1. Início
  2. Curiosidades
  3. Poço artesiano vira aposta para salvar pequena chácara: máquina desce até 60 metros, encontra mármore, passa por fissuras na rocha e termina com água doce
Faça um comentário 5 min de leitura

Poço artesiano vira aposta para salvar pequena chácara: máquina desce até 60 metros, encontra mármore, passa por fissuras na rocha e termina com água doce

Imagem de perfil do autor Fabio Lucas Carvalho
Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 29/06/2026 às 00:06
Assista o vídeoDescubra o processo de perfuração de um poço artesiano em Curaçá, Bahia, e os desafios enfrentados pela equipe.
Descubra o processo de perfuração de um poço artesiano em Curaçá, Bahia, e os desafios enfrentados pela equipe.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Em Curaçá, na Bahia, a perfuração narrada por Rogério Oliveira, do canal ROGÉRIO OLIVEIRA – POÇOS ARTESIANOS, acompanhou a chegada das máquinas, os primeiros sinais de umidade, a suspeita de uma caverna subterrânea e a decisão do proprietário de avançar até 60 metros para garantir água em uma pequena chácara.

A perfuração de um poço artesiano em uma pequena chácara em Curaçá, na Bahia, terminou com alívio para o proprietário e para a equipe envolvida no serviço. A história foi narrada no canal ROGÉRIO OLIVEIRA – POÇOS ARTESIANOS, no YouTube, acompanhando passo a passo a chegada das máquinas, os primeiros metros perfurados, a mudança das rochas e a expectativa até a confirmação de que o poço não ficou seco.

Caminhões chegam ao terreno e iniciam preparação

O trabalho começou com a chegada dos caminhões da empresa responsável pela perfuração. Um dos veículos já estava posicionado no terreno, enquanto outro chegava com equipamentos para iniciar o serviço.

Antes da máquina começar a perfurar, a equipe fez os ajustes finais no ponto escolhido. O gerador foi preparado, os equipamentos foram posicionados e os profissionais organizaram a estrutura para começar o trabalho.

A perfuração aconteceu em Curaçá, cidade baiana próxima a Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. O serviço começou por volta das 9h20 da manhã, sob expectativa de alcançar inicialmente 50 metros de profundidade.

construção de poço artesiano
construção de poço artesiano

Primeiros metros já indicaram mudança no solo

Logo nos primeiros 5 metros, a broca chegou à rocha. O material inicial identificado foi um tipo de xisto, mas em seguida apareceu mármore, o que aumentou a expectativa da equipe.

Durante a narração, Rogério Oliveira explicou que, em locais onde há presença de mármore, costuma existir maior facilidade para encontrar água. A cada nova etapa, uma haste de 5 metros era substituída para permitir o avanço da perfuração.

Também foi introduzido o cano de revestimento, com cuidado para manter a estrutura adequada. A equipe precisou cortar parte do cano, que estava maior que o necessário, antes de seguir com o serviço.

Uso de equipamentos e cuidados durante a perfuração

Durante o trabalho, Rogério destacou o uso de Equipamentos de Proteção Individual pelos profissionais. Segundo ele, em vídeos de outras empresas, algumas pessoas criticam quando trabalhadores aparecem sem os equipamentos adequados.

No caso mostrado, a equipe foi elogiada por realizar o serviço com cuidado e proteção. A perfuração seguiu com troca de hastes, introdução de canos e ajustes na boca do poço.

Em determinado momento, foi colocado um pneu para ajudar a direcionar a água, a terra e a poeira que saíam do furo. A medida serviu para reduzir o impacto do material lançado durante a perfuração sobre os operadores.

Pequenas fissuras aumentaram a expectativa por água

Com 10 metros perfurados, a máquina encontrou uma pequena fissura na rocha. A passagem apresentava umidade, mas ainda não era suficiente para jogar água para fora.

A narração mostrava a expectativa crescente a cada mudança no barulho da máquina. Rogério explicou que alterações no som podem indicar uma fratura na rocha, mudança de material ou até a presença de um veio com água.

A poeira diminuiu em alguns momentos, e o material que saía do poço passou a apresentar sinais de umidade. Mesmo assim, a água ainda não aparecia com força suficiente para confirmar o sucesso da perfuração.

Material pastoso e suspeita de caverna no subsolo

Entre 35 e 40 metros, a equipe percebeu nova mudança no material retirado. A terra começou a sair mais pastosa, como se a umidade estivesse formando pequenos bolos no chão.

Em outro momento, uma haste desceu rapidamente, o que levantou a suspeita de uma pequena caverna subterrânea. Apesar disso, a água ainda não era lançada para cima de forma contínua.

A equipe continuou o trabalho para tirar a dúvida. A perfuração seguiu com cautela, observando o comportamento da máquina, da poeira e da água que aparecia em pequenas quantidades.

Poço chega a 50 metros, mas proprietário autoriza continuar

Ao chegar perto de 45 metros, Rogério informou que o poço já tinha água, mas em pouca quantidade. Ele comentou que foram encontrados alguns veios pequenos, ainda insuficientes para considerar o resultado plenamente satisfatório.

O contrato inicial era para perfurar 50 metros. Porém, após atingir essa profundidade, o proprietário autorizou mais 10 metros de perfuração, levando o poço até 60 metros.

A decisão foi tomada porque ainda havia esperança de melhorar a quantidade de água. Durante o processo, a equipe continuou observando sinais de uma possível caverna, que poderia estar dificultando a saída da água pelo cano.

Água aparece durante a limpeza final

Na fase final, a equipe realizou a limpeza do poço com a própria máquina. Foi nesse momento que a água apareceu de forma mais clara, confirmando que a perfuração não terminou em poço seco.

Rogério afirmou que a água era doce e que chegou a ser experimentada no local. Apesar de não ser um poço com grande volume, o resultado foi considerado suficiente para atender às necessidades da propriedade.

A chácara tinha aproximadamente 1 hectare e estava sendo montada para eventos. Como destacou a narração, sem água seria difícil manter o funcionamento do espaço.

Resultado foi considerado positivo para a propriedade

Ao final da perfuração, Rogério Oliveira agradeceu aos seguidores que acompanharam o vídeo e reforçou que o poço não ficou seco. Segundo ele, a quantidade de água encontrada não era grande, mas poderia ajudar nas necessidades básicas da pequena chácara.

A história terminou com um clima de alívio. Depois de 60 metros perfurados, troca de hastes, mudanças no tipo de rocha, suspeita de caverna e muita expectativa, a água apareceu.

O caso mostra como a perfuração de um poço artesiano envolve técnica, paciência e incerteza. Mesmo com sinais positivos no caminho, a confirmação só veio no fim, quando a limpeza revelou que havia água suficiente para dar utilidade ao poço.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube
Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x