Túneis com 3.000 metros quadrados se estendem sob o Fórum Romano e o Teatro de Marcello. A profundidade chega a quase 300 metros e a abertura oficial ao público está marcada para fim de 2026 ou início de 2027.
A Grottino del Campidoglio, rede subterrânea sob o Capitólio romano, vai reabrir ao público depois de quase um século fechada. O anúncio foi divulgado pela prefeitura de Roma e ganhou repercussão internacional via CNN.
De acordo com o projeto oficial, os túneis cobrem cerca de 3.000 metros quadrados. A profundidade máxima chega a aproximadamente 300 metros abaixo da superfície.
Segundo a equipe arqueológica, o conjunto fica sob o Fórum Romano e o Teatro de Marcello. Em paralelo, parte do circuito atravessa fundações pré-romanas.
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Selada por Mussolini em 1929: a história da Grottino del Campidoglio
Conforme The Sun, a rede subterrânea foi selada por ordem do ditador Benito Mussolini em 1929.

De fato, o fascismo italiano fechou diversas estruturas romanas para reorganizar a paisagem urbana do centro histórico.
Em paralelo, parte das galerias funcionava como cisternas de água e armazéns desde a Antiguidade. Por consequência, o espaço atendia funções comerciais até o início do século 20.
Conforme registros históricos, a Grottino del Campidoglio passou por várias fases. Primeiro foi pedreira de extração de pedra; depois virou cisterna; em seguida, armazém comercial; e, no século 19, habitação popular de baixo custo.
Conforme historiadores, Mussolini queria criar uma “Roma fascista” que destacasse monumentos clássicos sem distrações subterrâneas. Por sua vez, comerciantes e moradores foram expulsos para outras regiões.
Em paralelo, o regime usou cinema e propaganda para amplificar a operação. Conforme registros, mais de 5.000 famílias foram realojadas no centro entre 1929 e 1935.
De fato, esse processo é hoje tema central da memória cultural italiana. Por consequência, o museu também terá módulo dedicado à história do fascismo no centro histórico.
US$ 2,8 milhões de restauração e abertura em 2026-2027
De acordo com a Internewscast Journal, o projeto de restauração consumiu cerca de US$ 2,8 milhões.

Por consequência, a infraestrutura inclui iluminação especial, painéis interpretativos e acessibilidade para visitantes com mobilidade reduzida.
Em paralelo, tours guiados serão oferecidos em vários idiomas. A capacidade prevista é de até 80 pessoas por sessão.
Conforme o calendário oficial, a abertura ocorre no fim de 2026 ou início de 2027. Por outro lado, ainda não há data exata fechada.
Anforas, anéis de ferro e equipamentos da Antiguidade
Os arqueólogos encontraram diversos objetos durante a restauração. Conforme o projeto, anforas romanas estão entre os achados mais importantes.

De fato, anéis de ferro fixados nas paredes indicam que o local serviu de estábulo em algum período.
Em paralelo, foram registradas marcas de uso comercial nas paredes. Por sua vez, parte dos achados deve compor o circuito museológico expandido com peças do Museu Capitolino.
Conforme arqueólogos do projeto, alguns trechos não foram visitados por mais de um século. Em outras palavras, a equipe técnica é a primeira a documentar partes do circuito desde a década de 1920.
Capitólio romano: o centro de poder simbólico de Roma
O Capitólio é uma das sete colinas de Roma. Segundo a tradição, é o local de fundação simbólica da cidade.

Conforme a história, Michelangelo projetou a Piazza del Campidoglio no século 16. A geometria da praça segue o desenho original do artista florentino.
Em paralelo, o Palazzo Senatorio funciona como sede da prefeitura de Roma há quase oito séculos. Por consequência, a o circuito subterrâneo fica literalmente sob o governo municipal.
Outros achados arqueológicos recentes seguiram trajetória parecida. A câmara secreta lacrada há 4.500 anos na Pirâmide de Quéops também ganhou atenção do turismo internacional.
A Grottino del Campidoglio em números
- 3.000 m² de túneis subterrâneos
- 985 pés (~300 m) de profundidade máxima
- US$ 2,8 milhões de orçamento de restauração
- 1929: ano em que Mussolini selou o complexo
- 2026-2027: janela prevista para abertura ao público
Em comparação, a cidade medieval de Rungholt redescoberta no Mar do Norte mostra outro caso recente de patrimônio reincorporado ao turismo.
De fato, Roma soma agora mais um atrativo de longa duração. Por sua vez, a expectativa é de aumento da estadia média de turistas.
Em paralelo, a iluminação especial inclui projeções dinâmicas que simulam o uso histórico de cada câmara. Conforme arquitetos do projeto, a tecnologia segue padrão internacional adotado em Pompeia.
De fato, a abertura tem efeito direto sobre o turismo cultural de Roma. Em paralelo, a cidade espera receber mais de 30 milhões de visitantes em 2027.
Por consequência, a a cidade subterrânea entra na lista das principais novidades culturais do triênio 2026-2028.
Outras grandes obras de patrimônio italiano ocorrem em paralelo. Conforme o Ministério da Cultura, Pompeia também recebe novo circuito subterrâneo.
E o Brasil? Túneis e cisternas históricas no Centro do Rio
O Brasil também tem patrimônio subterrâneo. De acordo com o IPHAN, túneis históricos no Centro do Rio de Janeiro datam do século 19.
Em paralelo, parte das galerias urbanas em Salvador e Olinda também passou por restauração nos últimos anos.
Conforme analistas, o desafio brasileiro é o financiamento de longa duração. Por outro lado, o modelo italiano de orçamento dedicado e parceria com o setor privado pode servir como referência prática para projetos brasileiros similares.
De fato, o turismo cultural brasileiro perde estimados R$ 2 bilhões por ano por falta de circuitos integrados de patrimônio.
Ressalva: a o circuito ainda tem trechos fechados
Conforme a equipe, nem todo o complexo será aberto na primeira fase. Em paralelo, partes mais profundas exigem reforço estrutural.
Por outro lado, problemas de segurança e fluxo de visitantes ainda estão sendo definidos. Conforme o projeto, o ingresso terá controle por sessão limitada.
Será que o Brasil tem hoje patrimônio subterrâneo comparável que poderia virar atrativo turístico organizado? O caso Roma mostra o caminho: catalogação, restauração, integração ao circuito existente.
Ainda assim, a previsão é firme. Por consequência, Roma vai estrear em 2026-2027 um atrativo único: uma cidade subterrânea fechada por quase um século.
