Samsung estuda eliminar o carregador com fio em celulares Galaxy. Veja o que diz a pesquisa oficial sobre o futuro do carregamento sem cabo e o novo padrão magnético da marca.
A Samsung está flertando com uma mudança que pode transformar completamente a forma como carregamos nossos celulares Galaxy. Segundo uma pesquisa interna da própria marca, revelada pelo portal SamsungGuru, a empresa coreana estuda a possibilidade de eliminar o carregamento com fio em modelos futuros da linha Galaxy. A proposta inclui um novo sistema magnético de carregamento estilo MagSafe, similar ao usado pela Apple, e levanta a possibilidade de celulares com suporte exclusivo ao carregamento sem fio.
O questionário enviado a consumidores aborda diretamente a ideia de abandonar portas físicas de carregamento e adotar ímãs na traseira dos aparelhos, questionando até mesmo se os usuários estariam dispostos a aceitar um celular mais espesso para viabilizar a tecnologia.
Galaxy sem entrada para cabo? O futuro pode estar mais próximo do que parece
A pesquisa não confirma um modelo específico, mas sugere que a Samsung considera, seriamente, lançar um smartphone Galaxy que não terá entrada para carregador com fio. Em outras palavras: um celular 100% sem cabos. Embora isso soe radical, não seria a primeira grande mudança da marca — vale lembrar que o carregador na caixa já foi omitido nos modelos topo de linha desde o Galaxy S21.
-
Hidroesponja de juta criada por jovem de 18 anos nos EUA remove 80% do poluente de pneu que mata o salmão e leva US$ 75 mil em feira de ciências
-
A Nova Zelândia perfurou um poço geotérmico tão quente que o vapor sai acima de 400 graus — e pode mudar o jogo da energia limpa
-
Enquanto antigos F-5 americanos saem de cena, Taiwan abre o olho, investe US$ 2,3 bilhões, produz 66 jatos Brave Eagle no próprio território e transforma treinamento militar em símbolo de autonomia tecnológica diante da pressão chinesa
-
Puxar o pendrive direto do computador ou clicar em remover com segurança? A Microsoft explica que uma simples configuração do Windows pode reduzir risco de perda de dados, evitar arquivos corrompidos e mudar a forma correta de desconectar o USB após anos de uso automático
Agora, com os avanços no carregamento por indução, essa transição pode estar tecnicamente viável — e, ao que tudo indica, já em fase de validação com o público.
Carregamento magnético: o plano da Samsung para substituir o cabo
No centro da proposta está a ideia de um encaixe magnético na traseira do celular, capaz de alinhar com precisão a bobina de carregamento do smartphone e a base carregadora.
O modelo lembra a tecnologia MagSafe, da Apple, que utiliza ímas para fixar carregadores e acessórios como capas, baterias externas e suportes.
A diferença é que a Samsung pode dar um passo além, removendo totalmente a porta USB-C — o que impactaria não só o carregamento, mas também a conexão com fones de ouvido com fio, pendrives e acessórios externos.
Essa mudança também pode beneficiar a resistência à água e à poeira, já que a ausência de portas físicas reduz pontos vulneráveis de entrada.
O que é o carregamento por indução (e por que nem todo celular tem)
O carregamento sem fio, ou carregamento por indução, não é novo — mas ainda gera dúvidas. Ele se baseia em um princípio físico descoberto por Michael Faraday em 1831: a indução eletromagnética. Na prática, um campo magnético gerado por uma bobina na base carregadora induz corrente elétrica em uma bobina semelhante dentro do celular.
Esse sistema depende de alinhamento preciso e proximidade entre as bobinas (geralmente até 1 cm). Por isso, os carregadores magnéticos fazem tanto sentido: os ímãs garantem o posicionamento ideal, aumentando a eficiência da transferência de energia e reduzindo perdas.
A maioria dos smartphones compatíveis segue o padrão Qi, adotado globalmente. A Samsung, inclusive, já oferece suporte a essa tecnologia em toda a linha Galaxy S e Z, bem como em alguns modelos Galaxy A e M mais avançados.
Mas e a velocidade de carregamento?
Hoje, os carregadores com fio ainda são imbatíveis em velocidade. Modelos como o Galaxy S24+ suportam até 45W via cabo, enquanto o carregamento sem fio normalmente se limita a 15W a 25W. Isso significa que, por enquanto, o carregamento por indução ainda leva mais tempo para entregar carga completa.
Contudo, com o avanço de tecnologias como carga rápida por indução e resfriamento ativo em bases carregadoras, é possível que essa diferença comece a diminuir nos próximos anos. Além disso, a proposta da Samsung sugere que usuários estariam mais dispostos a aceitar carregamento um pouco mais lento, desde que com mais praticidade e elegância.
Quais modelos podem perder o carregador com fio?
Ainda não há confirmação oficial, mas é provável que essa mudança comece pelos topos de linha, como a série Galaxy S25 ou Galaxy Z Fold6/Fold7. São aparelhos com usuários mais propensos a adotar novidades tecnológicas e com espaço interno suficiente para abrigar bobinas maiores e sistemas magnéticos.
A estratégia também permitiria à Samsung criar um novo ecossistema de acessórios compatíveis, incluindo bases magnéticas, suportes veiculares, power banks acopláveis e cases inteligentes.
Modelos intermediários, como o Galaxy A55 ou Galaxy M55, devem manter o carregador com fio por mais tempo, garantindo acessibilidade e compatibilidade com usuários tradicionais.
O que os consumidores acham da ideia?
Pela própria pesquisa divulgada, a Samsung está testando a aceitação pública da ideia. Entre os principais pontos questionados estão:
- Você aceitaria um celular mais grosso para ter carregamento magnético?
- Você abriria mão do carregamento com fio?
- Você usaria acessórios com ímã se fossem mais rápidos e práticos?
Essas perguntas indicam que a marca está medindo não só o impacto técnico, mas também emocional e prático da mudança.
O fim do cabo está próximo?
Ainda não é possível cravar uma data, mas a movimentação da Samsung aponta para um futuro onde os cabos podem virar coisa do passado — pelo menos nos modelos mais avançados. A marca quer saber: os consumidores estão prontos para dar esse passo?
Com a maturidade do carregamento sem fio, o avanço do padrão Qi2 (mais rápido e eficiente) e a tendência de design mais limpo e resistente, a resposta pode ser sim — e mais cedo do que imaginamos.

