Na Islândia, a península de Heikanes está há 210 dias seguidos acumulando magma sem parar. Geólogos dizem que pode ser o maior reservatório acumulado desde o início do atual período eruptivo, e a deformação do solo já está sendo detectada por instrumentos.
Conforme registros do monitoramento geológico islandês divulgados em maio de 2026, o fluxo de magma em Heikanes continua “lento, porém constante” há mais de sete meses.
De acordo com o material, este pode ser o maior reservatório acumulado desde que o atual período eruptivo começou na região.
Por isso, a deformação do solo já está sendo detectada por instrumentos do escritório de meteorologia local.
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Em consequência, o cenário mais provável traçado pelos cientistas é uma nova intrusão magmática — quando o magma sobe pela crosta criando fissuras visíveis na superfície.
Para efeito de comparação, na Itália a Etna entrou em nova erupção do tipo estromboliano em paralelo, segundo as mesmas fontes geológicas.
Como destaque, a Islândia vive um ciclo eruptivo iniciado em 2021 que já produziu múltiplas erupções na região da península de Reykjanes.

Por que a Islândia tem um vulcão a cada poucos meses
A Islândia fica num ponto único do planeta.
De fato, a ilha está exatamente sobre a Dorsal Meso-Atlântica — limite entre as placas tectônicas Norte-Americana e Eurasiática.
Por isso, o país tem cerca de 130 vulcões ativos ou potencialmente ativos.
Conforme o Met Office islandês, a região da península de Reykjanes (que inclui a península) entrou em fase ativa em 2021 depois de quase 800 anos de calma.
De lá pra cá, foram nove erupções confirmadas — média de uma a cada cinco meses.
Em consequência, vilarejos como Grindavík tiveram que evacuar duas vezes em menos de três anos.
Da mesma forma, infraestrutura crítica — incluindo a usina geotérmica de Svartsengi e a Lagoa Azul — passou a operar sob plano permanente de contingência.
O que significa Heikanes acumular magma 210 dias seguidos
O número de 210 dias contínuos é estatisticamente alto.
De acordo com geólogos, no ciclo iniciado em 2021 a recarga média durou entre 80 e 150 dias.
Por isso, este reservatório representa o ponto fora da curva.
Conforme registros do escritório de meteorologia islandês, o fluxo de magma é detectado por sismógrafos, GPS de superfície e medidores de gases vulcânicos.
Em seguida, esses dados são cruzados com imagens de satélite que mostram a deformação do terreno em milímetros.
Como mostrou o portal recentemente, a Islândia opera tanto a Lagoa Azul quanto sua matriz energética com energia geotérmica — em contraste com casos brasileiros em que a infraestrutura energética enfrenta outros tipos de pressão.

Grindavík: o vilarejo que evacuou duas vezes em três anos
Grindavík tinha cerca de 4 mil habitantes antes do ciclo eruptivo.
Em novembro de 2023, fissuras se abriram dentro do próprio vilarejo, exigindo evacuação total.
Em consequência, casas racharam ao meio, ruas afundaram e a estrada principal se partiu.
De acordo com o governo islandês, parte dos moradores nunca voltou.
Por outro lado, a usina de Svartsengi e a Lagoa Azul, vizinhas a Grindavík, foram protegidas por barreiras de terra erguidas em tempo recorde.
Da mesma forma, as autoridades passaram a emitir mapas dinâmicos de risco — semelhantes a previsão do tempo, mas para fluxos de lava.
Como a Islândia transformou os vulcões em matriz energética
A Islândia produz cerca de 30% da eletricidade total a partir de geotermia, segundo dados do governo local.
Por isso, o subsolo vulcânico, que ameaça o país, também é a base do sistema elétrico.
De acordo com a Reykjavik Energy, a água quente do subsolo aquece 97% das casas islandesas.
Em seguida, o vapor sob alta pressão move turbinas que geram energia limpa.
Conforme a operadora, esse é um dos sistemas geotérmicos mais avançados do mundo.
Como mostrou o portal sobre Angra 3, parada há 39 anos no Brasil, países pequenos como a Islândia conseguem entregar projetos energéticos complexos enquanto outros enfrentam paralisia institucional crônica.

A Etna entra em erupção no mesmo período
Enquanto a Islândia acumula magma, a Itália observa atividade redobrada.
Conforme registros geológicos, a Etna voltou a entrar em erupção em fases efusivas estilo “estromboliana” em maio de 2026.
Por isso, autoridades fecharam parte do acesso ao vulcão a turistas — operação rotineira, mas indicativa.
De acordo com o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália, a Etna lança lava por episódios curtos com intervalos entre dias e semanas.
Em consequência, o turismo siciliano lida com cancelamentos parciais.
Da mesma forma, ainda que separadas por 4 mil quilômetros, a Islândia e a Etna mostram que o cinturão vulcânico do Atlântico-Mediterrâneo segue em atividade alta.
O que os cientistas monitoram quando o magma se acumula
Sete sinais costumam preceder uma erupção:
- Microssismos contínuos abaixo de 5 km de profundidade
- Deformação do solo na ordem de centímetros por semana
- Mudança na temperatura de fontes termais próximas
- Aumento de gases sulfurosos nos sensores atmosféricos
- Variações em pressão de poços geotérmicos
- Rastros tremor harmônico nos sismogramas
- Alterações em comportamento animal local registradas em estações
Em consequência, os 210 dias atuais já dispararam alguns desses sinais — embora a erupção em si ainda não tenha começado.
De acordo com o Met Office islandês, o atual estado é classificado como “alerta moderado”, abaixo do nível de evacuação imediata.

O que ainda não está claro sobre a Islândia em alerta
Por outro lado, há limites no que os cientistas conseguem prever.
De acordo com o Met Office, é impossível dizer com precisão quando o magma vai romper a crosta.
Além disso, a localização exata da fissura, quando e se ocorrer, segue incerta dentro de uma faixa de quilômetros.
Conforme registros históricos, em alguns ciclos a recarga prolongada não terminou em erupção — o magma se acomodou em câmaras profundas.
Ainda assim, depois de 210 dias seguidos de fluxo magmático constante, o cenário em Heikanes é o mais carregado que a Islândia viu desde 2021.
