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Menino brasileiro superdotado de 10 anos descobre em sala de aula um ciclo curioso entre os números 13 e 16, transforma a ideia em pesquisa matemática e tem trabalho aprovado para a Bienal da SBM

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 28/06/2026 às 12:57 Atualizado em 28/06/2026 às 13:01
Menino de 10 anos nota padrão entre 13² e 16² durante aula, investiga ciclos matemáticos, vira autor de pesquisa e agora vai apresentar descoberta na Bienal de Matemática
Imagem: Divulgação
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Marcel Augusto Calassa Alcântara, membro da Mensa Brasil, transformou uma curiosidade em sala de aula em artigo sobre ciclos matemáticos, aprovado para apresentação na XII Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática

Uma pesquisa matemática criada por Marcel Augusto Calassa Alcântara, menino de 10 anos, foi aprovada para apresentação na XII Bienal de Matemática da Sociedade Brasileira de Matemática. O estudo nasceu após o estudante observar um ciclo entre os números 13 e 16 durante uma aula e investigar padrões ligados à soma dos algarismos de potências numéricas.

Pesquisa matemática do menino nasceu de um padrão entre 13 e 16

A investigação começou a partir de uma operação simples. Ao elevar 13 ao quadrado, o menino Marcel encontrou 169. Somando os algarismos do resultado, 1 + 6 + 9, chegou ao número 16.

Depois, repetiu o processo com o 16. O cálculo 16² resulta em 256. A soma dos algarismos, 2 + 5 + 6, leva novamente ao número 13. Assim, os dois números formavam um ciclo: 13 → 16 → 13.

A partir dessa observação, o estudante decidiu verificar se o mesmo comportamento poderia aparecer em outros números.

O que começou como curiosidade em uma aula de matemática se transformou em uma pesquisa com cálculos, testes, hipóteses, análise de padrões e aprofundamento teórico.

Marcel é membro da Associação Mensa Brasil, entidade que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais no País e representa oficialmente a Mensa Internacional, considerada a maior organização de alto QI do mundo.

Estudo mostra ciclos em sequências formadas por potências

A pesquisa matemática analisa uma sequência criada ao elevar um número a uma potência e, depois, somar os algarismos do resultado. A repetição desse processo permite observar se o número segue para novos valores ou entra em ciclos.

Segundo o material apresentado, Marcel demonstrou que esse tipo de sequência sempre acaba entrando em ciclos e que todos eles podem ser identificados dentro de um conjunto finito de números.

O estudo também permitiu classificar diferentes ciclos e comportamentos da função analisada. Com isso, a pesquisa contribui para compreender padrões relacionados à soma dos algarismos de potências numéricas.

O trabalho foi estruturado em formato de artigo e aprovado para integrar a XII Bienal de Matemática, evento da Sociedade Brasileira de Matemática que reúne pesquisadores, professores, estudantes e divulgadores científicos de várias regiões do Brasil.

Para Marcel, a aprovação representa uma oportunidade de compartilhar a descoberta e conviver com outras pessoas interessadas em aprender.

Fiquei muito feliz e animado. Eu gosto de matemática e de pesquisar coisas novas, então saber que outras pessoas acharam meu trabalho interessante foi muito legal. Também fiquei curioso para conhecer outros estudantes e aprender com eles”, afirmou.

Curiosidade e autonomia marcaram o desenvolvimento do trabalho do menino

A família associa a pesquisa a uma característica observada desde a infância: a vontade de entender como as coisas funcionam.

A mãe de Marcel, Glacy Calassa, afirma que a combinação entre curiosidade, autonomia e persistência chama atenção.

O que mais me impressiona em Marcel é a combinação entre curiosidade, autonomia e persistência. Quando encontra um tema que desperta seu interesse, ele não se contenta com respostas prontas. Faz perguntas, pesquisa, lê livros, conversa com pessoas, cria hipóteses e procura verificar se elas fazem sentido”, disse.

Para Glacy, a aprovação na Bienal mostra que a produção de conhecimento também pode surgir de perguntas feitas por crianças, quando há espaço para investigação.

A aprovação na Bienal mostra que as crianças não são apenas capazes de aprender conhecimento. Elas também podem produzir conhecimento quando encontram espaço para explorar suas próprias perguntas”, acrescentou.

A escola de Marcel também acompanhou o processo. Waldemar Nehgme, diretor do Doman School, afirmou que a aprovação foi recebida com alegria pelo colégio.

Sua trajetória demonstra como a curiosidade, o esforço e o apoio adequado do colégio e da família podem transformar o potencial de uma criança em realizações concretas. Para o colégio, é uma honra acompanhar esse desenvolvimento e incentivar o pensamento científico desde os anos iniciais”, declarou.

Trajetória inclui xadrez, ciência, robótica e projetos para crianças

A matemática é uma das áreas de interesse de Marcel, mas não a única. Nos últimos anos, ele participou de olimpíadas acadêmicas nacionais e internacionais, eventos de ciência e robótica, conquistou o título de Mestre Nacional de Xadrez e tornou-se integrante vitalício da International Junior Honor Society.

Segundo o material fornecido, essa condição de membro vitalício foi alcançada por meio de participações consecutivas e desempenho acadêmico consistente ao longo dos anos, reconhecimento obtido por poucos estudantes de sua faixa etária.

A trajetória também inclui a publicação de um livro inspirado em uma experiência durante um hackathon ligado à NASA e a apresentação de um pôster científico em evento promovido pela Mensa Brasil.

Marcel ainda participa de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de crianças com altas habilidades. Entre elas estão encontros da Mensa Brasil, que reúnem famílias, estudantes e profissionais em atividades de integração, aprendizagem e troca de experiências.

A mãe afirma que esses espaços ajudaram Marcel a conviver com outras crianças interessadas em matemática, ciência, leitura e xadrez.

Segundo ela, os encontros também mostraram que gostar de aprender pode ser algo positivo e compartilhado.

O menino também criou iniciativas próprias. Aos 4 anos, idealizou o projeto Xadrez na Praça, com o objetivo de reunir crianças para jogar, aprender e fazer amizades. A proposta cresceu e deu origem ao Clubinho STEAM do Marcel.

Atualmente, o projeto reúne crianças e famílias em clubes de leitura, desafios matemáticos, atividades científicas, xadrez, passeios educativos e encontros no Parque da Cidade para troca de conhecimentos.

O que eu mais gosto é encontrar meus amigos e outras crianças que gostam das mesmas coisas que eu. Conversamos sobre matemática, jogos, livros e xadrez. É divertido porque cada pessoa sabe algo diferente e sempre aprendo alguma coisa nova”, contou Marcel.

Além da participação na Bienal, Marcel foi convidado para integrar um projeto social voltado ao ensino de matemática para crianças, com início previsto para o segundo semestre.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da Associação Mensa Brasil, da Sociedade Brasileira de Matemática e dos depoimentos de Marcel Augusto Calassa Alcântara, Glacy Calassa e Waldemar Nehgme, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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