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Gigante de Santa Catarina zera dívida histórica de R$ 254,2 milhões, quita debêntures com dação de imóveis e ativos, recupera fôlego financeiro e promete retomada gradual e expansão em 2026

Escrito por Carla Teles
Publicado em 21/01/2026 às 20:02
Atualizado em 21/01/2026 às 20:05
Gigante de Santa Catarina zera dívida histórica de R$ 254,2 milhões, quita debêntures com dação de imóveis e ativos, recupera fôlego financeiro
Marisol zera dívida histórica com Acordo de Dação de Pagamento, recupera equilíbrio financeiro e prepara expansão em 2026 após reestruturar passivos.
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Marisol quita dívida histórica ligada a debêntures com dação de imóveis e ativos financeiros, recupera equilíbrio financeiro e prepara retomada gradual das operações em Jaraguá do Sul

A Marisol iniciou 2026 livre de uma dívida histórica de R$ 254,2 milhões, movimento que, segundo a própria companhia, devolve equilíbrio à estrutura financeira e marca o início de um novo ciclo de crescimento. O passivo era classificado como histórico exatamente por seu peso e duração, e a liquidação abre espaço para que a empresa reorganize prioridades, volte a olhar para o futuro e reforce a confiança em seu planejamento.

Com 61 anos de trajetória em Jaraguá do Sul, a gigante catarinense, dona de marcas como Lilica Ripilica, Tigor T. Tigre, Marisol, Mundo Ripilica, Lov’it, Hapier e Pakalolo, concluiu a liquidação integral de debêntures de origem não operacional, vinculadas à aquisição de cotas que pertenciam a terceiros.

A operação encerra um capítulo sensível da dívida histórica e é tratada internamente como ponto de virada, alinhado ao objetivo de retomar gradualmente as atividades operacionais e buscar expansão a partir de 2026.

Como a dívida histórica foi zerada

De acordo com comunicado ao mercado, a dívida histórica foi quitada por meio de um Acordo de Dação de Pagamento, estrutura em que o credor é pago com bens e ativos em vez de dinheiro.

No caso da Marisol, a liquidação das debêntures envolveu a cessão de imóveis não operacionais e de ativos financeiros da própria companhia e de sua holding controladora.

Essas debêntures tinham origem não operacional e estavam vinculadas à aquisição de cotas que pertenciam a terceiros, o que ajuda a explicar por que o passivo era visto como um fator à parte em relação à operação do dia a dia.

Ao usar ativos não diretamente ligados à produção para quitar a dívida histórica, a empresa preserva a base operacional e, ao mesmo tempo, elimina um compromisso de grande porte que vinha sendo carregado ao longo do tempo.

Dívida histórica equacionada e novo equilíbrio financeiro

Com o passivo equacionado, a Marisol afirma ter recuperado o equilíbrio financeiro e criado condições mais sólidas para planejar a retomada.

Na prática, significa que os compromissos financeiros remanescentes são, segundo a empresa, compatíveis com a atual capacidade operacional, o que reduz a pressão sobre o caixa e sobre as decisões de curto prazo.

Na comunicação ao mercado, a companhia destaca que o encerramento da dívida histórica de R$ 254,2 milhões marca o início de um novo ciclo, no qual a gestão passa a priorizar eficiência, rentabilidade e desenvolvimento de novos modelos de negócio.

Em vez de concentrar esforços em equacionar o passivo antigo, o foco agora é reorganizar o portfólio, fortalecer a operação e construir uma trajetória de crescimento sustentado ao longo dos próximos anos.

Retomada gradual e foco em crescimento em Jaraguá do Sul

A Marisol indica que, com a dívida histórica resolvida, existe espaço para uma retomada gradual das atividades operacionais.

O caminho anunciado passa por uma reativação organizada, sem pressa, mas com direção clara: reforçar a presença da companhia a partir de Jaraguá do Sul, cidade em que a empresa foi fundada e consolidou sua história ao longo de seis décadas.

Nesse novo ciclo, a estratégia comunicada é priorizar eficiência e rentabilidade, com atenção à qualidade da operação e ao uso racional de recursos.

Em vez de uma expansão acelerada a qualquer custo, a retomada é descrita como gradual, alinhada à capacidade atual da empresa e à realidade do mercado em que atua.

A quitação da dívida histórica funciona como o ponto de partida para essa reorganização, permitindo que decisões de investimento sejam tomadas com base em uma estrutura financeira mais estável.

Marcas fortes e portfólio em posição de retomada

Ao mesmo tempo em que zera uma dívida histórica, a Marisol preserva um portfólio de marcas reconhecidas no mercado.

A companhia segue como dona de nomes como Lilica Ripilica, Tigor T. Tigre, Marisol, Mundo Ripilica, Lov’it, Hapier e Pakalolo, o que lhe garante um ativo intangível relevante para qualquer plano de retomada e expansão.

A empresa indica que o cenário atual permite voltar a investir em pessoas, projetos e parcerias estratégicas, sinalizando que o fortalecimento das marcas e a busca por novos formatos de negócio fazem parte do plano.

Em um contexto em que a dívida histórica já não ocupa o centro da agenda, a tendência é que a energia da gestão se volte mais para desenvolvimento de produto, relacionamento com o mercado e desenho de canais que façam sentido para o novo momento da companhia.

Próximos passos após o fim da dívida histórica

Com a dívida histórica de R$ 254,2 milhões liquidada, a empresa afirma que seus demais compromissos financeiros estão alinhados à capacidade de geração de caixa atual.

Isso cria um ambiente mais favorável para planejar expansão em 2026, dentro de uma lógica que combina crescimento gradual e disciplina financeira.

O próprio discurso da Marisol aponta para um equilíbrio entre cautela e ambição: de um lado, a necessidade de consolidar o novo patamar de endividamento; de outro, a intenção de retomar investimentos em pessoas, projetos e parcerias, aproveitando o alívio trazido pelo acordo de dação de pagamento.

Encerrar uma dívida histórica não resolve todos os desafios, mas muda de forma importante a base sobre a qual a empresa passa a tomar decisões estratégicas.

E você, acha que o fim dessa dívida histórica é suficiente para recolocar a Marisol em um ciclo consistente de crescimento nos próximos anos?

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Carla Teles

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