Campfire Audio lança Chimera com 9 drivers, subwoofer por condução óssea, fibra de carbono e preço próximo de R$ 37 mil.
O mercado de áudio premium acaba de ganhar um dos fones intra-auriculares mais extremos já lançados. A Campfire Audio apresentou o Chimera, novo modelo flagship da marca americana voltado para audiófilos e profissionais de áudio que buscam um nível de detalhamento muito acima do encontrado em fones sem fio populares.
O Chimera chama atenção porque reúne uma combinação rara de materiais e engenharia acústica. Cada lado do fone utiliza 9 drivers independentes, incluindo tweeters eletrostáticos, drivers balanceados, driver dinâmico e um sistema de condução óssea voltado para reforço físico das frequências graves. Tudo isso dentro de uma estrutura feita de fibra de carbono, magnésio e detalhes em latão.
O resultado é um produto que praticamente cria uma categoria própria no áudio portátil. O problema é o preço: o novo Campfire Audio Chimera custa US$ 7.500, valor equivalente a aproximadamente R$ 37 mil na conversão direta de maio de 2026.
-
Quanto custa ter internet via satélite da Starlink no carro, caminhão e motorhome? Veja os preços da antena, acessórios e planos
-
Cientistas transformam restos de comida em combustível de aviação, testam mistura de 50% com querosene convencional e apontam caminho capaz de reduzir emissões, reaproveitar resíduos urbanos e tornar os voos mais sustentáveis no futuro
-
Até três dias sem precisar recarregar: novo celular da OnePlus, o N6, terá bateria de 8.000 mAh, carregamento SuperVOOC de 45W e será lançado em breve na Índia
-
Depois da gigantesca muralha submarina de 80 km, cientistas estudam lançar bolhas de ar no fundo do mar para tentar bloquear a água quente que corrói a geleira do Juízo Final por baixo e ganhar tempo contra um colapso capaz de elevar o nível dos oceanos
O Campfire Audio Chimera usa 9 drivers em cada lado para dividir diferentes frequências do som
A arquitetura sonora do Chimera é o principal motivo pelo qual o modelo virou assunto entre audiófilos. Segundo informações divulgadas pela Campfire Audio, o fone utiliza um conjunto híbrido extremamente complexo com múltiplos tipos de drivers trabalhando juntos.
O sistema inclui um driver dinâmico de 10 mm para graves, driver balanceado de dupla membrana para médios, dois balanced armatures adicionais para clareza sonora, quatro tweeters eletrostáticos para altas frequências e um driver de condução óssea dedicado ao reforço físico dos graves.
Na prática, a ideia é dividir o espectro sonoro entre componentes especializados. Isso permite que cada parte do áudio seja reproduzida por drivers desenvolvidos especificamente para determinadas frequências, reduzindo distorções e aumentando o detalhamento do som.
O sistema de condução óssea tenta fazer o usuário “sentir” os graves
Um dos recursos mais incomuns do Chimera é justamente o driver de condução óssea. Esse sistema não trabalha apenas reproduzindo som pelo canal auditivo tradicional. Parte da vibração física é transmitida através da estrutura do fone para aumentar a sensação de impacto nas frequências graves.
A tecnologia já apareceu em alguns modelos ultra premium nos últimos anos, mas ainda continua extremamente rara no mercado.
A proposta da Campfire Audio é criar uma experiência mais física e imersiva, especialmente em subgraves profundos.
É justamente esse tipo de engenharia que distancia o Chimera de modelos convencionais como AirPods Pro, Galaxy Buds ou Sony WF-1000XM5.
O fone usa materiais premium como fibra de carbono, magnésio e latão
Além da parte sonora, o Chimera também aposta fortemente em construção premium.

A Campfire Audio afirma que o modelo utiliza carcaça de magnésio com revestimento PVD, além de faceplates feitos com fibra de carbono e latão usinados em CNC.
Segundo a marca, o próprio processo de fabricação faz com que cada unidade tenha pequenas diferenças visuais no acabamento.
Isso transforma cada par em uma peça praticamente única. O visual acaba reforçando a proposta do produto: um equipamento de áudio portátil tratado quase como item artesanal de luxo.
Os tweeters eletrostáticos são raros até entre fones premium
Outro detalhe técnico importante é o uso de quatro tweeters eletrostáticos por lado. Drivers eletrostáticos são conhecidos por entregar altíssimo nível de resolução em frequências agudas, com sensação de ar, microdetalhes e separação sonora muito acima da média.
O problema é que esse tipo de tecnologia costuma ser caro, complexo e difícil de miniaturizar.
Por isso, a presença de quatro unidades em cada lado ajuda a explicar o posicionamento extremo do Chimera dentro do mercado de áudio high-end. O modelo claramente não foi desenvolvido para o consumidor comum.
A Campfire Audio também criou um cabo premium específico para o modelo
O pacote inclui um cabo chamado Valence-6, desenvolvido pela ALO Audio. Segundo a Campfire Audio, o acessório utiliza quatro condutores de cobre e dois condutores híbridos de cobre com prata.
O objetivo é reduzir interferências, melhorar condução elétrica e preservar o máximo possível do sinal sonoro. O kit ainda acompanha diferentes ponteiras de silicone e espuma, estojo de transporte e acessórios de limpeza.
Em produtos desse nível, praticamente todos os componentes entram na proposta de áudio extremo.
O preço coloca o Chimera em um universo completamente diferente dos fones populares
O valor de US$ 7.500 transformou o Chimera em um dos fones intra-auriculares mais caros já lançados pela Campfire Audio.
Segundo comparações feitas pela imprensa especializada, o modelo custa dezenas de vezes mais que AirPods Pro e outros fones premium sem fio populares.
Isso acontece porque o público-alvo não é o usuário comum que escuta música no celular durante o dia.
A Campfire Audio mira audiófilos extremos, engenheiros de áudio, produtores musicais e consumidores dispostos a pagar valores muito altos por equipamentos considerados referência em fidelidade sonora.

