A Honda avança na sustentabilidade ao incorporar Durabio e PP reciclado em sua linha 2026 de motocicletas, reduzindo impactos ambientais e ampliando o uso de plásticos renováveis e reciclados
A Honda anunciou a ampliação significativa do uso de materiais sustentáveis em sua linha de motocicletas 2026, priorizando matérias-primas renováveis e recicladas. Segundo matéria publicada pelo motociclismo online nesta segunda-feira, 1 de dezembro, a estratégia envolve o uso de plásticos vegetais e reciclados — como o bioplástico Durabio e plásticos reciclados (PP pré-consumo e componentes reaproveitados de automóveis) — com o objetivo de reduzir o impacto ambiental de suas motos.
Principais avanços para a sustentabilidade nas motos Honda
Adoção de plástico vegetal e resistência ambiental
A introdução do Durabio, citada pela própria Honda, representa um marco para a mobilidade de baixo impacto ambiental. Esse bioplástico é derivado de matérias-primas vegetais — como milho e trigo não comestíveis — transformadas em isosorbide, oferecendo uma alternativa aos plásticos tradicionais à base de petróleo.
O material destaca-se pela alta resistência a riscos e impactos, estabilidade contra radiação ultravioleta e acabamento estético de qualidade, características que permitem a produção de carenagens e peças externas sem necessidade de pintura. Isso reduz o consumo de energia e diminui emissões de CO₂ associadas aos processos convencionais de pintura.
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O uso de Durabio começou com o para-brisas da versão do modelo CRF1100L Africa Twin lançada em março de 2024 — a primeira motocicleta do mundo a utilizar esse plástico vegetal em uma peça desse tipo.
Para 2026, a Honda expandiu sua aplicação para outros modelos, passando a utilizá-lo em diferentes componentes de pelo menos seis motos da linha 26YM (model year 2026).

Modelos e componentes da Hondabeneficiados com plásticos renováveis
A ampliação do uso de materiais ecológicos não se limita a um ou dois modelos — ela abrange uma gama variada de motocicletas, com diferentes perfis, reforçando o compromisso da Honda com a sustentabilidade.
- A versão 2026 da X-ADV passou a usar Durabio no para-brisas e nas coberturas inferiores da carenagem.
- O maxi-scooter Forza 750 adotou peças frontais e partes do guidão feitas com Durabio, incluindo painéis externos.
- A crossover NC750X incorporou o material em carenagens centrais, laterais, traseiras e para-brisas — inclusive com aplicação de Durabio colorido em versões específicas.
- A recém-anunciada CB1000GT 2026 também foi confirmada como equipada com para-brisas em Durabio.
Essa diversificação de uso mostra que o projeto sustentável da Honda não é pontual — é transversal, contemplando desde scooters urbanos até motos de alta cilindrada e uso misto, evidenciando que o compromisso com sustentabilidade abrange diferentes públicos e estilos de pilotagem.
Uso de plásticos reciclados e PP pré-consumo: economia circular em foco
Além do plástico vegetal, a Honda avança com materiais reciclados e reaproveitados em seus modelos. A estratégia não se limita a reduzir o consumo de plástico virgem, mas adota uma visão de ciclo de vida completo e economia circular.
- Componentes como para-choques de automóveis Honda já utilizados passaram por reciclagem e foram reaproveitados em partes não estruturais de motocicletas — como bagageiros, compartimentos e bases de assento. Isso começou a ser aplicado em modelos como X-ADV e NC750X.
- Materiais de polipropileno (PP) reciclados pré-consumo — resíduos internos da própria produção — passaram a ser usados em painéis e partes externas, mantendo propriedades semelhantes aos plásticos novos.
Com isso, a Honda reduz significativamente a dependência de plásticos virgens e a extração de recursos fósseis, contribuindo para a diminuição da pegada ambiental. Além disso, essas práticas promovem a reutilização e reciclagem de componentes ao fim do ciclo de vida, alinhadas aos princípios da economia circular.
Estratégia global da Honda: neutralidade de carbono e economia circular
As iniciativas descritas integram um plano mais amplo da companhia, que visa transformar seu modelo de negócios e produção com foco em sustentabilidade. A meta global da Honda é alcançar o uso 100% sustentável de materiais, energia limpa e neutralidade de carbono até 2050.
No contexto das motocicletas, essa estratégia contempla: uso crescente de materiais reciclados e bio-derivados, design que favorece a reciclagem e desmontagem, e a criação de cadeias de valor circulares que permitem reaproveitar materiais após o fim da vida útil do veículo.
Além disso, a Honda vem investindo em iniciativas complementares, como reciclagem de componentes metálicos, reutilização de matérias-primas e parcerias para garantir cadeia de suprimentos mais sustentável e rastreável.
Por que essa mudança da Honda importa?
A adoção de materiais renováveis e reciclados representa um real diferencial competitivo e ambiental para a indústria de motocicletas. Ao integrar sustentabilidade de forma consistente e técnica, a Honda demonstra que é possível conciliar desempenho, estética e responsabilidade ecológica.
Para o consumidor, a vantagem vai além do discurso: as motos passam a ter componentes com durabilidade e resistência equivalentes — ou até superiores — aos convencionais, com menor impacto ambiental. Isso significa escolher um veículo moderno e eficiente sem abrir mão da consciência ambiental.
Em um contexto global de crise climática e crescente pressão por transportes sustentáveis, essas motos representam uma opção mais consciente. A adoção de bioplásticos e reciclados prepara o caminho para uma mobilidade mais limpa e alinhada com objetivos ambientais — sem sacrificar tecnologia, estilo ou funcionalidade.
Um novo caminho para a mobilidade com responsabilidade ambiental
A partir de 01 de dezembro de 2025, a Honda reforça seu compromisso ambiental com uma mudança estrutural na produção: a ampliação — e não apenas adoção pontual — do uso de materiais renováveis e reciclados em suas motocicletas. O uso de Durabio e plásticos reciclados mostra que a mobilidade pode ser mais sustentável, sem perder desempenho ou qualidade.
Com modelos como X-ADV, Forza 750, NC750X, CB1000GT e outros contemplados, a montadora assume um papel de liderança na transição para uma economia circular no setor de motos.
Para quem valoriza o meio ambiente — ou para quem busca uma moto moderna com responsabilidade ecológica —, essa nova geração de motocicletas da Honda representa uma escolha inteligente e consciente.
