Físico alemão explica limites da termodinâmica, compara eficiência real de motores elétricos e a combustão, analisa e-combustíveis e reforça debate europeu sobre a possível flexibilização da proibição de vendas a partir de 2025
Um físico alemão afirmou que veículos elétricos são até seis vezes mais eficientes que carros a combustão, debate reacendido às vésperas de 16 de dezembro, quando a União Europeia decidirá se flexibiliza a proibição de vendas desses modelos a partir de 2025.
A União Europeia anunciará em 16 de dezembro se irá flexibilizar a atual proibição da venda de carros com motor de combustão interna a partir de 2025, medida solicitada por diversos governos, com exceção da Espanha, e por CEOs de montadoras como Stellantis e Skoda.
O debate envolve fatores econômicos e políticos, incluindo a posição da Toyota, que não acredita na venda em larga escala de carros elétricos, mas também argumentos científicos sobre eficiência energética apresentados por especialistas do setor.
-
Bajaj criou uma moto popular que pode passar dos 800 km por tanque: Platina 100 tem motor 99,59 cc, tanque de 11 litros e consumo que pode chegar a 75 km/l em relatos de donos
-
Custando menos que Corolla e Civic: com motor 2.0 flex de até 167 cv, câmbio automático de 6 marchas, entre-eixos de 2,70 metros, porta-malas de 520 litros e seis airbags de série, este sedã surpreende pelo espaço, segurança e custo-benefício: conheça o Kia Cerato EX 2020
-
Mais barato que HB20S, Yaris e Virtus: com motor 1.4 flex de até 106 cv, câmbio automático de 6 marchas, porta-malas de 500 litros e manutenção simples, este sedã da Chevrolet custando cerca de R$ 65 mil e permanece entre os seminovos mais procurados do Brasil: conheça o Prisma LTZ 2019
-
Stellantis estuda produzir carros da chinesa Dongfeng em fábrica no Brasil e pode impulsionar nova fase para compactos, picapes e SUVs
Nesse contexto, o físico e divulgador científico alemão Johannes Kückens destacou que o carro elétrico é até seis vezes mais eficiente do que um veículo com motor de combustão interna, mesmo quando este utiliza combustíveis sintéticos ou e-combustíveis.
Limites físicos dos motores a combustão
Em declarações divulgadas pelo DerStandard, Kückens criticou a ideia de “motores de combustão eficientes”, cuja manutenção é obrigatória em diversos países, afirmando que esses sistemas enfrentam limites intransponíveis impostos pela Física.
Segundo o físico, o motor de combustão interna é regido sem exceção pela segunda lei da termodinâmica, que estabelece que a conversão de calor em movimento nunca pode ser completa, resultando sempre em perdas significativas de energia.
Ele explica que, em condições reais de uso, um motor moderno a diesel ou gasolina opera com eficiência útil máxima de 25%, enquanto o restante da energia é dissipado principalmente na forma de calor residual.
Apesar dos avanços tecnológicos obtidos ao longo dos últimos 100 anos, Kückens afirma que um motor de combustão interna nunca atingirá eficiência de 80% ou 90%, pois os limites físicos já estão próximos.
“Hoje estamos em torno de 45% de eficiência e já estamos atingindo os limites físicos”, afirmou o especialista, reforçando que ganhos adicionais serão marginais, mesmo com novos investimentos tecnológicos.
Motores elétricos superam combustíveis sintéticos
O físico alemão ressaltou que já existem motores com mais de 90% de eficiência, identificando esses sistemas como os motores elétricos utilizados nos veículos movidos a bateria atualmente disponiveis no mercado.
Kückens também avaliou o uso de combustíveis sintéticos neutros em carbono, produzidos a partir do CO2 capturado da atmosfera, como alternativa para veículos a combustão no futuro, classificando essa opção como pouco realista.
De acordo com ele, devido à complexidade do processo de fabricação, esses combustíveis retêm apenas metade da energia da eletricidade renovável originalmente investida em sua produção, reduzindo drasticamente o rendimento energético final.
O problema se agrava quando esses combustíveis são queimados em motores de combustão ineficientes, resultando em um aproveitamento energético extremamente baixo ao longo de todo o ciclo.
Segundo o físico, no final desse processo, pouco mais de 10% da energia utilizada chega efetivamente à estrada, limitando o desempenho e a eficiência desses veículos.
Essa diferença explica por que, com a mesma quantidade de eletricidade, um carro elétrico consegue percorrer seis vezes mais distância do que um carro a combustão movido a combustíveis sintéticos.
Eficiência real e manutenção reduzida
Kückens afirma que os carros elétricos aproveitam melhor cada quilowatt de energia e que, em uso real, considerando perdas no carregamento, conversão e transmissão, a eficiência média chega a cerca de 70%.
Além disso, ele destaca que a maior simplicidade mecânica dos motores elétricos reduz a necessidade de manutenção em comparação aos motores a combustão interna, diminuindo custos operacionais ao longo do tempo.
O físico também observou que os materiais críticos utilizados nas baterias podem ser reciclados e reutilizados na fabricação de novas baterias, contribuindo para a sustentabilidade do ciclo produtivo.
Esses fatores técnicos reforçam a diferença estrutural entre as tecnologias, tema que segue no centro das discussões regulatórias e industriais na Europa às vespras da decisão da UE.

Acredito que para certas situações o carro elétrico vai ser viável, principalmente em grandes centros. Já no interior do Brasil ou em países que possuem características semelhantes haverá uma grande limitação por causa dos poucos pontos de carregamento. Outro ponto é a oferta de energia para carregar todos esses carros principalmente a noite nos horários de pico.
Isso é óbvio, mas vai explicar pra quem muge e quer viver na idade da pedra porque acha que carro elétrico é ****.
O ponto é simples: um carro elétrico depende de suas “pilhas”. Por mais que o atrito e o desgaste mecânico sejam bem menores, a bateria continua sendo uma bateria. E aí surgem as dúvidas: como ficará o valor de revenda? Quem vai confiar em um carro com 5, 6 ou 7 anos de uso? Quanto custará a troca desse conjunto nas concessionárias? Até o pneu é diferente!!!
Muitos acabarão optando por baterias paralelas — nesse caso “ching-ling do ching-ling” — colocando em risco a segurança de todos. No fim das contas, nem sei quantas fora as tentativas de emplacar motores elétricos na história do automobilismo. Se fosse realmente tão simples e melhor, já teríamos “carros a pilha” rodando há décadas. É só minha opinião.
O próprio Trump sabotando a indústria dos veículos elétricos mostra porque os carros não vingaram até hoje. E você mugindo carros a pilha também é outro exemplo. Celular usa bateria, é a pilha também? Aliás, o carro a combustão depende de bateria. As baterias de veículos elétricos mais modernas já carregam mais rápido e tem vida útil muito maior. E a questão do descarte que muita gente muge, já é totalmente reciclável há um bom tempo.