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Fim dos pedreiros: casa feita com impressora 3D chega ao Brasil, tem estrutura em concreto pronta em 11 dias, reduz custos, desperdícios e aposta em automação para transformar o mercado imobiliário brasileiro

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 19/03/2026 às 14:19
Casa de alto padrão em Nova Lima é construída com impressão 3D em concreto, reduz prazo de obra e destaca inovação na construção civil.
Casa de alto padrão em Nova Lima é construída com impressão 3D em concreto, reduz prazo de obra e destaca inovação na construção civil.
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Tecnologia de impressão 3D em concreto avança no Brasil ao chegar ao mercado de alto padrão, com redução expressiva no tempo de obra e mudanças no modelo econômico da construção civil em um projeto inédito localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A conclusão da primeira casa de alto padrão do país executada com impressão 3D em concreto foi divulgada em 4 de fevereiro de 2026, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O imóvel fica no condomínio Ville Des Lacs, foi desenvolvido pela Cosmos 3D, empresa ligada ao Grupo Katz, em parceria com a LR Empreendimentos, e passou a ser apresentado como a estreia da tecnologia em um projeto residencial de padrão elevado no mercado brasileiro.

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Tempo, a estrutura principal da residência foi impressa em 11 dias, enquanto o prazo total da obra caiu para cerca de oito meses, resultado significativamente inferior ao de construções convencionais equivalentes.

No modelo tradicional, empreendimentos desse porte costumam levar aproximadamente 18 meses para serem finalizados, o que evidencia o impacto direto da tecnologia na duração do projeto.

Impressão 3D reduz prazo de obra e muda lógica do setor imobiliário

Casa de alto padrão em Nova Lima é construída com impressão 3D em concreto, reduz prazo de obra e destaca inovação na construção civil.
Casa de alto padrão em Nova Lima é construída com impressão 3D em concreto, reduz prazo de obra e destaca inovação na construção civil.

De acordo com apuração do jornal O Tempo, a redução no cronograma altera não apenas a execução da obra, mas também a dinâmica financeira do setor imobiliário, especialmente em projetos de maior valor agregado.

Ao encurtar o período de construção, o capital investido permanece menos tempo imobilizado, reduzindo riscos e permitindo retorno mais rápido para investidores e incorporadores envolvidos no empreendimento.

Nesse contexto, Daniel Katz, CEO do Grupo Katz, afirmou que a diminuição do prazo “muda completamente a equação do investimento imobiliário”, ao impactar diretamente o ciclo financeiro das obras.

A declaração foi apresentada como um dos principais argumentos para defender a adoção da tecnologia, sobretudo em um setor historicamente marcado por prazos longos e variáveis operacionais difíceis de controlar.

Projeto em Nova Lima testa tecnologia no segmento de alto padrão

A relevância do projeto, no entanto, não se restringe ao ganho de tempo.

O jornal também apontou que a iniciativa busca validar a impressão 3D em um dos segmentos mais exigentes e tradicionalmente resistentes à inovação dentro da construção civil: o mercado de alto padrão.

Casa de alto padrão em Nova Lima é construída com impressão 3D em concreto, reduz prazo de obra e destaca inovação na construção civil.
Casa de alto padrão em Nova Lima é construída com impressão 3D em concreto, reduz prazo de obra e destaca inovação na construção civil.

A proposta é demonstrar que a tecnologia pode atender critérios rigorosos de qualidade, desempenho estrutural e acabamento estético.

Ainda de acordo com informações divulgadas pela empresa responsável, o projeto de Nova Lima procura romper a percepção de que a impressão 3D estaria limitada a soluções experimentais ou construções simplificadas.

A execução de uma residência com padrão elevado funciona, nesse cenário, como uma vitrine para ampliar a aceitação da tecnologia em empreendimentos mais sofisticados.

Automação, mão de obra e desperdício entram no centro do debate

Em entrevista concedida ao jornal O Tempo, representantes do grupo destacaram que a adoção da impressão 3D também dialoga com desafios estruturais da construção civil brasileira, como a escassez de mão de obra qualificada e a necessidade de maior eficiência nos canteiros.

A automação de etapas construtivas surge, nesse contexto, como alternativa para reduzir dependência de processos manuais e aumentar a previsibilidade da obra.

Outro ponto ressaltado envolve o uso mais racional de materiais, uma vez que o método permite maior controle na aplicação do concreto e tende a reduzir desperdícios ao longo da execução.

Embora essa vantagem seja frequentemente associada à construção aditiva em diferentes países, sua aplicação em projetos de alto padrão no Brasil ainda é recente e passa a ser observada com mais atenção após experiências como a de Nova Lima.

Construção civil busca escala e consolidação da tecnologia

Ao reunir uma empresa especializada em impressão 3D de concreto e uma incorporadora em um condomínio voltado ao público de maior renda, o projeto indica um movimento estratégico de reposicionamento da tecnologia.

Em vez de permanecer restrita a nichos experimentais, a solução passa a ser apresentada como alternativa viável também para empreendimentos de maior valor, onde prazos, qualidade e diferenciação são fatores decisivos.

Com isso, o imóvel ganha relevância não apenas como produto final, mas como demonstração prática de um novo modelo construtivo que busca combinar eficiência, precisão e redução de custos indiretos.

A experiência em Nova Lima passa a integrar o debate mais amplo sobre industrialização da construção civil no Brasil, em um momento em que o setor busca maior produtividade e controle operacional.

Apesar do caráter inovador, a consolidação desse tipo de tecnologia ainda depende da capacidade de replicar resultados em escala, atender normas técnicas e manter padrões de qualidade consistentes em diferentes projetos.

A casa construída em Nova Lima, nesse cenário, funciona como um indicativo inicial de como a impressão 3D pode evoluir dentro do mercado imobiliário nacional, especialmente em segmentos que historicamente adotam mudanças com mais cautela.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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