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Honda City herdou a fama de “inquebrável” do Fit e virou o sedã com melhor revenda do Brasil em 2026: desvaloriza só 5,9% ao ano, é vendido em poucos dias no mercado de usados e a Honda passou a oferecer 6 anos de garantia sem limite de quilometragem baseada na durabilidade do motor 1.5

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 25/03/2026 às 09:44
Assista o vídeoHonda City herdou a fama de “inquebrável” do Fit e virou o sedã com melhor revenda do Brasil em 2026: desvaloriza só 5,9% ao ano, é vendido em poucos dias no mercado de usados e a Honda passou a oferecer 6 anos de garantia sem limite de quilometragem baseada na durabilidade do motor 1.5
Foto: Divulgação/Honda
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Honda City tem a menor desvalorização do Brasil, garantia de 6 anos e motor confiável que sustenta alta revenda e liquidez no mercado de usados

Segundo levantamento publicado pela AutoInforme e divulgado pelo portal SOMOB em dezembro de 202, o Honda City Sedan apresentou a menor desvalorização entre todos os sedãs compactos brasileiros em 2025, apenas 5,9% de queda no valor ao longo do ano. O City Hatchback foi ainda melhor: 4,8%, o menor índice entre todos os compactos do mercado. Esses números não são marketing. São os dados do Selo Maior Valor de Revenda — uma premiação técnica da AutoInforme que mede, modelo a modelo, quanto cada carro perde de valor no mercado de usados ao longo de 12 meses. É o índice que os compradores de carro semi-novo olham antes de qualquer outra especificação.

O City ganhou nas suas categorias pelo segundo ano consecutivo. E a razão por trás desse desempenho é mais simples do que qualquer atributo de design ou tecnologia: o mercado brasileiro sabe que esse carro dura.

Honda City herdou a reputação de confiabilidade do Fit e ocupa espaço estratégico no mercado

Para entender a posição do Honda City em 2026, é necessário analisar o impacto deixado pelo Honda Fit no Brasil. Produzido entre 2003 e 2022, o modelo construiu uma reputação sólida baseada em confiabilidade mecânica, manutenção previsível e alta durabilidade.

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Relatos recorrentes de proprietários indicavam quilometragens superiores a 200 mil ou até 300 mil quilômetros sem necessidade de intervenções estruturais. Essa reputação criou um padrão de exigência no mercado, especialmente entre consumidores que priorizam longevidade e baixo custo operacional.

Com a saída do Fit de linha, abriu-se um espaço claro no mercado. O City Hatchback surgiu como sucessor indireto, mantendo a proposta de confiabilidade e eficiência. Os números confirmam essa transição: as vendas combinadas de hatch e sedã superaram 30 mil unidades em 2024, evidenciando aceitação consistente.

A transferência dessa reputação não ocorre automaticamente. Ela é construída ao longo do tempo, baseada na experiência real dos usuários, na avaliação de mecânicos independentes e na liquidez no mercado de usados. O City, até o momento, tem sustentado esse processo.

Motor 1.5 aspirado do Honda City prioriza durabilidade e reduz custos a longo prazo

Uma das decisões mais relevantes no projeto do Honda City foi a escolha por manter um motor 1.5 aspirado com injeção direta, em vez de adotar soluções turbo como a maioria dos concorrentes.

O conjunto entrega 126 cv de potência e 15,8 kgfm de torque com etanol, números compatíveis com o segmento. No entanto, a escolha da Honda prioriza confiabilidade estrutural em vez de desempenho imediato.

Motores turbo, embora mais eficientes em termos de potência específica, introduzem maior complexidade mecânica. Componentes adicionais, maior sensibilidade à qualidade do óleo e exigência de manutenção rigorosa tornam esse tipo de motorização mais vulnerável em condições de uso reais, especialmente em mercados com manutenção irregular.

Ao optar pelo motor aspirado, a Honda mantém uma arquitetura mais simples, reduz pontos críticos de falha e aumenta a previsibilidade do ciclo de vida do veículo. O resultado é um motor que pode não se destacar em aceleração, mas apresenta desempenho consistente ao longo de centenas de milhares de quilômetros.

Os dados de consumo reforçam essa eficiência. Em uso urbano moderado, médias acima de 12 km/l são frequentes, enquanto em rodovias o consumo pode variar entre 15 km/l e 17,8 km/l. Com tanque de 44 litros, a autonomia pode ultrapassar 700 km em condições ideais.

Garantia de 6 anos sem limite de quilometragem reforça confiança da Honda no City

Em março de 2026, a Honda anunciou uma das decisões mais relevantes do ponto de vista estratégico: a ampliação da garantia para 6 anos sem limite de quilometragem para toda a linha de automóveis.

A medida posiciona a marca de forma diferenciada no mercado automotivo brasileiro e funciona como uma declaração direta de confiança na durabilidade de seus produtos. A cobertura inclui componentes críticos e acompanha o veículo, beneficiando também o segundo proprietário.

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Esse fator impacta diretamente o valor de revenda. Um veículo adquirido em 2026 e revendido em 2029 ainda contará com três anos de garantia ativa, o que reduz o risco percebido pelo comprador do seminovo e aumenta a liquidez do modelo.

Embora a exigência de revisões na rede autorizada represente um custo maior em relação a oficinas independentes, a análise de longo prazo demonstra que o custo adicional é inferior ao de eventuais reparos fora da garantia.

Manutenção previsível do Honda City reduz riscos e aumenta valor percebido no mercado

Existe uma diferença relevante entre manutenção barata e manutenção previsível. O Honda City se destaca principalmente pela segunda.

O modelo apresenta um histórico consistente de baixa incidência de falhas inesperadas, com revisões programadas que seguem um padrão conhecido e custos relativamente estáveis. Na rede autorizada, os valores variam entre R$ 500 e R$ 900, enquanto oficinas independentes praticam valores entre R$ 300 e R$ 600.

A disponibilidade de peças é ampla, impulsionada pela produção nacional em Itirapina (SP), o que contribui para reduzir custos e prazos de manutenção. Os componentes que exigem substituição ao longo do tempo são previsíveis e fazem parte do desgaste natural do veículo, como pastilhas de freio, amortecedores e fluidos.

Esse cenário reduz a incerteza para o proprietário e fortalece a percepção de confiabilidade no mercado.

Alta liquidez e baixa desvalorização fazem do Honda City um dos carros mais valorizados do Brasil

O desempenho do Honda City no mercado de usados segue um ciclo consistente. A confiabilidade gera alta demanda, que resulta em vendas rápidas, reduz a necessidade de descontos e mantém a desvalorização em níveis baixos.

Os números confirmam essa dinâmica. Com desvalorização de apenas 5,9% no sedã e 4,8% no hatch, o modelo se posiciona como referência no segmento.

Foto: Divulgação/Honda

Na prática, um veículo adquirido por R$ 130.000 pode ser revendido após três anos por valores entre R$ 107.000 e R$ 112.000, dependendo da conservação. Em comparação, modelos com desvalorização média de mercado podem perder entre R$ 40.000 e R$ 45.000 no mesmo período.

Essa diferença financeira reforça o City como uma escolha racional para consumidores que consideram custo total de propriedade.

Limitações do Honda City: desempenho e proposta não atendem todos os perfis

Apesar dos pontos fortes, o Honda City não atende a todos os perfis de consumidores. O conjunto mecânico prioriza eficiência e durabilidade, mas não oferece desempenho esportivo. A aceleração é progressiva e a transmissão CVT privilegia suavidade, o que pode não agradar motoristas que buscam respostas imediatas.

Além disso, versões mais equipadas ultrapassam a faixa dos R$ 150.000, posicionando o modelo em um segmento onde surgem alternativas com maior potência ou mais equipamentos.

No entanto, essas limitações estão alinhadas à proposta do veículo. O City não busca ser o mais rápido ou o mais tecnológico, mas sim o mais previsível em termos de custo, manutenção e valor de revenda.

Honda City se consolida como escolha racional em um mercado de alta incerteza

Em um cenário econômico onde previsibilidade financeira se torna um fator decisivo, o Honda City se posiciona como uma opção de baixo risco dentro do mercado automotivo brasileiro.

A combinação de baixa desvalorização, manutenção previsível, garantia estendida e confiabilidade mecânica cria um pacote difícil de replicar no segmento.

O modelo não se destaca pelo apelo emocional ou esportivo, mas pela consistência ao longo do tempo. E é justamente essa consistência que sustenta sua liquidez e valorização no mercado de usados, consolidando sua posição como um dos veículos mais seguros do ponto de vista financeiro em 2026.

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Moisés de Lima
Moisés de Lima
28/03/2026 15:16

Para quem quer um carro econômico, confiável,eu recomendo,eu já tinha ouvido falar que o Honda city era econômico,e eu pude tirar a prova pois fis uma viagem de Hortolândia até o sul de Minas,andei quatrocentos e oitenta kls, gastei meio tanque com gasolina,e ainda com o ar ligado todo tempo,em média está fazendo dezoito kls por hora,e olha que o carro é praticamente zero, pois o modelo é 2026,o carro é maravilhoso,o meu modelo é um sedam Turing vale a pena.

Adelson
Adelson
26/03/2026 20:36

Geralmente quando acaba a garantia eu uso mais 1 ou 2 anos e troco de carro. Como tenho 55 anos comprei o city pra um casamento duradouro. Eu acho que acertei. Faça um esforço a mais e compre um Honda ou Toyota, mesmo se for usado, vale muito a pena.

Márcio
Márcio
26/03/2026 00:44

Esse é meu medo depois da garantia, usam e não fazem revisão não trocam óleos até passar para o próximo, aí vem a paulada , já vi relatos que usaram o carro por anos só abastecendo combustível , analizar bem , são aqueles que não pensam no próximo, meu sonho é ter um desses mais vou avaliar e procurar bem

Fonte
Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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