Bolsonaro inaugura ultracentrífugas na FNC e governo afirma que o edital da usina nuclear Angra 3 sai em 2020

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O Brasil faz parte de um seleto grupo de 12 países reconhecidos internacionalmente pelo setor nuclear e detém uma das 7 maiores reservas de urânio do mundo

A usina nuclear Angra 3 volta a ficar em evidência após o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, dizer que o edital de licitação para retomada das obras da usina será publicado no segundo trimestre de 2020. Quatro grupos estrangeiros disputam Usina Angra 3 e modelagem servirá para oito novas usinas.

De acordo com o ministro o documento está sendo finalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O importante é que retomamos o processo”, disse o parlamentar que, em seguida, sinalizou sobre o modelo de negócio.

Quanto às obras, a expectativa é que a retomada aconteça no final do próximo ano ou início do ano seguinte, completou o ministro em discurso.

Atualmente, o setor nuclear é responsável por 2% da matriz energética do país, conforme destacou em publicação o Valor Econômico.

Através de um decreto presidencial, a retomada das obras da usina nuclear Angra 3 foi incluída como parte do portfólio do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do governo federal.

O anúncio  feito pelo ministro ocorreu na sexta-feira, 29, no evento da inauguração da 8ª cascata de ultracentrífugas, na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende (RJ), que também contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, que, por sua vez, não discursou.

A unidade pertence à estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Com a entrada em operação da cascata, a INB aumentará em 20% a produção de urânio enriquecido no País, sendo possível produzir 60% do necessário para abastecer a usina nuclear de Angra 1.

O governo federal investiu, em 2019, um total R$ 18 milhões no projeto. “Essa conquista deve ser motivo de orgulho para todos os brasileiros, visto que o enriquecimento de isotópico de urânio é uma tecnologia de ponta, 100% nacional, desenvolvida na nossa querida Marinha do Brasil, com a parceria do Instituto de Pesquisa Energéticas e Nucleares (Ipen), lá em São Paulo. O domínio dessa tecnologia é uma fase fundamental para a fabricação do elemento-combustível que abastece atualmente os reatores das usinas Angra 1 e 2, a futura operação de combustível para Angra 3 e os reatores de pesquisa brasileiros em desenvolvimento”, afirmou o presidente da INB, Carlos Freire Moreira.

O Brasil faz parte de um seleto grupo de 12 países reconhecidos internacionalmente pelo setor nuclear como detentores de instalações para enriquecimento de urânio com diferentes capacidades industriais de produção.

O Brasil possui uma das sete maiores reservas de urânio do mundo. Encontrado em sua forma natural, o material não produz energia.

Flavia Marinho

About Flavia Marinho

Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e experiente na indústria de construção naval. OBS: Não contratamos, então não envie currículos! Informações sobre empregabilidade apenas no site.