Decisão publicada no Diário Oficial da União atinge lotes específicos da União Química, Hypofarma e Equiplex após desvios de qualidade confirmados pela agência reguladora.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão de três lotes de produtos de saúde no Brasil.
A medida foi publicada nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, no Diário Oficial da União, após a identificação de problemas de qualidade em medicamentos e solução fisiológica.
A decisão atinge o antibiótico Polycid, da União Química, o fosfato de clindamicina 150 mg/ml, da Hypofarma, e a Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio Equiplex 9 mg/ml.
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A determinação proíbe a comercialização, distribuição e uso dos lotes afetados.
A Anvisa também ordenou o recolhimento dos produtos do mercado, conforme os protocolos sanitários aplicados a casos de desvios de qualidade.
Fragmento de vidro em frasco lacrado acendeu o alerta
O caso envolvendo o Polycid, antibiótico da União Química, chamou atenção pela natureza do desvio identificado.
A própria fabricante iniciou um recolhimento voluntário após localizar um fragmento de vidro dentro de um frasco-ampola íntegro do medicamento.
A Anvisa informou que a medida atinge o lote 2519879.
O produto é utilizado em aplicações injetáveis, o que exige controle rigoroso de qualidade antes do uso em pacientes.
A União Química afirmou que adotou a medida de forma preventiva.
A empresa também declarou que não recebeu outros relatos de uso indevido do lote nem notificações de evento adverso ligado ao medicamento em seu sistema de farmacovigilância.

Clindamicina apresentou impurezas e alteração visual
O lote 24101854 do fosfato de clindamicina 150 mg/ml, fabricado pela Hypofarma, também teve uso, venda e distribuição suspensos.
A Anvisa confirmou a presença de desvios de qualidade no antibiótico injetável.
Entre os problemas relatados estão solução com coloração amarelada, corpos estranhos e precipitados dentro de ampolas lacradas.
O medicamento pertence à categoria de produtos injetáveis, portanto qualquer alteração física pode representar risco ao paciente.
A Hypofarma informou que trata a resolução conforme os protocolos regulatórios aplicáveis.
A companhia também declarou que mantém colaboração integral com os órgãos competentes.
Soro fisiológico da Equiplex também foi recolhido
A decisão da Anvisa também inclui o lote 2513588 da Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio Equiplex 9 mg/ml.
O produto é utilizado em administração intravenosa.
A resolução não detalhou a natureza exata do desvio encontrado nesse lote.
A agência informou apenas que houve confirmação de não conformidade com as normas de fabricação.
A determinação, portanto, impede a circulação do lote até a retirada do produto do mercado.

Lotes afetados pela medida da Anvisa
A resolução atinge apenas os lotes especificados pela agência reguladora.
A medida não se aplica automaticamente a todos os produtos das empresas citadas.
Confira os lotes envolvidos:
- Polycid, da União Química — lote 2519879
- Fosfato de Clindamicina 150 mg/ml, da Hypofarma — lote 24101854
- Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio Equiplex 9 mg/ml — lote 2513588
Riscos explicam a retirada dos produtos do mercado
Medicamentos injetáveis contaminados ou com partículas podem representar riscos graves à saúde.
Entre as possíveis consequências estão reações adversas, inflamações, infecções e complicações.
Esses efeitos podem ocorrer quando materiais estranhos entram diretamente na corrente sanguínea.
A suspensão dos lotes busca reduzir riscos aos pacientes e impedir o uso de produtos com desvios confirmados.
A atuação da Anvisa também reforça o controle sobre medicamentos injetáveis e soluções usadas em ambiente de saúde.
O que acontece após a suspensão dos lotes
Os lotes citados devem ser retirados do mercado pelas empresas responsáveis.
Os produtos também não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados.
A decisão segue o fluxo regulatório adotado em casos de falhas de qualidade confirmadas.
As empresas envolvidas afirmam que tratam o caso conforme as exigências das autoridades sanitárias.
A fiscalização, nesse cenário, funciona como etapa essencial para evitar que produtos com possíveis riscos cheguem aos pacientes.
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