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Fim de uma era no WhatsApp: eliminada ferramenta usada por brasileiros após menos de 4 anos

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 11/05/2026 às 20:34 Atualizado em 11/05/2026 às 20:37
WhatsApp remove avatares de Android e iPhone após baixa adesão global e inicia nova fase focada em recursos mais úteis.
WhatsApp remove avatares de Android e iPhone após baixa adesão global e inicia nova fase focada em recursos mais úteis.
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Recurso criado para ampliar a personalização do WhatsApp começa a desaparecer dos celulares após anos de baixa adesão.

Retirada gradual dos avatares já afeta usuários de Android e iPhone e reforça uma mudança silenciosa na estratégia da Meta, que passa a concentrar esforços em funções consideradas mais úteis e frequentes dentro do aplicativo de mensagens.

O WhatsApp iniciou a retirada gradual dos avatares digitais nos aplicativos para Android e iPhone, encerrando aos poucos as ferramentas de criação e edição lançadas globalmente em dezembro de 2022 para ampliar as opções de personalização dentro da plataforma.

Além de desaparecerem das configurações em algumas contas, os personagens virtuais também deixaram de receber suporte em áreas específicas do aplicativo, movimento que já começou a ser comunicado aos usuários por meio de avisos exibidos dentro do próprio mensageiro.

Segundo a página oficial de ajuda do WhatsApp, novos avatares já não podem mais ser criados em parte das versões disponíveis para celulares, enquanto as figurinhas associadas ao recurso devem continuar funcionando apenas temporariamente em algumas contas.

Embora a Meta não tenha divulgado números públicos sobre a utilização da ferramenta, veículos especializados em tecnologia apontaram que a baixa adesão global teve peso decisivo para o encerramento gradual da funcionalidade dentro do aplicativo de mensagens mais utilizado no Brasil.

WhatsApp começa a retirar recurso lançado em 2022

A remoção dos avatares foi identificada inicialmente pelo WABetaInfo, portal conhecido por acompanhar testes e mudanças do WhatsApp antes das liberações oficiais para Android e iPhone em diferentes mercados ao redor do mundo.

Conforme os relatos publicados pelo site especializado, atualizações recentes do aplicativo passaram a eliminar atalhos de acesso, opções de edição e caminhos que levavam diretamente à criação dos personagens digitais dentro da plataforma.

Quando o recurso foi apresentado ao público, em dezembro de 2022, a Meta defendia a novidade como uma alternativa para tornar as conversas mais expressivas, oferecendo aos usuários uma representação virtual personalizada integrada ao ecossistema da empresa.

Na prática, os avatares permitiam montar personagens com diferentes características físicas, roupas e estilos visuais, que depois poderiam ser utilizados como foto de perfil ou transformados automaticamente em figurinhas para conversas privadas e grupos.

Apesar da aposta da Meta em experiências digitais ligadas à identidade virtual, os avatares nunca conseguiram alcançar o mesmo nível de popularidade observado em outros recursos já consolidados dentro do WhatsApp, como emojis, figurinhas tradicionais e reações rápidas.

Ainda que a empresa tenha promovido ajustes visuais e pequenas melhorias desde o lançamento oficial da ferramenta, o engajamento permaneceu abaixo das expectativas em diferentes regiões, incluindo mercados considerados estratégicos para o aplicativo.

Mudança já aparece em celulares Android e iPhone

Nos celulares afetados pela atualização mais recente, parte dos usuários já não consegue encontrar a opção “Avatar” dentro das configurações do aplicativo, enquanto outros começaram a receber notificações informando sobre as limitações progressivas do recurso.

Como acontece normalmente em mudanças maiores no WhatsApp, a liberação ocorre de forma gradual e pode levar algum tempo até atingir todos os dispositivos compatíveis com as versões mais recentes do aplicativo para Android e iOS.

Além da impossibilidade de criar novos personagens, alguns usuários também perderam o acesso às ferramentas responsáveis por modificar aparência, roupas e elementos visuais anteriormente disponíveis na área dedicada aos avatares.

Outra alteração relevante envolve as figurinhas geradas automaticamente pelo sistema, já que parte delas pode permanecer salva nas conversas por um período temporário, mesmo após o encerramento oficial do suporte ao recurso.

Até o momento, a Meta não divulgou um cronograma público indicando quando a remoção será concluída em todas as contas nem esclareceu se os avatares desaparecerão definitivamente das conversas e perfis antigos.

Meta concentra esforços em recursos considerados mais úteis

O encerramento dos avatares evidencia uma mudança de prioridade dentro do WhatsApp, que nos últimos anos passou a direcionar mais atenção para ferramentas relacionadas à produtividade, segurança, inteligência artificial e comunicação em tempo real.

Entre os recursos que ganharam espaço recentemente dentro da plataforma estão os canais, melhorias em chamadas de voz e vídeo, sistemas de organização de mensagens e funções ligadas à integração opcional com serviços da própria Meta.

Ao reduzir o espaço ocupado por ferramentas pouco utilizadas, a empresa consegue simplificar parte da experiência do aplicativo e concentrar investimentos em recursos que apresentam maior frequência de uso no cotidiano dos usuários.

Mesmo assim, não existe confirmação oficial sobre um possível substituto para os avatares nem informações públicas indicando se a Meta pretende lançar novas alternativas de personalização visual especificamente voltadas ao WhatsApp.

A decisão também não significa necessariamente o abandono definitivo das experiências digitais ligadas à identidade virtual, já que outros aplicativos da companhia continuam mantendo ferramentas semelhantes em funcionamento para diferentes públicos.

Recurso não virou hábito entre usuários do aplicativo

O caso dos avatares mostra como nem toda novidade lançada em grandes plataformas consegue se transformar em comportamento recorrente, especialmente em aplicativos voltados para comunicação rápida e direta entre milhões de pessoas diariamente.

Mesmo oferecendo opções de customização e integração automática com figurinhas, a ferramenta não alcançou relevância suficiente para alterar a forma como grande parte dos usuários utiliza o WhatsApp em conversas pessoais e profissionais.

No Brasil, onde o aplicativo ocupa posição central na rotina de trabalho, estudo e comunicação familiar, funcionalidades consideradas práticas e imediatas costumam ganhar mais espaço do que recursos voltados exclusivamente para aparência visual.

Por causa disso, ferramentas que exigem criação detalhada, edição constante ou configuração manual frequentemente encontram mais dificuldade para permanecer relevantes dentro de plataformas utilizadas principalmente pela rapidez e simplicidade na troca de mensagens.

Com a retirada em andamento, o WhatsApp reforça um movimento de reorganização interna que prioriza funções mais úteis para o dia a dia e reduz gradualmente recursos que perderam espaço desde o lançamento original.

Nesse cenário, a permanência de novas ferramentas dentro do aplicativo tende a depender menos do impacto visual inicial e muito mais da capacidade de se integrar naturalmente aos hábitos cotidianos dos usuários.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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