Homem é preso na Índia após manter embaixada falsa por quase nove anos e se passar por embaixador de países que não existem.
Um homem foi preso na Índia por manter uma embaixada falsa em um prédio alugado em Ghaziabad, cidade no estado de Uttar Pradesh. Ele se apresentava como embaixador de países que, na prática, não existem oficialmente.
Entre eles, estavam nomes como “Seborga”, “Westarctica”, “Ladonia” e até uma criação própria chamada “Paulovia”.
A operação foi desmantelada pela Força-Tarefa Especial (STF) da polícia indiana. O acusado, Harshvardhan Jain, tem 47 anos e foi detido após denúncias e investigações.
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A polícia afirma que ele usava o local como sede diplomática e recebia visitas sob o pretexto de representar governos estrangeiros.
Identidades falsas e selos diplomáticos
Durante a ação policial, os agentes encontraram uma grande quantidade de materiais falsificados. Havia passaportes diplomáticos, bandeiras de diversos países, selos, identidades falsas e cartões PAN.
Além disso, os policiais apreenderam quatro veículos de luxo com placas diplomáticas falsas. Jain usava esses carros para reforçar a imagem de autoridade internacional.
O mais importante é que ele também se apresentava como “Baron”, e colocava em seus perfis fotos manipuladas com líderes políticos indianos.
Dinheiro, relógios e moedas estrangeiras
As buscas também revelaram uma estrutura que ia além do simples uso de símbolos diplomáticos. A polícia encontrou aproximadamente 44,7 lakh em dinheiro (cerca de R$ 270 mil), diversas moedas estrangeiras e relógios de alto valor. Tudo isso reforçava o estilo de vida luxuoso que o acusado mantinha.
Jain tinha contas bancárias tanto na Índia quanto no exterior.
Ele também possuía vínculos com empresas registradas em lugares como Dubai, Reino Unido e Maurício. Portanto, as autoridades suspeitam de possíveis crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
Passaportes de até 12 micronações
Outro ponto que chamou atenção foi o número de passaportes diplomáticos apreendidos. Segundo a investigação, Jain detinha documentos diplomáticos de até 12 “países”. Alguns deles são micronações fictícias, criadas por entusiastas, mas sem qualquer reconhecimento internacional.
Entre os nomes citados, aparecem Westarctica, um suposto país na Antártida; Ladonia, uma criação artística na Suécia; Seborga, uma vila na Itália que se autodeclara principado; e Paulovia, inventada pelo próprio acusado.
Viagens internacionais e tentativas de influência
A polícia afirma que o homem chegou a visitar mais de 40 países com esses documentos. Ele participava de eventos oficiais e se apresentava como autoridade diplomática.
Em suas redes sociais, divulgava fotos com personalidades públicas e publicações sobre acordos e cooperações que, na prática, nunca existiram.
O caso causou surpresa e indignação, porque a farsa foi mantida por quase nove anos. As autoridades agora investigam se outras pessoas participaram da operação ou se houve envolvimento de instituições locais.
Investigação continua
Jain foi indiciado por fraude, falsificação de documentos, uso indevido de símbolos diplomáticos e outros crimes previstos no código penal indiano. A polícia também investiga possível envolvimento em esquemas de hawala, sistema informal de transferências financeiras.
Além disso, os investigadores estão cruzando dados com agências internacionais. O objetivo é entender o alcance da fraude e se houve prejuízo a cidadãos estrangeiros.
A embaixada falsa já foi desativada, e os materiais apreendidos serão analisados com mais detalhes. O caso segue em investigação.
