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Fundo de petróleo da Noruega retira a Petrobras da lista de observação

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 03/12/2019 às 13:22

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O Conselho de Ética do banco central da Noruega, Norges Bank, revogou a “observação” da Petrobras, o fundo acredita que o risco de corrupção na empresa está reduzido.

O Conselho de Ética que gere o fundo soberano norueguês de 1 bilião de dólares, retirou a Petrobras de uma lista de empresas que poderiam ser descartadas para receber investimentos devido ao risco de corrupção.  Bolsonaro inaugura ultracentrífugas na FNC e governo afirma que o edital da usina nuclear Angra 3 sai em 2020

O Fundo Soberano da Noruega, o maior do mundo e sustentado com petrodólares, toma decisões sobre a observação e exclusão de empresas da carteira do Fundo. A Petrobras esteve sob observação do banco desde 2016 devido ao risco de corrupção grave.

O Conselho de Ética havia recomendado, em 2015, que a Petrobras fosse colocada sob observação após revelações de que executivos seniores da empresa e seus fornecedores mais importantes operavam há uma década um sistema em que o pagamento de propinas era um pré-requisito para ganhar contratos com a Petrobras.

O Norges Bank disse nesta terça-feira, 3 de dezembro,  que o Conselho de Ética acredita que “o risco de corrupção está agora reduzido”.

O banco baseia sua avaliação no acordo legal com as autoridades norte-americanas, que confirma que a Petrobras implementou medidas abrangentes de melhoria desde o início da investigação, em 2014.

“Com base nessas informações, o Conselho de Ética recomendou que o banco revogue a observação”, disse o Banco.

“O Conselho também gostaria de ressaltar que o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal do Brasil definiram oficialmente a Petrobras como vítima na investigação da Lava Jato, e que a empresa está, portanto, auxiliando as autoridades promotoras em muitos processos criminais em andamento”, disse o Conselho de Ética.

Em 2018, o fundo soberano detinha 0,83% da Petrobras, com o percentual avaliado na época em torno de US$ 5,7 bilhões.

Para lembrar, em outra história relacionada ao suborno no Brasil, a construtora sul-coreana Samsung Heavy Industries na semana passada concordou em pagar uma multa de US$ 75 milhões como parte de um acordo alcançado com o Departamento de Justiça dos EUA sobre a investigação de suborno relacionada a uma construção de um navio-sonda de 2007 envolvendo a Petrobras e a empresa de perfuração Pride.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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