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Governo já liberou o novo RG para 52 milhões de brasileiros com CPF único, biometria integrada, versão digital no Gov.br e validade nacional

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 09/05/2026 às 02:26 Atualizado em 09/05/2026 às 02:28
Novo RG com CPF único já foi emitido para 52 milhões de brasileiros e substituirá documento antigo até 2032.
Novo RG com CPF único já foi emitido para 52 milhões de brasileiros e substituirá documento antigo até 2032.
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Documento unifica CPF como identificação nacional, amplia segurança contra fraudes e acelera integração digital de serviços públicos, enquanto milhões de brasileiros antecipam a troca do RG antigo antes do prazo final definido pelo governo federal para fevereiro de 2032.

Segundo dados divulgados pelo governo federal em maio, mais de 52 milhões de Carteiras de Identidade Nacional já foram emitidas em todo o país, consolidando a substituição gradual do antigo RG estadual pelo CPF como número único de identificação civil dos brasileiros.

Além de unificar os registros em território nacional, a mudança busca reduzir fraudes, dificultar duplicidades cadastrais e integrar bases públicas de identificação, enquanto a versão digital disponível no Gov.br amplia o acesso aos serviços públicos e documentos oficiais.

Com validade nacional e reconhecimento nos países do Mercosul, a CIN passou a concentrar os mecanismos mais recentes de segurança documental adotados pelo governo federal, incluindo biometria, QR Code e integração entre sistemas digitais de identificação.

Prazo para trocar o RG antigo já está definido

Embora o modelo antigo de RG continue válido por mais alguns anos, o governo definiu 28 de fevereiro de 2032 como prazo final para a substituição definitiva do documento em todo o território nacional, permitindo uma transição gradual entre os sistemas de identificação.

Ainda assim, a recomendação oficial é que a troca seja feita com antecedência para evitar aumento nas filas e maior procura perto do encerramento do prazo, principalmente porque a primeira via da CIN em papel continua sendo emitida gratuitamente.

Segundo Rogério Mascarenhas, secretário de Governo Digital do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a nova identidade vai além da segurança pública.

Para o governo, ela funciona como porta de entrada para serviços públicos e benefícios sociais.

O que muda com a nova Carteira de Identidade Nacional

Entre as principais mudanças da nova carteira está a adoção do CPF como identificação civil única em todo o Brasil, encerrando a possibilidade de um mesmo cidadão possuir diferentes números de RG emitidos por estados distintos.

Ao mesmo tempo, a integração com biometria, QR Code e bases oficiais reforça a segurança tanto do documento físico quanto da versão digital, reduzindo riscos de falsificação e inconsistências cadastrais em serviços públicos.

Também passou a ser possível reunir, na versão digital da CIN, informações ligadas a outros documentos, como CNH, título de eleitor e registros trabalhistas, dependendo da disponibilidade das bases integradas e das regras estabelecidas pelos órgãos responsáveis.

Versão digital do Gov.br ganha espaço entre brasileiros

Depois da emissão do documento físico, o cidadão pode acessar a versão digital pelo aplicativo Gov.br.

A carteira aparece na área de documentos, com a mesma validade jurídica da versão impressa.

A funcionalidade facilita o acesso a serviços públicos digitais e pode reduzir a necessidade de apresentar documentos em papel em várias situações.

Ainda assim, a versão física continua sendo importante, principalmente em atendimentos presenciais.

Regras do INSS terão calendário específico

As regras de biometria para benefícios do INSS e programas sociais foram reorganizadas pela Portaria SGD/MGI nº 2.907/2026.

Quem não possui nenhum cadastro biométrico deverá emitir a CIN a partir de janeiro de 2027 para novos cadastros, concessões ou renovações.

Já quem tem biometria registrada em bases como título de eleitor, CNH ou passaporte terá prazo maior.

Para esse grupo, a CIN passa a ser exigida como base biométrica a partir de janeiro de 2028.

Como emitir a nova identidade nacional

A emissão começa pelo agendamento no órgão de identificação do estado.

Em geral, o cidadão deve acessar o portal indicado pelo governo estadual ou entrar pelo endereço oficial Gov.br voltado à Carteira de Identidade Nacional.

No dia marcado, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento, além de outros documentos que o estado possa exigir.

Durante o atendimento, são coletadas foto, assinatura e biometria. Após o processamento, o cidadão acompanha a solicitação pelo canal do órgão emissor.

Quando o documento fica pronto, a retirada ocorre no local indicado no atendimento ou no sistema estadual.

A nova carteira integra uma política nacional de identificação civil e será adotada de forma progressiva até 2032.

Até lá, o RG antigo segue aceito, mas a CIN passa a concentrar as atualizações de segurança, biometria e acesso digital aos serviços públicos.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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