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Adolescente perdeu braços e pernas aos 3 anos para sobreviver após todos os órgãos falharem, reaprendeu a andar, virou atleta nas pistas da escola e agora mira uma medalha de ouro nas Paralimpíadas

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Escrito por Ana Alice Publicado em 13/07/2026 às 19:36 Atualizado em 13/07/2026 às 19:44
Chase Merriweather, amputado aos 3 anos após sepse, virou destaque no atletismo escolar e mira uma vaga nos Jogos Paralímpicos de 2028. - Imagem: 6abc Philadelphia/YouTube
Chase Merriweather, amputado aos 3 anos após sepse, virou destaque no atletismo escolar e mira uma vaga nos Jogos Paralímpicos de 2028. – Imagem: 6abc Philadelphia/YouTube
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A trajetória de Chase Merriweather reúne sobrevivência, adaptação e desempenho esportivo, com resultados no atletismo escolar dos Estados Unidos e uma meta internacional que começa a ganhar forma nas pistas da Pensilvânia.

Aos 16 anos, Chase Merriweather já transformou as pistas escolares em uma etapa concreta de seu projeto esportivo.

O adolescente da Pensilvânia, nos Estados Unidos, teve os braços e as pernas amputados após sofrer um choque séptico aos 3 anos.

Hoje, compete pela equipe de atletismo da Wissahickon High School e pretende disputar os Jogos Paralímpicos de 2028 ou 2032.

A temporada de 2026 marcou um avanço nessa trajetória.

Chase participou do campeonato estadual de atletismo organizado pela Pennsylvania Interscholastic Athletic Association, a PIAA.

Nos resultados oficiais da competição, realizada em maio, ele aparece em primeiro lugar na prova masculina dos 400 metros em que competiu, com o tempo de 55,76 segundos.

A marca esportiva ganha outro significado quando se observa o caminho percorrido pelo jovem desde a infância.

Segundo a emissora 6abc, Chase tinha apenas 3 anos quando apresentou um quadro grave de gripe, que teria evoluído para choque séptico.

A condição comprometeu o funcionamento de seus órgãos e levou os médicos a amputarem os quatro membros para preservar sua vida.

Do choque séptico ao reaprendizado

Chase contou à emissora que precisou reconstruir atividades básicas depois das amputações.

Além de aprender novamente a andar, teve de descobrir maneiras de brincar e acompanhar outras crianças.

O adolescente afirmou que o processo vivido por ele pode ajudar jovens que enfrentam situações semelhantes.

Em vez de apresentar uma fórmula única, Chase relaciona sua experiência às adaptações que precisou desenvolver ao longo dos anos.

A infância também foi acompanhada pela prática de diferentes modalidades.

Antes de concentrar seus esforços no atletismo, ele participou de atividades como natação, futebol e basquete, de acordo com a reportagem da 6abc.

Foi nas provas de pista, porém, que passou a competir de forma mais regular.

Chase Mayweather, de 16 anos, um atleta de atletismo que é amputado de quatro membros. Imagem: 6ABC
Chase Mayweather, de 16 anos, um atleta de atletismo que é amputado de quatro membros. Imagem: 6ABC

Chase Merriweather no atletismo escolar

Atualmente, Chase integra a equipe masculina da Wissahickon High School, escola localizada no Condado de Montgomery.

O estudante participa dos treinamentos e das competições ao lado dos demais integrantes do time, sem uma rotina separada para as atividades regulares conduzidas pela comissão técnica.

Don Betterly, treinador da equipe masculina de atletismo da escola, afirmou que não conhecia inicialmente todos os limites esportivos do aluno.

Com o avanço dos treinos e das provas, o técnico passou a escalá-lo de acordo com as vagas disponíveis nas disputas.

Betterly também disse que o desempenho de Chase continua apresentando novos resultados ao longo da temporada.

A avaliação sobre o impacto do atleta no restante da equipe foi feita pelo próprio treinador, que o classificou como uma influência positiva entre os colegas.

Uma temporada que chegou ao estadual

Antes de alcançar o campeonato estadual, Chase passou pelas etapas do calendário escolar da Pensilvânia.

Em maio de 2026, ele participou das disputas do Distrito 1, realizadas em Coatesville, onde registrou 54,84 segundos em uma prova de 400 metros, conforme dados de resultados esportivos da temporada.

A classificação permitiu que o adolescente seguisse com a equipe para o campeonato estadual da PIAA, disputado na Shippensburg University.

Na competição, Chase completou os 400 metros em 55,76 segundos e ficou na primeira posição da prova em que foi inscrito.

A participação no estadual atualizou uma declaração concedida antes da realização do evento.

Na ocasião, Chase dizia que 2026 já era seu ano mais bem-sucedido porque havia conseguido uma colocação em um encontro entre escolas, avançado para a disputa distrital e garantido presença na etapa estadual.

O resultado também acrescentou um dado objetivo à maneira como o adolescente mede sua evolução.

Em vez de considerar apenas a presença nos treinamentos, ele passou a reunir classificações e marcas registradas em competições oficiais.

Chase aparece nos registros esportivos como aluno da turma que deverá concluir o ensino médio em 2028.

Isso significa que ele ainda tem outras temporadas escolares para disputar provas, desenvolver suas marcas e buscar competições fora do circuito da escola.

Mayweather, um aluno do segundo ano do ensino médio na Pensilvânia, compete contra outro estudante usando lâminas de corrida protéticas. 6ABC
Mayweather, um aluno do segundo ano do ensino médio na Pensilvânia, compete contra outro estudante usando lâminas de corrida protéticas. 6ABC

O plano de chegar aos Jogos Paralímpicos

A meta declarada por Chase está além do calendário estudantil.

O adolescente pretende tentar uma vaga nos Jogos Paralímpicos e cita duas edições como possibilidades: Los Angeles, em 2028, ou os Jogos de 2032.

“Eu quero ganhar uma medalha de ouro”, afirmou o atleta ao falar sobre o objetivo.

A frase resume uma ambição que ainda depende de etapas esportivas, critérios de classificação e resultados em competições reconhecidas dentro do paratletismo.

Chase não anunciou, até o momento das reportagens consultadas, um cronograma detalhado de seletivas internacionais ou uma definição sobre em qual classe paralímpica pretende competir.

O plano apresentado publicamente permanece concentrado na tentativa de chegar aos Jogos e disputar uma medalha.

O adolescente também relaciona o esporte à necessidade de lidar com obstáculos de forma contínua.

Ao comentar sua experiência, usou uma comparação com as provas que disputa: “Você só precisa correr a sua corrida. Eu preciso correr a minha”.

A fala não elimina as exigências técnicas do caminho até uma Paralimpíada.

Para representar os Estados Unidos, Chase terá de avançar em competições específicas, atingir os critérios aplicáveis à sua categoria e conquistar espaço entre outros atletas do país.

Por enquanto, os resultados obtidos no atletismo escolar mostram qual é o ponto de partida.

Chase compete pela Wissahickon High School, chegou ao estadual da Pensilvânia e registrou uma vitória nos 400 metros durante a temporada de 2026.

Os próximos anos indicarão se esse percurso também o levará às pistas paralímpicas.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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