Entenda os prós, os contras e os cuidados antes de comprar o seu celular dobrável
Atualmente, os celulares dobráveis combinam funcionalidades de smartphones e tablets, mas ainda geram dúvidas. Embora ofereçam recursos multitarefa como janelas flutuantes e telas divididas, é essencial saber se a escolha está baseada em produtividade real ou apenas no apelo visual.
Modelos do tipo flip, mais acessíveis, atendem a quem busca estilo ou criação de conteúdo, como gravação de vídeos com a câmera principal. No entanto, os dobráveis tipo livro, que custam mais, entregam um uso mais robusto. Por isso, antes de comprar, avalie se o objetivo está focado no desempenho ou apenas na estética moderna.
Manutenção e reparos caros
Mesmo com certificações de resistência, celulares dobráveis ainda são frágeis comparados aos modelos tradicionais. A dobradiça pode falhar com poeira ou água, e o vinco da tela interna tende a se acentuar com o uso. Além disso, o custo de conserto costuma ser elevado.
-
Depois de 53 anos, os EUA podem reabrir espaço para aviões supersônicos de passageiros sobre terra, mas a nova era Mach 1 depende de tecnologia silenciosa, limites de ruído e um desafio que derrubou o Concorde: provar que velocidade extrema também pode ser aceita pelas cidades e pelo bolso
-
China “aperta o botão” de emergência nas universidades, elimina 12,2 mil cursos considerados obsoletos e acelera corrida por IA, robótica e chips enquanto 12,7 milhões de jovens chegam ao mercado
-
Adeus fones de ouvido sem fio: Geração Z abandona os fones Bluetooth e faz antigos modelos com fio voltarem a virar tendência em 2026
-
Robôs vivos feitos de células humanas rastejam sozinhos em laboratório, ajudam a fechar “feridas” em neurônios cultivados e transformam tecido humano em máquina biológica microscópica
O reparo da tela principal pode custar até metade do valor do celular novo. Isso ocorre porque esses aparelhos usam peças exclusivas e exigem assistência técnica especializada. Diferente dos smartphones comuns, que têm consertos mais rápidos e baratos, os dobráveis exigem planejamento para futuros gastos com manutenção.
Compatibilidade de aplicativos
Embora a tela grande prometa melhorar o consumo de mídia, nem todos os aplicativos funcionam corretamente nesse formato. Muitos apps ainda não estão adaptados à proporção quase quadrada das telas dobráveis, o que gera barras pretas ou cortes na imagem durante vídeos.
Desde 2022, o Google vem incentivando os desenvolvedores a ajustarem seus apps, mas a adaptação ainda é lenta. Assim, antes de investir, é recomendável verificar se os aplicativos que você mais usa são compatíveis com esse tipo de tela. Isso evita frustrações e garante aproveitamento total do dispositivo.
Tamanho e peso no dia a dia
A ergonomia dos dobráveis é outro ponto crítico. Modelos como o Galaxy Z Fold6 pesam cerca de 239g, mais que o iPhone 16 Pro Max. Esse peso pode gerar desconforto durante o uso contínuo ou ao ser transportado no bolso.
Apesar de algumas marcas, como a Oppo com o Find N5, buscarem soluções mais leves e finas, a espessura ainda incomoda. Se você tem mãos pequenas ou busca praticidade total, vale testar o manuseio antes da compra. Afinal, o uso diário precisa ser confortável e adaptável à sua rotina.

Duração da bateria
A bateria é outro desafio técnico. Como as dobradiças ocupam espaço, a capacidade das baterias acaba sendo limitada. Modelos como o Galaxy Fold mantêm 4400mAh desde 2021. O OnePlus Open traz 4805mAh e o Pixel Fold oferece 4650mAh, todos abaixo do padrão atual de 5000mAh.
Contudo, há avanços. O Vivo X Fold3 Pro já usa bateria de silício-carbono, alcançando 5700mAh com o mesmo espaço físico. Algumas marcas chinesas, como a Honor, chegaram a 8000mAh, mas gigantes como Google e Samsung ainda não adotaram a novidade. Se a autonomia for crucial, talvez valha esperar por novos lançamentos com mais eficiência energética.

