Novo RG avança com serviços digitais nos estados e muda a forma como o cidadão inicia o pedido, acompanha a emissão e recebe o documento, mas a validação presencial continua obrigatória para confirmar dados, documentos e identidade com mais segurança.
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) já permite que parte do processo de emissão comece por canais digitais em estados como São Paulo e Minas Gerais, embora a validação presencial siga obrigatória para conferência de documentos, coleta de dados e confirmação da identidade.
Além da etapa online, os dois estados também oferecem possibilidade de envio pelos Correios, conforme as regras locais de atendimento, o que pode evitar um novo deslocamento até a unidade responsável pela entrega do documento físico.
O novo documento substitui gradualmente o antigo RG estadual e passa a usar o CPF como número único de identificação, mudança criada para reduzir duplicidades cadastrais e padronizar os registros civis em todo o território nacional.
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Em São Paulo, o Poupatempo informa que a CIN tem validade em todo o Brasil, reúne elementos de segurança como QR Code e permite acesso à versão digital pelo aplicativo Gov.br após a emissão da carteira física.
Nova CIN ainda exige atendimento presencial
Mesmo com a ampliação dos serviços digitais, a emissão da nova identidade não ocorre totalmente pela internet, porque o cidadão precisa comparecer à unidade de atendimento para apresentar documentos, confirmar dados e realizar os procedimentos necessários à emissão física.
Nos canais oficiais de São Paulo, o pedido pode ser iniciado pelo site do Poupatempo, pelo aplicativo Poupatempo SP.GOV.BR, pelo WhatsApp do órgão e também por totens de autoatendimento espalhados pelo estado.
Depois dessa etapa inicial, o atendimento presencial ocorre em postos do Poupatempo e unidades do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt, onde são feitos os procedimentos de conferência e validação do documento.
Em Minas Gerais, o caminho é semelhante, mas o agendamento ocorre pelo portal Cidadão MG ou pelo aplicativo MGApp, com preenchimento prévio de dados antes da ida ao posto indicado pelo serviço estadual.
A página oficial mineira informa que os dados cadastrais podem ser preenchidos online, mas a certidão anexada digitalmente não substitui a apresentação do documento original no dia do atendimento presencial.
Entrega da nova identidade pelos Correios
A retirada em uma unidade de atendimento deixou de ser a única opção em parte do país, já que alguns estados passaram a oferecer envio domiciliar após a conclusão da etapa presencial obrigatória.
No caso de São Paulo, o Poupatempo informa que a carteira de identidade fica pronta em até 22 dias úteis e pode ser enviada pelos Correios, sem cobrança nessa etapa indicada na página oficial do serviço.
Já em Minas Gerais, a entrega domiciliar aparece como uma etapa prevista no procedimento da CIN, mas depende da disponibilidade informada durante o atendimento realizado na unidade escolhida pelo cidadão.
Durante o atendimento presencial, o cidadão informa a forma de recebimento do documento, e, quando a entrega estiver disponível, a carteira é encaminhada pelos Correios para o endereço indicado no cadastro.
Quando o envio não estiver disponível ou não puder ser concluído, a retirada deve ocorrer em uma unidade de atendimento, conforme a orientação apresentada pelo serviço estadual responsável pela emissão da identidade.
O portal mineiro informa ainda que a CIN será enviada ao endereço indicado em até 15 dias úteis, com até três tentativas de entrega pelos Correios antes da devolução ao fluxo de retirada presencial.
Se as tentativas não tiverem sucesso, o documento poderá ficar disponível em um Centro de Distribuição de Documentos pelo prazo informado pelo serviço estadual, conforme as regras aplicadas em Minas Gerais.
Como pedir a Carteira de Identidade Nacional
Para iniciar o pedido, o cidadão deve acessar o canal oficial do estado onde mora e verificar quais unidades disponíveis realizam a emissão da Carteira de Identidade Nacional com agendamento prévio.
Em São Paulo, a solicitação pode começar pelos canais digitais do Poupatempo; em Minas Gerais, o agendamento e o preenchimento de dados podem ser feitos pelo Cidadão MG ou pelo aplicativo MGApp.
Na etapa presencial, é necessário levar a documentação exigida pelo serviço estadual, já que a conferência dos dados depende dos documentos originais apresentados pelo cidadão no dia do atendimento.
Em São Paulo, a relação inclui certidão conforme o estado civil atual e número do CPF; em Minas Gerais, o portal oficial também aponta CPF e certidão de nascimento ou casamento como documentos obrigatórios.
A fotografia oficial é feita durante o atendimento, o que dispensa o envio de imagem prévia na maior parte dos casos e mantém a padronização da identificação usada na nova carteira.
Minas Gerais informa que não é necessário levar foto 3×4, exceto quando uma criança não consegue posar sem apoio de terceiros, situação em que a imagem precisa seguir as regras estabelecidas pelo serviço.
Documento físico e versão digital no Gov.br
Depois da emissão da carteira em formato físico, a CIN digital fica disponível no aplicativo Gov.br, o que permite ao cidadão acessar a identidade também pelo celular, dentro das regras da plataforma federal.
O Poupatempo informa que o documento pode ser adicionado à carteira de documentos do aplicativo, enquanto Minas Gerais orienta que o acesso à versão digital exige conta Gov.br nos níveis Prata ou Ouro.
A primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional é gratuita, de acordo com as informações oficiais dos serviços estaduais consultados, mas a segunda via pode ter cobrança conforme a regra aplicada em cada estado.
Em Minas Gerais, a segunda via por perda ou extravio, dentro do período de validade, custa R$ 115,80, enquanto o serviço paulista informa gratuidade para a primeira via da nova identidade nacional.
O modelo antigo da carteira de identidade não perde validade de imediato, porque o RG anterior continua aceito até 23 de fevereiro de 2032, desde que esteja em condições de identificar o titular.
Essa regra reforça a importância de trocar documentos deteriorados, ilegíveis ou muito desatualizados, principalmente quando a fotografia antiga ou o estado de conservação dificulta a identificação em bancos, cartórios e órgãos públicos.
O que muda com o CPF como número único
A principal mudança está na unificação nacional do registro civil, já que o CPF passa a funcionar como identificador único, em vez de cada estado emitir uma numeração própria para o antigo RG.
Com essa padronização, a CIN reduz inconsistências cadastrais e facilita a validação da identidade em serviços públicos e privados, especialmente em situações que dependem de cruzamento de dados entre diferentes bases oficiais.
Na prática, o avanço digital simplifica o início do pedido, o acompanhamento do processo e o acesso à versão eletrônica, mas não elimina a necessidade de comparecimento presencial para confirmar a identidade.
Por isso, antes de agendar o serviço, o cidadão deve consultar o portal oficial do próprio estado, conferir documentos exigidos e verificar se há envio pelos Correios no município de atendimento escolhido.
Com o novo RG avançando pelos estados, a possibilidade de começar o pedido pelo celular e receber a identidade em casa será suficiente para reduzir filas e deslocamentos nos próximos anos?
