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Impacto da reoneração da folha de salários refletirá nos empregos, alerta setor produtivo brasileiro

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 04/01/2024 às 15:10
aumento de tributação, reoneração da folha de pagamentos, aumento de ônus tributário
Em nota, CNA, CNC, CNI e CNT expressam a insatisfação com a MP 1202 – Todos os direitos: Portal da Indústria
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Entidades empresariais criticam MP 1202/2023 por aumentar custos de empregar, prejudicar competitividade do país e afetar o setor produtivo.

A reoneração da folha de salários, proposta pela medida provisória 1202/2023, traz impactos significativos para a economia brasileira. A iniciativa gera preocupações para diversos setores, resultando em um aumento dos custos de empregar no país, prejudicando a competitividade dos produtos e serviços tanto no mercado nacional quanto no cenário internacional. As entidades empresariais da agropecuária, do comércio, da indústria, dos serviços e dos transportes expressam a insatisfação com a MP, apontando os desafios que a reoneração da folha de salários impõe para o emprego formal e privado no Brasil.

O aumento de tributação por meio da reoneração da folha de pagamentos resulta em um aumento de ônus tributário para as empresas, afetando diretamente a competitividade dos produtos brasileiros. As entidades empresariais manifestam preocupação com os impactos dessa medida, que tende a dificultar a geração de empregos e a manutenção de postos de trabalho no país. A MP 1202/2023 também é vista como um obstáculo para a recuperação econômica e o desenvolvimento sustentável, destacando a necessidade de revisão das políticas tributárias para aprimorar o ambiente de negócios no Brasil.

Reoneração da folha de salários: preocupação do setor produtivo

Em nota, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação Nacional do Transporte (CNT) expressam a insatisfação com a MP 1202. A medida reonera a folha de pagamentos de 17 setores da economia, limita o uso de créditos tributários decorrentes de decisões judiciais definitivas para pagamento de tributos federais e revisa o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).

O aumento de tributação prejudica a competitividade

O presidente da CNI, Ricardo Alban, lembra que, no passado, sempre se pregou a preservação do emprego. ‘É óbvio que a reoneração da folha de pagamento terá como resultado o aumento da prudência de quem contrata. Na hora que qualquer setor da economia passar a ter 20% a mais em seus encargos, o que ele vai fazer? O primeiro passo é parar de investir e, depois, enxugar até entender o impacto que esse novo e inesperado custo terá no seu desempenho, porque o setor vai perder competitividade’, afirma o empresário.

Impacto da MP 1202/2023 nas importações e setor produtivo

De acordo com as Confederações, a MP 1202 prejudica ainda mais a competitividade da indústria e do comércio, que enfrentam concorrência desigual com as importações, em especial com o comércio eletrônico internacional, que não paga os mesmos tributos pagos pelo setor produtivo nacional. A MP é considerada equivocada ao aumentar o ônus tributário do setor produtivo, principal gerador de riquezas e empregos que levam ao desenvolvimento econômico e social sustentável.

Medidas de aumento de ônus tributário

O setor produtivo, representado pelas entidades empresariais da agropecuária, do comércio, da indústria, dos serviços e dos transportes, recebeu com surpresa e inconformismo as medidas de aumento de tributação anunciadas no final de 2023 e a forma como foram efetivadas, por meio da MP 1202, sem diálogo prévio com as entidades e em oposição a posições recentemente tomadas pelo Congresso Nacional.

Equilíbrio fiscal e desenvolvimento econômico

O setor produtivo entende a importância de se buscar o ajuste das contas públicas para que a economia possa crescer de forma sustentada. No entanto, o que temos observado é o aumento das despesas do setor público e a busca do equilíbrio fiscal com o aumento contínuo da receita. O ônus do ajuste não pode cair apenas sobre o setor produtivo. O setor público precisa dar sua contribuição, reduzindo e tornando mais eficientes os seus gastos. Esperamos que o próprio governo reconsidere o envio da MP 1202. E, caso não seja esse o entendimento, que o presidente do Congresso Nacional possa devolver a MP.

Fonte: Portal da Indústria

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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