A nova fábrica produzirá exclusivamente motores industriais “de tração elétrica” em Santa Catarina, após investimento milionário da empresa
A empresa de motores elétricos e tintas industriais Weg está pretendendo elevar sua capacidade de produção em até 25% nos próximos anos, após fazer investimentos milionários na construção de uma nova fábrica no complexo industrial da companhia em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.
O foco do investimento feito na nova fábrica da Weg é a produção de motores industriais e “de tração elétrica”, de acordo com comunicado da companhia, sem expor maiores detalhes da empreitada nesta segunda-feira, 27. O investimento previsto é de aproximadamente 660 milhões de reais nos próximos três anos. A expectativa da Weg é a conclusão da construção da nova fábrica no primeiro trimestre de 2024.
“Além da ampliação dos prédios de fabricação de componentes e de logística de exportação, a Weg fez investimentos na fábrica que será construída dedicada a motores industriais e principalmente motores para atender o segmento de mobilidade elétrica”, afirmou a empresa.
-
Construtoras chinesas assumem obra para transformar antigo porto histórico do Benin em complexo turístico à beira-mar: projeto em Ouidah vai conectar La Marina, rota de 2 km e memorial do Portão do Não Retorno para redesenhar a costa atlântica africana com apelo global
-
Cidade americana vai rasgar rocha sob um riacho para construir túnel gigante de esgoto: obra histórica em Lynchburg ficará até 36 metros abaixo do Blackwater Creek, armazenará 17,8 milhões de litros e promete cortar 98% dos transbordamentos poluidores até 2027
-
Enquanto o mundo abre canais secos e rotas entre dois oceanos, o Brasil ainda discute as ferrovias que prometeu há décadas
-
Não é só a China: ponte gigante foi construída ao lado da rodovia e movida pronta durante operação de 12 horas
Ações da empresa após investimentos na nova fábrica
As ações da Weg tiveram uma queda após a abertura e recuaram 1% às 11h18, enquanto o Ibovespa avançava 0,25%, depois dos investimentos na nova fábrica. A Weg afirmou que os investimentos feitos farão dela uma fábrica modular, para permitir aumento gradual da capacidade de produção de acordo com o crescimento do mercado nos próximos anos.
De acordo com analistas do Itaú BBA, o anúncio da Weg foi “positivo”, reforçando a avaliação de crescimento da empresa no médio e longo prazos e captura de oportunidades no segmento de mobilidade elétrica.
“Nosso modelo precifica 20% de crescimento em equipamentos industriais eletroeletrônicos em 2022, 13% em 2023 e 12% depois disso. Instalações domésticas vão atender clientes locais e também gerar receitas com exportações para a Weg”, afirmaram os analistas Daniel Gasparete, Gabriel Rezende e Luiz Capistrano, em relatório.
Outras novas fábricas: Fábrica da gigante Nestlé em SP é a primeira da companhia no mundo a receber uma rede própria de internet 5G, com máquinas ‘conversando’ entre si
A fábrica da Nestlé, localizada no município de Caçapava, no interior do estado de São Paulo, responsável pela produção de 2 milhões de unidades do chocolate KitKat por dia, já apresenta internet 5G. Agora, a linha apresenta outro avanço tecnológico com o uso de ‘carro-robô’, cujo tempo de resposta é instantâneo.
A máquina é composta de uma antena que responde aos comandos de uma central. O dispositivo pode circular e frear mais rápido devido à rede 5G ultrarrápida. Graças ao 5G, a Nestlé consegue fazer com que a nova máquina transporte o wafer até a estação de chocolate para produzir o KitKat.
A rede da Nestlé existe graças a uma parceria entre a Ericsson e a Embratel. A faixa utilizada é a de 3,5 Ghz. Nos testes, a velocidade média de navegação chegou a 700 megabytes por segundo, enquanto a latência, que é o tempo de resposta entre equipamentos, foi de apenas 8 milissegundos.
A internet 5G proporcionou a conexão entre vários dispositivos ao mesmo tempo, algo que irá permitir o desenvolvimento de inteligência artificial, internet das coisas (IoT), realidade aumentada, armazenamento de dados na nuvem e outras funcionalidades. Futuramente, a fábrica poderá se transformar de automatizada para autônoma.
O presidente da Nestlé no Brasil, Marcelo Melchior, disse em entrevista ao Estadão/Broadcast que é como se a fábrica agora pudesse pensar sozinha. Por exemplo, a estação poderia identificar um estoque baixo de cacau e ordenar, de forma independente, o reabastecimento.
A rede da Nestlé também está sendo utilizada nos óculos de realidade aumentada, com imagens fiéis da planta, as quais ajudam a treinar os funcionários sem precisar parar a linha de produção. Os óculos ainda servem para manutenção remota, isto é, um técnico de outro país pode verificar um problema na linha sem ter de pegar um avião.

Seja o primeiro a reagir!