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Governo do Estado quer transformar o Rio de Janeiro no maior polo produtor de energia eólica offshore do Brasil

15 de junho de 2022 às 12:42
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Novo decreto esclarece os requisitos para a cessão de uso de bem público de áreas offshore para fins de geração de energia elétrica – Foto: Reprodução/Governo Federal

Governo do Rio de Janeiro quer transformar o estado em um polo de energia eólica offshore, podendo gerar 27 GW de energia em seu litoral e atraindo US$ 85 bilhões em investimentos.

O Governo do Rio de Janeiro está impulsionando o setor de energia limpa no estado, que já conta com 9 projetos de energia eólica offshore em fase de licenciamento ambiental no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), podendo se tornar um dos principais polos de geração desta categoria de energia renovável no país. Caso sejam aprovados, os projetos devem representar um quarto de todo o investimento brasileiro no setor, sendo que, nos próximos anos, o Rio pode atrair mais de US$ 85 bilhões em recursos.

Governo comenta sobre vantagens estratégicas de transformar o do Rio de Janeiro um polo produtor eólico offshore

Segundo o governador Cláudio Castro (PL), o setor de energia eólica offshore é essencial na diversificação da matriz energética no Estado, assim como os benefícios gerados, principalmente em relação ao meio ambiente e geração de empregos. Segundo Castro, esse setor é considerado importante no mundo todo para a diversificação sustentável da matriz energética.

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Devido às suas características, o litoral fluminense disponibiliza vantagem competitiva para o desenvolvimento do polo de energia eólica offshore, e também conta com uma cadeia de serviços já desenvolvida. 

Trabalhe no Setor Eólico do Brasil

O Governo do Rio de Janeiro tem procurado entender as necessidades do setor para encontrar soluções que agilizem a instalação dos projetos e, assim, possibilitar também a geração de milhares de novos empregos e mais renda para a população fluminense.

Energia eólica offshore pode impulsionar indústria naval

Cássio Coelho, secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, que se reuniu com a empresa Neoenergia nesta segunda-feira (13), destacou o quanto a mudança da matriz no Rio de Janeiro pode contribuir com a indústria naval.

Segundo o secretário, esses projetos do Governo do estado podem possibilitar a expansão da segurança energética do Rio de Janeiro, um fator competitivo essencial para atrair novos investimentos e arrecadação tributária.

Além de poder apresentar o desenvolvimento de novas demandas para a indústria naval fluminense, como contratos para navios lançadores de cabos de energia, embarcações para transporte de torres, navios guindastes para o lançamento das torres, pás e complementos e também para manutenção das usinas eólicas offshore.

Os projetos também possibilitarão, a atração de fabricantes das pás e complementos. É importante ressaltar também que no dia 22 do próximo mês, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico promoverá um seminário sobre energias renováveis.

27 GW podem ser gerados no RJ

De acordo com informações de Sérgio Coelho, superintendente de petróleo e indústria Naval, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a principal área com potencial de geração de energia eólica vai de Arraial do Cabo até São Francisco de Itabapoana, totalizando 27 GW.

O Rio de Janeiro possui 25% dos projetos de energia eólica offshore do Brasil sendo desenvolvidos. Coelho ressalta que atualmente, no mundo existem 67 projetos comissionados voltados à energia eólica e outros 15 que serão comissionados nos próximos anos. A potência destes empreendimentos equivale à capacidade instalada de duas usinas hidrelétricas de Itaipu. 

Os empreendimentos contam com uma sinergia enorme com a indústria naval, desenvolvendo demandas no setor de energia eólica offshore. As entidades estão conversando muito com os principais players do setor para entender as necessidades e antecipar as soluções para a instalação dos projetos.

Os desafios para o desenvolvimento do setor de energia eólica offshore passam pela regulação de um ambiente de negócios que além de fomentar investimentos, reduz os impactos ambientais, favorecendo a transição energética. O Rio de Janeiro tem uma grande vocação para o desenvolvimento de oportunidades de negócio neste tipo de geração.

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