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Gigante da tilápia coloca R$ 12 milhões na mesa, inaugura mega fábrica no Brasil e vai processar até 20 toneladas de peixe por dia, criando empregos e fortalecendo a agricultura familiar

Publicado em 17/06/2026 às 15:36
Atualizado em 17/06/2026 às 15:38
Gigante da tilápia inaugura fábrica
Imagem: Ilustração
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Com capacidade inicial para cinco toneladas por dia e estrutura preparada para chegar a 20 toneladas diárias, nova unidade da Coopram fortalece a piscicultura, a agricultura familiar e a geração de empregos no Espírito Santo

Um investimento de aproximadamente R$ 12 milhões vai ampliar a produção de tilápia no Espírito Santo com uma nova unidade industrial da Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins, a Coopram. A estrutura será inaugurada em julho, começará processando cinco toneladas por dia e já foi preparada para chegar a 20 toneladas diárias, fortalecendo produtores rurais, empregos e a piscicultura capixaba.

Gigante da tilápia inaugura fábrica
Imagem: Coopram

Unidade amplia escala da produção de tilápia

A nova unidade de beneficiamento de pescados marca uma mudança de escala na atuação da Coopram. A estrutura entra em operação com capacidade inicial para processar cinco toneladas de tilápia por dia, mas foi projetada para alcançar até 20 toneladas diárias.

Na prática, o investimento aumenta a capacidade de industrialização da cadeia produtiva. Com isso, a cooperativa poderá ampliar a oferta de pescado beneficiado e de produtos derivados para diferentes mercados.

O empreendimento é apresentado como um dos maiores investimentos recentes da piscicultura capixaba.

A nova fábrica também reforça a presença do cooperativismo na organização da produção rural, principalmente entre pequenos produtores.

Cooperativa reúne produtores e fortalece renda no campo

A Coopram atua com centenas de produtores rurais no Espírito Santo. Além da piscicultura, a cooperativa também reúne agricultores ligados à produção de café, feijão, mel, temperos, abacate, frutas e outras culturas da região serrana capixaba.

Na produção de tilápia, cerca de 150 cooperados participam diretamente da atividade. O modelo coletivo ajuda na organização da produção, na assistência técnica e na comercialização, pontos considerados essenciais para que pequenos produtores acessem mercados maiores.

Segundo Darli José Schaefer, presidente da cooperativa, a tilápia deixou de ser apenas uma atividade complementar para muitas famílias.

Ele afirma que, com a organização da cooperativa, a criação passou a representar negócio, renda e oportunidade de permanência no campo com dignidade.

Gigante da tilápia inaugura fábrica
Imagem: Ilustração

Industrialização abre caminho para novos produtos

A nova estrutura não será usada apenas para ampliar o processamento do pescado in natura. A expectativa da cooperativa é avançar na produção de itens derivados, com maior valor agregado e maior alcance comercial.

Entre os produtos previstos estão hambúrguer de tilápia, kibe de peixe, bolinho de tilápia e cortes processados e embalados para o varejo. Essa diversificação permite que o pescado chegue ao consumidor em diferentes formatos.

A verticalização também reduz a dependência da venda do produto bruto. Com a industrialização, a cooperativa pode buscar espaço em supermercados, redes atacadistas e canais de distribuição nacional.

Empregos e cadeia produtiva ganham impacto regional com pescados

A expansão da unidade deve gerar cerca de 30 empregos diretos imediatos. A projeção apresentada é de que o número ultrapasse 100 novas vagas nos próximos anos, além de empregos indiretos ao longo da cadeia produtiva.

O impacto não se limita à produção de peixe. A nova estrutura movimenta áreas como transporte, logística, fornecedores, assistência técnica, comércio regional e serviços ligados ao beneficiamento do pescado.

O avanço da piscicultura no Espírito Santo chama atenção pela combinação entre produção familiar, cooperativismo e industrialização.

O modelo mostra como uma atividade antes complementar nas propriedades rurais pode se transformar em fonte mais estruturada de renda.

Com a nova fábrica, a Coopram fortalece sua posição dentro da cadeia da tilápia e amplia sua capacidade de atender mercados mais exigentes.

Para os produtores envolvidos, o projeto representa mais organização, maior escala produtiva e novas possibilidades econômicas no interior.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido sobre a Coopram e a nova unidade de beneficiamento de tilápia no Espírito Santo, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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