O chuveiro elétrico virou ponto de partida da trajetória de Roberto Zagonel, fundador da Zagonel, em Pinhalzinho. Segundo a NSC Total, a empresa saiu de consertos em 1989, lançou ducha eletrônica em 1994, comprou Corona e Thermosystem e prevê superar R$ 1 bilhão em 2026, com 3.600 empregos diretos atualmente.
O chuveiro elétrico que apareceu primeiro como desafio técnico em uma pensão de Chapecó ajudou a dar origem a uma indústria catarinense que hoje atua com duchas, torneiras elétricas e iluminação. A história envolve Roberto Zagonel, aluno do Senai-SC que começou consertando equipamentos antes de fundar a Zagonel.
A trajetória foi relatada pela colunista Estela Benetti, da NSC Total, em reportagem publicada em 29 de junho de 2026. O texto informa que a empresa, sediada em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina, oferece 3.600 empregos diretos, investe em nova fábrica e projeta ultrapassar R$ 1 bilhão de faturamento em 2026.
Desafio em pensão virou ponto de partida para uma solução industrial

A origem do negócio está ligada a um problema simples de uso diário. Quando Roberto Zagonel foi para Chapecó fazer curso técnico no Senai-SC, colegas da pensão onde ele morava o desafiaram a melhorar o funcionamento de chuveiros elétricos que aqueciam demais ou de menos a água.
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Segundo a NSC Total, ele aceitou o desafio, estudou o tema e, mais tarde, desenvolveu uma inovação que mudaria o rumo da empresa. O caso mostra como uma demanda prática, observada no cotidiano, pode virar base para desenvolvimento de produto quando encontra conhecimento técnico e aplicação industrial.
O chuveiro elétrico deixou de ser apenas um equipamento doméstico e passou a ser tratado como problema de engenharia. A partir dessa leitura, a Zagonel passou a construir uma trajetória ligada à melhoria de duchas e sistemas elétricos de aquecimento.
A empresa começou formalmente em 1989, ainda com foco em consertos. Em 1994, a atuação mudou de escala quando Roberto Zagonel criou e lançou a primeira ducha eletrônica do país, conforme informado pela reportagem da NSC Total.
Empresa saiu dos consertos e entrou na fabricação de produtos elétricos

A Zagonel nasceu em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina, longe dos maiores centros industriais do país. Mesmo assim, a empresa avançou em um segmento competitivo: o de duchas e chuveiros elétricos, mercado em que preço, eficiência, resistência e distribuição pesam diretamente na decisão de compra.
Com o tempo, a indústria ampliou seu portfólio. Além das duchas, passou a fabricar torneiras elétricas e produtos de iluminação pública e privada, incluindo lâmpadas de LED. Essa diversificação reduziu a dependência de um único produto e abriu novas frentes de receita.
A virada mais importante foi transformar assistência técnica em produção industrial. Em vez de permanecer apenas no reparo de equipamentos, a empresa passou a desenvolver, fabricar e disputar espaço em lojas de todo o país.
A NSC Total informa que Roberto Zagonel sempre manteve atenção especial à tecnologia. No caso de uma indústria de chuveiro elétrico, isso envolve comandos eletrônicos, eficiência de aquecimento, segurança, durabilidade e adaptação às exigências do consumidor brasileiro.
Aquisição de marcas concorrentes acelerou a presença nacional

A expansão da Zagonel ganhou força em outubro de 2024, quando a empresa adquiriu as marcas Corona e Thermosystem, antes pertencentes ao grupo paulista Dexco, da holding Itaúsa. A operação ampliou a presença da companhia no mercado de chuveiros e duchas.
Segundo Roberto Zagonel afirmou à NSC Total, a compra das marcas ajudou a empresa a se tornar a segunda maior do país no segmento de duchas e chuveiros elétricos. Com isso, a Zagonel passou a ocupar um espaço mais forte nas prateleiras, especialmente porque lojas costumam buscar mais de uma opção para oferecer aos consumidores.
A aquisição mudou o tamanho da disputa comercial. Uma empresa que começou com consertos passou a competir em escala nacional, somando marca própria, marcas incorporadas e uma estrutura industrial em expansão.
A reportagem informa ainda que a empresa tem fábrica em Aracaju, em Sergipe, e centro de distribuição em Tubarão, no Sul de Santa Catarina. Essa estrutura ajuda a explicar como uma companhia sediada no Oeste catarinense passou a ampliar alcance em outras regiões.
Faturamento bilionário virou meta para 2026

A Zagonel iniciou 2026 com meta de faturamento de R$ 850 milhões. De acordo com Roberto Zagonel, a empresa já havia ultrapassado 40% dessa meta no primeiro semestre, o que levou à projeção de superar R$ 1 bilhão em faturamento no ano.
O empresário também informou que a companhia cresceu 102% no ano anterior. A expansão, segundo ele, foi impulsionada especialmente pela aquisição das marcas Corona e Thermosystem, que ampliaram a atuação da empresa no mercado nacional de duchas e chuveiros elétricos.
A previsão de passar de R$ 1 bilhão coloca a Zagonel em outro patamar empresarial. O número não representa apenas aumento de vendas, mas também maior pressão por logística, produção, gestão, tecnologia, mão de obra e presença comercial.
Esse crescimento ocorre em um mercado doméstico muito conhecido pelos brasileiros. O chuveiro elétrico está presente em milhões de residências e exige atualização constante, tanto por eficiência quanto por conforto, segurança e concorrência de marcas tradicionais.
Nova fábrica de R$ 200 milhões reforça aposta em escala
A NSC Total informa que a Zagonel investe R$ 200 milhões em uma nova fábrica em Pinhalzinho. A unidade terá 100 mil metros quadrados construídos e faz parte da estratégia de expansão da empresa no Oeste de Santa Catarina.
O projeto inclui também uma área de descompressão próxima ao refeitório, com estrutura para descanso dos trabalhadores. Segundo a reportagem, o espaço terá 500 beliches para pausas curtas, iniciativa apresentada pelo empresário como parte da relação da companhia com seus colaboradores.
O investimento mostra que a meta bilionária depende de capacidade produtiva, não apenas de vendas. Para crescer no mercado de chuveiro elétrico, a empresa precisa fabricar em volume, manter qualidade, distribuir com eficiência e responder à demanda de varejistas.
Pinhalzinho também aparece como parte importante dessa história. Embora não seja uma grande metrópole, a cidade se tornou base da maior empresa local, segundo a reportagem. Isso aumenta o peso da indústria na geração de empregos e na dinâmica econômica regional.
Referência na WEG mostra ambição industrial no Oeste catarinense
Roberto Zagonel declarou à NSC Total que sempre mirou a WEG como referência. A comparação não significa que as empresas sejam iguais, mas indica o tipo de ambição industrial que o fundador enxerga para a Zagonel: crescer com tecnologia, escala e presença nacional.
A WEG, também catarinense, nasceu em Jaraguá do Sul, no Leste do Estado, e se tornou uma das maiores referências industriais do Brasil. Ao citar essa inspiração, Zagonel posiciona sua empresa dentro de uma tradição catarinense de companhias industriais que cresceram a partir de cidades fora dos grandes centros nacionais.
A ideia de ser a “WEG do Oeste” funciona como uma meta de posicionamento, não como título já conquistado. A Zagonel ainda está em outro porte, mas a busca por tecnologia, expansão e faturamento bilionário explica por que a comparação aparece na fala do empresário.
No caso da Zagonel, a base inicial foi o chuveiro elétrico. A partir dele, a empresa avançou para duchas eletrônicas, torneiras elétricas, iluminação e aquisição de marcas concorrentes, construindo uma trajetória de diversificação dentro do setor eletroeletrônico.
O que essa trajetória diz sobre inovação fora dos grandes centros
A história da Zagonel mostra que inovação industrial não nasce apenas em capitais ou polos tecnológicos consolidados. Em Pinhalzinho, uma empresa do Oeste de Santa Catarina transformou uma solução para chuveiro elétrico em uma operação com milhares de empregos e projeção bilionária.
O caso também mostra a importância da formação técnica. O Senai-SC aparece como parte do ponto de partida da trajetória de Roberto Zagonel, que uniu conhecimento prático, observação de problemas cotidianos e disposição para desenvolver produto próprio.
A pergunta que fica é quantas outras soluções industriais podem nascer de problemas simples ainda mal resolvidos. Chuveiro, torneira, lâmpada e outros itens comuns parecem banais, mas movimentam cadeias produtivas, empregos, tecnologia e grandes disputas comerciais.
Você acha que o Brasil valoriza empresas industriais que nascem fora dos grandes centros ou só reconhece esses casos quando elas já estão bilionárias? Deixe sua opinião nos comentários e conte se a trajetória da Zagonel lembra outras empresas catarinenses que cresceram com tecnologia e produção nacional.

