como o país continua na linha de frente dos debates globais sobre decisões médicas relacionadas ao fim da vida.

O tema divide opiniões em todo o mundo. Na sua visão, em casos de sofrimento extremo e sem possibilidade de cura, a eutanásia deveria ser permitida para crianças sob critérios médicos rigorosos?

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Keila Andrade

Jornalista há 20 anos, especialista em produção e planejamento de conteúdos online e offline para estruturas do marketing digital. Jornalista, especialista em SEO para estruturas do marketing digital (sites, blogs, redes sociais, infoprodutos, email-marketing, funil inbound marketing, landing pages).

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