O governo de Santa Catarina mantém um benefício pouco conhecido que paga R$ 619,01 por mês por cada criança nascida em gestação múltipla de trigêmeos ou mais. Segundo o NSC, o auxílio já repassou mais de R$ 1 milhão nos quatro primeiros meses de 2026 e se estende até que os filhos completem 18 anos, atendendo atualmente cerca de 140 famílias cadastradas.
Existe um benefício estadual em Santa Catarina que a maioria das famílias brasileiras desconhece. O Benefício de Gestação Múltipla é um auxílio financeiro mensal pago pelo governo catarinense a famílias de baixa renda que tiveram trigêmeos ou mais filhos em uma mesma gestação, no valor de R$ 619,01 por criança. Se uma família teve trigêmeos, recebe três parcelas individuais todo mês. Se teve quadrigêmeos, são quatro. E o pagamento não é temporário: continua sendo depositado até que cada criança complete 18 anos de idade.
Nos quatro primeiros meses de 2026, o programa já repassou R$ 1.025.885,27 às famílias beneficiárias, conforme dados do governo do estado. O auxílio é gerido pela Secretaria de Estado da Assistência, Mulher e Família (SAS) e atende atualmente cerca de 140 famílias, com um número de beneficiários individuais que varia mês a mês conforme crianças completam a maioridade ou novos cadastros são aprovados. Entre janeiro e abril, o número de beneficiários oscilou entre 411 e 420 crianças atendidas por mês.
Quem tem direito ao benefício

O benefício de gestação múltipla não é universal. Para ter acesso ao auxílio, a família precisa atender a um conjunto de critérios definidos em lei estadual, sendo o primeiro deles estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), o mesmo sistema utilizado para programas federais como o Bolsa Família. Além disso, a gestação precisa ter resultado em três ou mais crianças nascidas vivas, o que exclui gestações de gêmeos.
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Um ciclo vicioso que pode afetar, tanto a produção, quanto a demanda. Este é o cenário que está sendo construído pela política monetária empreendida pelo Banco Central (BC), que se obriga a manter um aperto monetário (vide Selic hoje no patamar de 14,25% ao ano), para conter uma inflação resiliente (projetada em 5,33% para 2026 pelo boletim Focus), como reflexo do desajuste fiscal (despesas superam receitas) patrocinado pelo governo federal, ‘de olho’ no pleito de outubro próximo.
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O critério de renda é determinante para a aprovação. A renda total da família, somada e dividida por todos os membros incluindo os recém-nascidos, deve ser igual ou inferior a 75% do salário mínimo vigente por pessoa. Esse cálculo inclui todos que vivem sob o mesmo teto e compartilham a renda familiar. Na prática, o benefício é direcionado a famílias em situação de vulnerabilidade que enfrentam a multiplicação repentina de gastos com alimentação, saúde, higiene e vestuário que uma gestação múltipla inevitavelmente provoca.
Residência e nascimento: as regras de territorialidade
O benefício é exclusivo para famílias catarinenses, mas a legislação prevê exceções para situações médicas. Os pais devem residir em Santa Catarina há no mínimo dois anos de forma ininterrupta antes do nascimento das crianças, uma exigência que busca garantir que o auxílio atenda moradores efetivos do estado e não pessoas que se mudem temporariamente para acessar o programa.
As crianças devem nascer no território catarinense, com uma exceção prevista em lei. Nos casos em que recomendação médica, falta de leito hospitalar ou ausência de unidade de terapia intensiva neonatal no estado obriguem a realização do parto em outro estado, o benefício continua sendo garantido. Essa previsão é importante porque gestações múltiplas frequentemente envolvem partos prematuros e complicações que podem exigir transferência para hospitais especializados em outros estados.
Como solicitar: passo a passo no CRAS
O caminho para acessar o benefício começa no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) mais próximo da residência da família. O responsável deve comparecer à unidade munido de documentação que comprove identidade, endereço, renda e a condição de gestação múltipla, iniciando um processo de cadastro que será analisado pela equipe técnica do órgão. Se todos os critérios forem atendidos, o auxílio é liberado.
A documentação exigida inclui carteira de identidade e CPF dos responsáveis, certidão de nascimento das crianças, caderneta de vacinação e comprovante de residência acompanhado de declaração que evidencie o período mínimo de moradia no estado. Para crianças em idade escolar, é necessário apresentar declaração ou atestado de frequência escolar, uma exigência que condiciona a manutenção do benefício à permanência dos filhos na escola. O comprovante de cadastramento no CadÚnico completa a lista de documentos necessários.
R$ 619,01 por criança: o que esse valor representa
Para uma família de baixa renda que acabou de ter trigêmeos, o benefício significa uma entrada mensal de aproximadamente R$ 1.857 somando as três parcelas individuais. Esse valor pode representar a diferença entre conseguir ou não arcar com fraldas, fórmulas infantis, consultas médicas e medicamentos para três recém-nascidos simultaneamente. Em gestações de quadrigêmeos ou quíntuplos, os valores sobem proporcionalmente, já que o pagamento é calculado por criança.
O fato de o benefício se estender até os 18 anos de cada filho é o que torna o programa especialmente relevante. Diferentemente de auxílios pontuais que cobrem apenas o período neonatal, a gestação múltipla implica custos elevados durante toda a infância e a adolescência. Material escolar, uniforme, alimentação e transporte multiplicados por três, quatro ou mais filhos da mesma idade representam um peso financeiro que não diminui com o tempo. A continuidade do benefício reconhece essa realidade e oferece suporte de longo prazo às famílias.
Os números de 2026: mais de R$ 1 milhão em quatro meses
Os dados oficiais do governo de Santa Catarina detalham a execução do benefício mês a mês nos primeiros quatro meses do ano. Em janeiro e fevereiro, 138 famílias foram atendidas em cada mês, totalizando 411 beneficiários individuais nos dois períodos. Em março, o número subiu para 141 famílias e 420 beneficiários. Em abril, houve uma leve redução para 140 famílias e 417 beneficiários, oscilação natural que reflete a entrada de novos cadastros e a saída de crianças que completaram 18 anos.
O valor total repassado entre janeiro e abril de 2026 foi de R$ 1.025.885,27, montante que evidencia o compromisso financeiro do programa estadual. Para o orçamento das famílias atendidas, esses recursos fazem parte da renda mensal fixa e permitem um planejamento mínimo das despesas domésticas. Para o estado, o custo do programa é relativamente modesto quando comparado a outras políticas assistenciais, mas o impacto direto na qualidade de vida das famílias atendidas é desproporcional ao investimento.
Um benefício que quase ninguém conhece
O Benefício de Gestação Múltipla é uma política pública estadual que existe, funciona e distribui mais de um milhão de reais a cada quadrimestre, mas que permanece praticamente desconhecido da população catarinense. Famílias que teriam direito ao auxílio podem estar passando por dificuldades financeiras sem saber que existe um programa desenhado exatamente para a sua situação, simplesmente porque a informação não chegou até elas.
Você conhecia o benefício de gestação múltipla de Santa Catarina? Deixe nos comentários se já ouviu falar desse auxílio antes, se conhece alguma família que poderia ter direito e se acha que outros estados deveriam criar programas semelhantes. Se você é de Santa Catarina e atende aos critérios, procure o CRAS mais próximo para saber mais. Compartilhe essa informação com quem pode precisar.
